Sábado, 18 de Novembro de 2017

Paraguai pode levar meses para devolver Pingo ao Brasil

14 JUL 2010Por 08h:00
MICHELLE ROSSI

A Polícia Federal informou que a extradição do traficante brasileiro Irineu Domingos Soligo, conhecido como Pingo, ainda pode levar meses. Ele continua detido no Presídio de Segurança Máxima em Assunção, no Paraguai, depois de ser capturado em Capitán Bado no último dia 3. Pingo é um dos narcotraficantes mais procurados do Brasil e tem várias condenações pelos de crimes de tráfico de droga, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
De acordo com o delegado da Polícia Federal na Embaixada do Brasil, em Assunção, Antônio Celso dos Santos, estão sendo reunidos os mandados de prisão expedidos no Brasil contra o traficante. Inicialmente, foi apurado que ele tem condenações em Campo Grande (MS), Passo Fundo (RS) e Umuarama (PR). O objetivo é que os autos sejam apresentados na lista da Interpol (Polícia Internacional) e assim seja viabilizada a extradição do traficante ao país.
“É necessário que todos os mandados sejam reunidos porque se ele é extraditado para o país vai responder apenas aqueles mandados relacionados. Juntar esses processos demanda tempo. Meses talvez”, disse o delegado, relatando que a Polícia Federal em todo o território nacional já foi acionada. “Parece que há uma condenação em Ponta Porã (MS) também contra ele, tudo está sendo averiguado”, continuou.

Processos
As condenações no país estão relacionadas à tráfico de drogas, formação de quadrilha, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Entretanto, se Pingo tiver condenações em território paraguaio, onde foi capturado e segue preso, o processo de extradição ao Brasil será ainda mais lento. “Até o momento, não temos informações se o Pingo tem condenações no Paraguai, porque se tiver, deve responder primeiro pelos crimes por aqui”, declarou o delegado em Assunção.
Ele afirmou que ainda não tem informações sobre pedido de extradição do Governo dos Estados Unidos para Pingo – outro país que estaria interessado no traficante por conta de condenações em território norte-americano ou em razão de investigações contra ele naquele país. “Na embaixada ainda não recebemos nenhum pedido”, citou.

Prisões
Pingo foi preso quando foi deflagrada a Operação Tamarindo pelas Polícias Federal do Brasil, dos Estados Unidos e Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) no Paraguai. Ainda como desdobramento da operação Tamarindo, foram presos em Aral Moreira (MS), no dia 4 de julho, dois filhos de Pingo –  Lico, 27 anos, pego com munições importadas de armas calibre 38 e 22; Pitu, 20, flagrado com documento falso; o cunhado de Pingo, Valdemar de 42 anos e seu filho, flagrados com um carro recheado com 48 quilos de maconha. Apenas Pitu e Valdemar continuam detidos no Presídio em Ponta Porã (MS).

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