Sexta, 24 de Novembro de 2017

Para não perder dinheiro, PT de MS vai em peso a Brasília

18 FEV 2010Por 06h:41
Para não perder dinheiro do repasse do Fundo Partidário, o PT de Mato Grosso do Sul pretende levar todos os seus 45 delegados ao 4º Congresso Nacional da sigla, que será aberto hoje em Brasília e terminará no sábado, quando deve ser oficializada a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. O novo presidente do Diretório Regional do partido, Marcus Garcia, quer evitar o que aconteceu no congresso anterior, quando apenas seis dos 18 delegados estaduais da época estiveram presentes. A abstenção reduziu para um terço o repasse mensal referente ao Fundo Partidário ao PT estadual. “Caiu de R$ 27 mil para apenas R$ 9 mil”, contou. Conforme o presidente do diretório regional do partido, Marcus Garcia, a definição do repasse feito pelo Diretório Nacional não é necessariamente proporcional ao número de delegados que cada regional possui, mas aos que participam do congresso nacional. “Não basta ter volume. É preciso participar”, explicou. O número de delegados nacionais que o diretório petista de cada Estado possui é definido conforme o número dos militantes que votam em cada três anos no Processo de Eleições Diretas (PED). No pleito interno, que elegeu os atuais diretórios em novembro do ano passado, o PT sul-mato-grossense mais do que dobrou o número de seus delegados, de 18 para 45, porque levou às urnas 16.159 dos 42.983 filiados, cerca de 60% a mais que os pouco mais de 10 mil militantes que votaram no PED de 2006. O Congresso A maior parte da delegação sul-mato-grossense deve amanhecer em Brasília nesta quinta-feira. “A maioria segue no vôo que sai às 5h30min de Campo Grande”, informou Garcia, já contando com a presença de quase 100% dos delegados. “Tenho informações de que 43 já reservaram passagens”, adiantou. O 4º Congresso Nacional do PT começa a materializar o projeto eleitoral do partido de 2010. O próprio local escolhido para o encontro pela cúpula petista já sinaliza a iminente aliança com o PMDB. O evento será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Às 8 horas (DF) começa o credenciamento. Até sábado, quando a ministra Dilma deve ser anunciada como candidata, petistas debaterão o passado, presente e futuro do partido que recém completou 30 anos. Essas reuniões começam às 10 horas de hoje com seminário internacional, ao qual foram convidadas delegações de partidos da esquerda da Argentina, Chile, Equador, Peru, República Dominicana e Uruguai. Em pauta, a atual conjuntura política, econômica e social latino-americana e o papel dos partidos e movimentos de esquerda que chegaram ao poder na região nos últimos anos. Na sexta-feira, os delegados do PT analisarão a minuta do programa de governo que oferecerão ao eleitorado neste ano, o primeiro sem Lula como candidato à Presidência. Serão votados também temas de fórum partidário, como a própria continuidade do PED para eleger diretórios. “Há quem questione o PED, por causar fissuras internas em vésperas de anos eleitorais. Em 2009, além do nosso Estado, só houve consenso em Santa Catarina”, explica Marcus Garcia. Outro tema em pauta que interessa ao Estado é a deliberação sobre as eleições. Considerando como “prioridade máxima” o projeto nacional de eleger Dilma, o partido deve definir como será a campanha nos estados em que o PT e o PMDB disputarão governos. Lula e Dilma devem evitar Mato Grosso do Sul, por exemplo. O caso mais complicado é Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, em que o partido ainda tenta que as siglas se unam em vez de disputar separadamente a sucessão do governador Aécio Neves (PSDB).

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