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Celebração

Papa Francisco pede que fiéis não sejam 'cristãos de vitrine'

Papa Francisco pede que fiéis não sejam 'cristãos de vitrine'

Folhapress

12/10/2013 - 16h16
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O papa Francisco pediu hoje que os fiéis da Igreja Católica não sejam "cristãos de vitrine" e trabalhem pela paz.

Ele fez um pronunciamento de cerca de cinco minutos que foi exibido durante a transmissão de um "terço mundial" rezado simultaneamente em dez santuários marianos ao redor do planeta.

A basílica do Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, participa da celebração durante a programação do dia de Nossa Senhora Aparecida.

"Fazei que não sejamos cristão de vitrine, mas saibamos meter mãos à obra para construir com o teu filho Jesus o seu reino de amor, de alegria e de paz", disse o papa em sua oração à Virgem Maria.

No vídeo gravado, Francisco usou como tema de sua pregação a importância do olhar. "Quantas coisas se podem dizer com um olhar! Estima, encorajamento, compaixão, amor, mas também censura, inveja, soberba, até mesmo ódio. Muitas vezes o olhar diz mais que as palavras, ou aquilo que as palavras não conseguem ou não ousam dizer", afirmou o papa.

"Maria nos diz: 'Olha para o meu filho Jesus, mantém o olhar fixo nele, escuta-o, fala com Ele. Ele te olha com amor. Não tenhas medo! Ele ensinar-te-á a segui-lo para dares testemunho dele nas grandes e pequenas ações da tua vida, nas relações familiares, no teu trabalho, nos momentos de festa; ensinar-te-á a a saíres de ti mesmo, de ti mesma, para olhares os outros com amor, não com palavras, mas com obras", disse o sumo pontífice.

O terço mundial está sendo apresentado das 14h às 17h (horário de Brasília) a partir do Santuário do Divino Amor, em Roma. Aparecida participa ao lado de Nazaré (Palestina), Lourdes (França), Vailankanni (Índia), Czestochowa (Polônia), Nairóbi (Quênia), Banneux (Bélgica), Akita (Japão), Washington (EUA) e Luján (Argentina).

Entre as orações são apresentados testemunhos de fiéis em Roma.

Em um deles, um médico contou ter se divorciado (o que não é permitido pela Igreja Católica), trabalhado pela legalização do aborto (o que também é condenado pelo clero) e integrado a maçonaria antes de se converter ao catolicismo após ouvir a uma pregação no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.

Em outro depoimento, o ator Pedro Sarubbi disse ter se tornado católico após ter participado do filme "A Paixão de Cristo" (2004), de Mel Gibson.

Ele interpretou Barrabás, o ladrão que a multidão mandou ser libertado para que Jesus Cristo fosse crucificado. Também há relatos de pessoas que viveram guerras na África e no Oriente Médio, como uma família síria.

Os peregrinos em Aparecida assistem à transmissão em quatro telões instalados acima ao altar da basílica. Segundo a assessoria do Santuário Nacional, 10 mil pessoas acompanham o rosário dentro do templo, que tem capacidade para 30 mil.

Pela manhã, durante a missa solene celebrada pelo cardeal dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a basílica ficou lotada, com fiéis do lado de fora.

Dom Damasceno estimou em 170 mil pessoas o público que passará pela cidade ao longo de todo o dia. 

CONE SUL

Tensão entre fazendeiros e indígenas reforça efetivo da Força Nacional em MS

MPI solicitou a ampliação do efetivo da FN e o MJSP autorizou a medida

18/06/2026 18h10

Força Nacional em MS

Força Nacional em MS Arquivo - Correio do Estado

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Há anos em conflito agrário, Mato Grosso do Sul vive mais um episódio de tensão no campo entre fazendeiros x indígenas.

Em cinco dias, duas fazendas foram invadidas por indígenas no Estado:

  • São Sebastião, no dia 13 de junho, em Sidrolândia
  • Limão Verde, na data de 17 de junho em Amambai

Com isso, a Força Nacional reforçou seu efetivo no Cone Sul de MS, abrangido pelos municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo e Naviraí.

