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Países africanos voltam a se reunir para avaliar situação

Países africanos voltam a se reunir para avaliar situação

AGÊNCIA BRASIL

03/01/2011 - 07h30
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O primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, enviado da União Africana, junta-se hoje (3) aos chefes de Estado de Benim, Cabo Verde e Serra Leoa para uma nova rodada de negociações na tentativa de que Laurent Gbagbo deixe pacificamente a presidência da Costa do Marfim.

O grupo representa e reforça a Ecowas - Economic Community of West African States ou Comunidade Econômica da África Ocidental -, criada em 1975 e que reúne o Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, a Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, a Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, o Níger, a Nigéria, o Senegal, Serra Leoa e o Togo.

Em 28 de novembro passado, Gbagbo e o ex-primeiro ministro Alassane Ouattarra concorreram na primeira eleição na Costa do Marfim em dez anos. A oposição foi declarada vencedora pela Comissão Eleitoral. Mas a Corte Suprema do país reviu os números, alegando fraude, e deu a vitória a Gbagbo.

Além de opositores políticos, os dois candidatos são de etnias diferentes.

Gbagbo chegou a ordenar a saída dos 10 mil soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) do país, sob alegação de interferência interna. A ONU foi o primeiro órgão internacional a acusar o então presidente de subverter a vontade popular ao permanecer no poder. Outros organismos multilaterais e países também condenaram a decisão de Gabgbo.

As Nações Unidas mantiveram as tropas para cumprir o mandato internacional de monitorar o acordo de paz, que acabou com a guerra civil de 2002/2003. Os soldados também guardam o hotel onde Ouattara está instalado desde o segundo turno.

Apoiadores de Gbagbo alegam que ele foi legitimamente reeleito e que a decisão da Corte foi soberana, independente e de acordo com a Constituição do país. Na mensagem de Ano-Novo, Gbagbo anunciou que não iria ceder às pressões. Ele controla a rádio e TV estatais e recebe apoio das Forças Armadas marfinenses.

De acordo com a Voz da América, o embaixador Yao Gnamien, conselheiro de Gbagbo, afirmou que os líderes internacionais não chegam para negociar a saída dele do poder, mas sim para “encontrar uma solução pacífica para a crise.”

A Ecowas já alertou que fará “uso legítimo de força” caso Gbagbo se recuse a deixar o cargo. Segundo o embaixador, a comunidade internacional já ouviu as alegações do candidato Ouattara e deveria fazer o mesmo com Gbagbo.

Os presidentes Ernest Bai Koroma (Serra Leoa), Pedro Pires (Cabo Verde) e Bon Yayi (Benim) estiveram em Abdijan na semana do Natal, mas as negociações não tiveram sucesso. Amanhã (4), o grupo se reúne com Goodluck Jonathan, presidente da Nigéria e atual líder da Ecowas, para avaliar a situação.

De acordo com a BBC, grupos de direitos humanos alegam que aliados de Gbagbo sequestraram oponentes políticos. Muitas casas teriam sido marcadas para identificar a origem étnica de seus moradores. Segundo a ONU, o número de mortos desde o início da crise passa de 200.

 

Infraestrutura

MS prevê pagar R$ 2,1 milhões para avaliar rodovias, incluindo trecho inaugurado há 2 anos

Após diagnóstico, as empresas responsáveis deverão fazer os reparos necessários

27/10/2026 10h15

Rodovia MS-345 é conhecida como Estrada do 21

Rodovia MS-345 é conhecida como Estrada do 21 Reprodução/Divulgação

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O governo de Mato Grosso do Sul prevê gastar R$ 2,1 milhões na contratação de uma empresa para elaborar um diagnóstico das condições do pavimento e identificar eventuais defeitos em rodovias que passam por Bonito, Ponta Porã, Caarapó, Aral Moreira, Iguatemi e Japorã.

De acordo com publicação no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (27), a empresa também deverá elaborar projetos de engenharia para recuperar o asfalto e corrigir os problemas identificados. O serviço inclui uma avaliação funcional e estrutural das rodovias, que permitirá verificar as condições do pavimento.

Os trechos que passarão pelo diagnóstico ficam nas rodovias MS-345, MS-270, MS-278, MS-382, MS-286 e MS-386. Juntas, elas somam 226,576 quilômetros de extensão.

Segundo a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), o diagnóstico servirá de base para cobrar das empresas responsáveis pelas obras a execução imediata dos reparos previstos nos contratos.

