Sexta, 24 de Novembro de 2017

Países europeus firmam acordo para socorrer bancos

12 OUT 2008Por 18h:35
     

        Da redação

        Líderes de 15 países da zona do euro, reunidos hoje (12) em Paris, anunciaram que vão permitir a realização de empréstimos interbancários para conter os estragos causados pela crise financeira.
        Outra medida será a injeção de capital nas instituições para evitar falências. Nenhum montante global foi anunciado, mas Alemanha, França, Itália e outros países apresentarão amanhã, simultaneamente, os detalhes de seus planos.
        Os líderes decidiram permitir um refinanciamento bancário "limitado" até o final de 2009 e "nas condições do mercado", anunciou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, segundo a agência de notícias Lusa. "Não será um presente para os bancos", disse Sarkozy, que presidiu a reunião do grupo, em que se decidiu que os Estados-membros "poderão reforçar o capital dos bancos nos seus respectivos países".
        Os membros do bloco europeu estão autorizados a evitar a falência dos seus bancos mais importantes, sobretudo por meio de operações de recapitalização.
        ?Esta é de fato uma ação conjunta que estamos adotando?, disse Sarkozy, segundo a BBC Brasil. ?A crise nos últimos dias entrou em uma fase que torna intolerável optar pela procrastinação e pela abordagem isolada?.
        Para o presidente da Comissão Européia (braço executivo do bloco), José Manuel Durão Barroso, "é, sem dúvida, um processo de grande complexidade, mas a verdade é que foi possível hoje elaborar um programa mais concreto para a zona do euro" e "as decisões tomadas são uma etapa essencial num processo muito urgente", disse.
        "É muito importante que as diferentes ações dos diferentes estados-membros possam ter um mesmo quadro de referência. Os resultados da reunião de hoje permitem-nos ter a certeza de que o que faz um [país] contribui também para os esforços dos outros, em vez de colocar problemas aos vizinhos", concluiu Durão Barroso, que, antes de entrar na reunião de emergência, apelara a "um nível de coordenação sem precedentes para fazer frente a um crise sem precedentes". (informações da Agência Brasil)
        

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