O agravamento da situação no campo levou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) a realizar uma reunião de emergência, nesta quinta-feira (18), em Brasília, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acalmar a situação na área rural.

Após a reunião, o MPI solicitou a ampliação do efetivo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou a medida.

O comando da Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) confirmou o deslocamento de uma equipe adicional. Equipes da Funai também foram designadas para acompanhar o caso in loco, prestando assistência direta aos indígenas detidos.

FAZENDA SÃO SEBASTIÃO

Fazenda São Sebastião/Terra Indígena Buriti (17,2 mil hectares) foi invadida por indígenas da Aldeia Buriti, em 13 de junho de 2026, na área rural de Sidrolândia, a 90 quilômetros de Campo Grande.

O grupo ateou fogo, derrubou árvores, instalou barricadas – para atrapalhar a chegada da polícia –, roubou maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado, fez ameaças de morte, rendeu com arma de fogo e manteve em cárcere os proprietários/funcionários da fazenda.

A sede foi destruída e a atividade rural foi comprometida. Com isso, o proprietário arca com prejuízos incalculáveis e a propriedade terá que ser reconstruída do zero, afirmou o presidente da FAMASUL, Marcelo Bertoni, sem falar os valores do prejuízo.

FAZENDA LIMOEIRO

Fazenda Limoeiro foi invadida por indígenas Guarani-Kaiowá, nesta quarta-feira (17), em Amambai, município localizado a 354 quilômetros de Campo Grande.

O território foi incendiado e teve objetos depredados. Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados para a ocorrência.

A área é reivindicada pelos indígenas como parte do território tradicional Tekoha Kaa’Jari.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, nesta quinta-feira (18), a 2ª Vara Federal de Ponta Porã determinou a expedição de Mandato Probatório em favor dos ocupantes da Fazendo Limoeiro, mas esclareceu que a "decisão possui natureza exclusivamente preventiva, destinada à preservação da posse atualmente exercida pelo autor e à prevenção de novos atos de turbação ou esbulho, não constituindo autorização para remoção compulsória de pessoas eventualmente presentes na área, providência que dependerá de específica apreciação judicial".

O órgão também frisou que “nenhuma ação policial deverá ser adotada na propriedade sem decisão judicial prévia que a fundamente e sem que a operação seja acompanhada da Funai, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob pena de responsabilização funcional dos agentes envolvidos”.

O MPI mantém o monitoramento contínuo da área por meio de seus órgãos competentes e está realizando articulações para consolidar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para a atuação das forças de segurança em territórios e com povos indígenas.

fronteira

Receita Federal apreende 5,3 kg de droga impregnada em camisetas

Roupas foram engomadas com cloridrato de cocaína e cachorro ajudou na indicação da presença do entorpecente

18/06/2026 17h59

Roupas foram engomadas com cloridrato de cocaína

Roupas foram engomadas com cloridrato de cocaína Foto: Divulgação

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Apreensão de drogas tornou-se uma rotina na fronteira de Corumbá com Puerto Quijaro (Bolívia), onde ônibus clandestinos de turismo transportam diariamente “mulas” do tráfico, que engolem cápsulas ou carregam o entorpecente em malas ou ocultam na roupa do corpo.

Ao meio-dia desta quinta-feira, agentes da Receita Federal se depararam com novo modus operandi: camisetas engomadas com substância analógica à cocaína. A identificação e apreensão da droga (5,3 quilos) ocorreu durante fiscalização no Posto Esdras, localizado próximo à fronteira, com auxílio de um cão farejador.

Uma mala abandonada no interior de um ônibus de transporte interestadual chamou a atenção dos agentes, com o animal indicando presença de entorpecente. A análise preliminar confirmou a suspeita: peças de vestuário, com características de destinação comercial, haviam sido engomadas com cloridrato de cocaína, apresentando manchas.

“Trata-se de uma técnica utilizada para dificultar a detecção e o transporte do entorpecente”, informou a Alfândega da Receita Federal em Corumbá, em nota.

O dono da mala (não etiquetada) não foi localizado. O material apreendido foi encaminhado à delegacia local da Polícia Federal.

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