Sábado, 25 de Novembro de 2017

Palmeiras e Corinthians enfrentam-se sem força máxima

31 JAN 2010Por 09h:30
     

        Da redação

        Corinthians e Palmeiras fazem neste domingo, às 16 horas (MS), no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o primeiro clássico do Campeonato Paulista. Pela quinta rodada, os dois rivais - que estão empatados na primeira colocação com oito pontos (junto com o Ituano) - entram em campo sem suas forças máximas - pelo menos é que dizem antes da partida.
        O time de Parque São Jorge não conta com seu maior craque. Com dores na coxa direita, o centroavante Ronaldo está sendo poupado para a estreia na Copa Libertadores e não joga. No lado alviverde, o zagueiro Léo e o meia Diego Souza ainda são dúvidas para o clássico.
        A falta de um substituto minimamente próximo de Ronaldo faz o técnico Mano Menezes optar por um ataque veloz no Corinthians. E de baixa estatura. Nos treinos, Mano escalou na frente a dupla Jorge Henrique (1,69m) e Iarley (1,70m). Caso não use Danilo, que sentiu um desgaste após a estreia contra o Mirassol, a vaga pode ser de outro baixinho. O argentino Defederico (1,69m) foi testado ao lado de Tcheco.
        Mas a opção do treinador não tem a ver com a estatura. De acordo com Mano Menezes, a estratégia é usar a velocidade do trio nos contra-ataques. "Pelas dimensões do campo, é preciso trabalhar mais rápido a bola, porque o adversário leva menos tempo para recompor a defesa".
        Souza e Bill, os virtuais reservas imediatos de Ronaldo, não têm convencido e ficam como opção para o segundo tempo. A dúvida é a presença de Dentinho, que iniciou como titular na última partida e tem ganhado mais chances do técnico alvinegro.
        No Palmeiras, Muricy Ramalho está com problemas para armar o time. Mano Menezes e Ricardo Gomes não sofrem na hora de escalar Corinthians e São Paulo, respectivamente. O treinador alviverde gostaria de estar na mesma posição dos rivais.
        "O que o São Paulo e o Corinthians estão fazendo é o correto", disse, sobre o revezamento de jogadores que os técnicos têm promovido. "É impossível treinar sete dias apenas. É um absurdo o que se faz com o jogador. Mas todos têm de estar lá no jogo, afinal, há patrocinadores, a tevê..."
        Muricy está inconformado com o número de jogadores lesionados no clube. Diego Souza, Léo e Cleiton Xavier sentiram dores musculares em apenas quatro rodadas. "Se ficar treinando e jogando no ritmo atual, vai estourar mesmo", alertou o técnico. "É o que está acontecendo. Os jogadores não estão preparados para esse ritmo".
        Temendo novas contusões, Muricy foi obrigado a mudar a rotina de treinamentos. Nos dias seguintes aos jogos, os titulares só vão a campo para uma corridinha leve. Depois, nada de coletivos: apenas um treino tático ou técnico. "Não podemos pegar pesado", disse.
        O treinador deve dar mais uma chance aos jovens: na zaga e no ataque. Gualberto e Joãozinho podem aparecer no time. "Se tiver de colocar os garotos, eles vão com confiança", afirmou Muricy. "Não importa que é clássico".
        TABU INCÔMODO 

        No retorno do clássico à capital, o Corinthians tenta se livrar de um jejum de mais de três anos. A última vez que levou a melhor contra o rival foi no dia 25 de outubro de 2006, no Morumbi. A vitória veio com um gol de Marcelo Mattos, que neste meio tempo já deixou o clube alvinegro e retornou em setembro do ano passado.
        "Estivemos próximos de atingir esse objetivo no ultimo confronto (2 a 2, pelo Brasileirão). Mas vacilamos numa jogada em que o Palmeiras é forte, que é a bola aérea", afirmou Mano Menezes, lembrando os dois gols de cabeça do rival alviverde. (informações do Estadão)
        

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