Domingo, 19 de Novembro de 2017

Paraguai gastará US$ 3 milhões para capturar guerrilheiros

1 MAI 2010Por 08h:00
     

        Da redação

        O governo investirá US$ 3 milhões na mobilização de militares e policiais para tentar capturar, em um mês, o grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP), segundo informou ontem o ministro da Economia, Dionisio Borda. Após quase uma semana de buscas intensas, nenhum guerrilheiro foi capturado.

        

        

        O presidente Fernando Lugo promulgou estado de exceção no dia 25 de abril, que terá vigência por 30 dias nas províncias de Amambay, San Pedro, Concepción, Villa Hayes e Alto Paraguay.

        

        O esquerdista EPP dedica-se, desde 2008, ao sequestro extorsivo de pecuaristas e ao ataque de pequenos postos policiais e militares. No dia 21 de abril, durante um aparente roubo de gado bovino, integrantes do grupo mataram três funcionários e um policial que fazia serviço de segurança na fazenda Santa Adelia, província de Concepción, a 420 quilômetros de Assunção.

        

        "Somente o fato de movimentar soldados e veículos custará cerca de 4 milhões de guaranis (US$ 1 milhão)", disse Borda em entrevista à rádio Primero de Marzo, de Assunção. Ele acrescentou que durante os 30 dias da missão, os custos chegarão a US$ 3 milhões. O orçamento geral de gastos estatais para 2010 é de US$ 7 milhões.

        

        Borda disse que melhorar a segurança pública "e lutar contra o narcoterrorismo deve ter apoio financeiro e, para isso queremos que o Congresso aprove a vigência do Imposto de Renda Pessoal (IRP)." A implantação do IRP arrecadaria, segundo expectativas, cerca de US$ 30 milhões por ano. "Mas ficamos surpresos na quinta-feira passada quando o Senado decidiu postergar até janeiro de 2013 a aplicação do IRP", disse ele.

        

        Ainda assim, Borda mostrou-se otimista porque "o IRP é necessário porque deixará claro o patrimônio das empresas e das pessoas, colocando fim à utilização de testas de ferro, sonegadores, padrinhos políticos e contrabandistas". (Do Estadão)

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