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CAMPO GRANDE

Para compensar perda ambiental, empresas plantam árvores

Para compensar perda ambiental, empresas plantam árvores

Lucia Morel

13/07/2011 - 00h02
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No período de nove meses, três mil árvores de várias espécies foram plantadas nas calçadas das principais vias de Campo Grande. O plantio, que começou em setembro de 2010, integra o projeto Via Verde - uma das ações do Plano Diretor de Arborização da Capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), existem 154 mil árvores plantadas nas áreas de calçada da cidade.

O chefe da divisão de áreas verdes da secretaria, Orsival Simões Júnior, explica que o principal objetivo do Via Verde é compensar a perda ambiental causada por empresas que iniciam a construção de empreendimentos em áreas que antes eram arborizadas. Desde o início do projeto,  cinco empresas já aderiram e plantaram três mil mudas. “É no momento do licenciamento ambiental que é feito o acordo de compensação, indicando quantas árvores são necessárias e onde as empresas vão plantá-las”, explicou.

Até o momento, 14 ruas da Capital já foram beneficiadas com o plantio das mudas. Orsival Júnior explica que é feito um estudo anterior para verificar a viabilidade de plantação das espécies nos locais - a escolha inicial foi pelas ruas de maior movimento de veículos. “As árvores propiciam diversos benefícios à saúde e ao meio ambiente e o sequestro de carbono solto pelo escapamentos dos carros é um deles”, afirma.

No estudo realizado pela Semadur, verifica-se a necessidade, a espécie adequada, o tamanho da calçada, a presença de outras árvores e também a aceitação dos moradores. “Temos uma conversa prévia com os donos dos imóveis onde as árvores serão plantadas porque precisamos da parceria e precisamos que o morador se comprometa a cuidar da planta”, diz Orsival Júnior. Também é verificado se espécies já plantadas podem continuar no local.

“Muitas vezes a espécie não é adequada e já visualizamos o manejo sustentável. É por isso que há lugares em que há uma muda plantada embaixo de uma já existente”. Orsival Júnior lembra que “infelizmente há muito vandalismo e até 30% das espécies plantadas sofrem com isso”.

População
Algumas das mudas foram plantadas na avenida Presidente Getúlio Vargas, no bairro Santo Antônio. A reportagem flagrou o funileiro Armando Rios, 65 anos, em frente a um dos imóveis beneficiados regando as plantas. Ele não soube informar a espécie das árvores, mas alegremente destacou que “o que não é regado morre e se eles plantaram, temos que cuidar”.

O funileiro ainda dá exemplo maior de cuidado, dizendo que recentemente “vândalos” arrancaram os poucos galhos de uma das três árvores que ele cuida. “Ele a deixou toda torta e eu fui e arrumei direitinho, amarrei o caule porque precisamos dessas árvores”, disse.

De acordo com a Semadur, o plantio das mudas terá continuidade na avenida Três Barras, na região urbana do Córrego Bandeira, na avenida dos Cafezais, no Anhanduizinho e na rua Albert Sabin, na região do Lagoa.

O Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) de Campo Grande, implantado em setembro de 2010, prevê diversas ações para organizar, adequar e tratar das árvores da Capital. Sua aplicação está baseada em lei e o prosseguimento das ações deverá ser feito por todos aqueles que forem eleitos para administrar a cidade. 

As metas do plano são a preservação da vegetação em córregos e fundos de vale, canteiros centrais, em áreas institucionais, como escolas e unidades de saúde, áreas de passeio públicas, educação ambiental, preservação da arborização existente e produção de mudas no Viveiro Municipal, que já possui 300 mil mudas de diversas espécies.

Os bairros com maior número de árvores na capital são o Aero Rancho, Moreninhas, Jardim Centro-Oeste, Universitário e Nova Lima.  Segundo a Semadur, as condições das árvores em Campo Grande está assim dividida: 54% está satisfatório, 27% estão em boas condições, 14% estão em estado ruim e 15% em condição considerada “complicada”.

zé pereira

Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande

Motivação do crime teria sido vingança pela irmã ter internado ele em clínica de reabilitação compulsoriamente

16/09/2026 16h33

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o caso é tratado perliminarmente como femincídio seguido de suícidio.

Conforme ela, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade, há alguns anos, e ainda guardava mágoa pela situação.

"Já faz tempo que ele teve alta, mas ele culpava a irmã dele por conta disso", disse a delegada.

Nesta tarde, ele foi até a loja de aviamentos e cosméticos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela com um revólver calibre .38, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

Não havia, no entanto, nenhum boletim de ocorrência registrado contra o suspeito, assim como ele não tinha passagens, segundo a delegada.

A delegada informou que familiares e demais testemunhas serão ouvidas, assim como câmeras de segurança do comércio da vítima serão analisadas.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

primeira fase

Testes clínicos fase 1 da polilaminina começam este mês

Substância ajuda a recuperar movimentos em pessoas com lesão medular

16/09/2026 16h00

laminina

laminina Foto: Cristália / Divulgação

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A primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês, de acordo com a farmacêutica Cristália, que desenvolve o medicamento em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A substância tem potencial de ajudar pessoas com lesão na medula a recuperarem seus movimentos. 

A partir desta data, os pesquisadores vão recrutar cinco pacientes voluntários, de 18 a 72 anos, para receber a polilaminina, com o objetivo de comprovar que ela é segura para humanos e não oferece mais danos do que benefícios. Somente em fases posteriores será testada a eficácia do medicamento. 

Conforme autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os pacientes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, após sofrer algum trauma. Também é preciso que o ferimento tenha ocorrido há menos de 72 horas, e que esses pacientes tenham indicação de cirurgia para descompressão medular.

Eles serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com equipes cirúrgicas treinadas para a aplicação da substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois do procedimento, eles passarão por reabilitação na AACD, e serão acompanhados pela equipe de pesquisa por seis meses. 

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano. Ela foi descoberta pela professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que investiga seu potencial há mais de 20 anos. 

No sistema nervoso, a laminina atua como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Por isso, acredita-se que a polilaminina pode reestabelecer a conexão interrompida quando há lesão na medula. 

Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. 

Três faleceram em decorrência das lesões, mas os cinco que se recuperaram apresentaram algum ganho motor. No entanto, ainda não é possível afirmar que isso é resultado direto da polilaminina, por isso, a substância ainda precisa ser testada em ensaios clínicos controlados.

No entanto, a divulgação dos resultados preliminares gerou grande comoção, e dezenas de pessoas receberam autorização para usar a substância de forma compassiva, uma licença especial concedida pela Anvisa para o uso de substâncias experimentais, em casos de grande gravidade. 

Como essas aplicações não foram realizadas sob protocolo científico, não é possível atestar se a polilaminina funcionou ou não.

O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália Rogério Almeida, garantiu que o laboratório está comprometido com a ciência, as boas práticas clínicas e o rigor regulatório. 

"Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia. Nosso foco agora é conduzir o estudo clínico com a máxima qualidade e no menor prazo possível", acrescentou. 

Se a substância for bem sucedida na fase 1, a equipe poderá pedir autorização à Anvisa para dar seguimento aos testes em humanos. Nas fases 2 e 3, o número de participantes aumenta e pesquisadores podem avaliar se a substância realmente funciona e produz resultados superiores aos tratamentos disponíveis atualmente.

Somente após a conclusão de todas as fases de testes, é que o medicamento pode ser registrado e disponibilizado para a população. 

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