Estrada do 21

A MS-345, conhecida como Estrada do 21, por exemplo, apresentou problemas como buracos e deslocamento de pavimento apenas dois anos depois da inauguração.

O trecho liga Anastácio a Bonito e diminui em 40 quilômetros entre Campo Grande e o município turístico, o que equivale a 30 minutos a menos de trajeto, comparando com o trecho da BR-060. O investimento foi de  R$ 340 milhões, conforme anunciado na ocasião.

A MS-270, que liga os trechos de Copo Sujo a Cabeceira do Apa, em Ponta Porã, também recebeu obras de pavimentação e drenagem em maio de 2024, conforme divulgação feita na época pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).

Ainda conforme a Agesul, a empresa que vencer a licitação aberta hoje indeficiará os eventuais danos e deteriorações. 

A abertura das propostas está marcada em 21 de dezembro, às 8h30, no https://www.agesul.ms.gov.br/.

CAMPO GRANDE

Câmara reforça segurança para conseguir debater buraqueira nas ruas

Na semana passada, sessão foi suspensa após atrito entre manifestantes e servidores comissionados que defendiam a prefeita Adriane Lopes

27/10/2026 09h37

Câmara de vereadores conta com reforço de duas equipes do

Câmara de vereadores conta com reforço de duas equipes do "batalhão de choque" da Guarda Municipal nesta terça-feira (27) Marcelo Victor

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Depois da confusão e do encerramento antecipado no último dia 20 de outubro, a Câmara de Vereadores de Campo Grande abriu nesta terça-feira com esquema especial de segurança para a sessão na qual o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a buraqueira nas ruas e os serviços de tapa-buracos que estão em andamento.

Além dos guardas municipais que normalmente já fazem o serviço de segurança, duas equipes do Romu, uma espécie de batalhão de choque da corporação, foram escaladas para acompanhar a audiência.

O reforço na segurança, segundo o presidente da Casa, é para que “não tenhamos nenhum dissabor para nenhum dos convidados”. Na sessão, cada vereador poderá fazer somente duas perguntas ao secretário. Mas, apesar do temor de que ocorressem possíveis atritos, o plenário da câmara estava praticamente vazio no começo da audiência e até a presença de vereadores era tímida, com a presença de apenas 11 parlamentares.

Na semana passada, os trabalhos foram interrompidos depois do atrito entre manifestantes que levaram uma maquete ilustrando as ruas esburacadas e servidores com cargo de confiança que estavam no local para defender a prefeita Adriane Lopes.

Depois da confusão e da intervenção dos guardas municipais, que retiraram do prédio uma parte dos manifestantes, a sessão foi encerra e o secretário foi convocado para prestar os esclarecimentos nesta terça-feira (27).

Mas, independentemente daquilo que ele falar, os 29 vereadores já decidiram que na próxima quinta-feira (29) vão oficializar a instalação da CPI do Tapa-Buraco. 

Segundo o presidente da Casa, vereador Papy, apesar do cancelamento da sessão da semana passada, “o requerimento da convocação do secretário aprovado na semana ainda é válido e a mesa diretora transferiu a vinda do secretário à tribuna para esta terça-feira, já que no dia em que seriam dados os esclarecimentos à população lamentavelmente não havia um ambiente seguro”, afirmou Papy.

A convocação ocorre diante das reclamações recorrentes sobre as condições das vias da Capital. Segundo o presidente da Câmara, somente no primeiro semestre de 2026 os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações relacionadas a pedidos de tapa-buracos. A iniciativa busca obter informações sobre a execução do serviço e cobrar medidas efetivas para atender à população.

CPI do tapa-buracos

Paralelamente à convocação do secretário, os 29 vereadores já assinaram o requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o serviço de tapa-buracos. A proposta é de autoria da vereadora Luiza Ribeiro, que possivelmente será a presidente da Comissão, segundo o vereador Papy.

Atualmente, o requerimento está em análise na Procuradoria Jurídica da Casa de Leis, que emitirá parecer sobre o pedido de investigação. Após essa etapa, o procedimento seguirá para os encaminhamentos necessários à instalação da comissão.

A convocação do secretário e a proposta de CPI são iniciativas distintas, mas voltadas à fiscalização do serviço público e à apuração das condições em que a operação tapa-buracos vem sendo executada na Capital.
 

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