Cidades

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País pode ter dose única da vacina contra a febre amarela

País pode ter dose única da vacina contra a febre amarela

tnonline

18/05/2013 - 02h00
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O Ministério da Saúde informou que vem analisando a possibilidade de dispensar a dose de reforço da vacina contra a febre amarela, mas que ainda não reuniu dados suficientes para tomar a decisão.
"Estamos avaliando essa hipótese há algum tempo, de que que a vacina contra a febre amarela talvez não demande o reforço em dez anos, tenha proteção mais prolongada. Há duas semanas, durante reunião do comitê técnico da área, foi apresentado um relatório parcial do acompanhamento que fazemos no Brasil. Mas ainda não havia evidências para recomendar a não utilização da segunda dose", explicou Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério.
Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou uma nova orientação, dispensando o reforço após dez anos da vacinação.
"Desde que a vacinação contra a febre amarela começou, na década de 30 do século passado, foram identificados apenas 12 casos da doença após a vacinação, enquanto 600 milhões de doses da vacina foram aplicadas. A evidência mostrou que, entre esses poucos casos de "falhas da vacina", todos ocorreram em até cinco anos da vacinação. Isso demonstra que a imunidade não diminui com o tempo", diz nota publicada no site da OMS.
Essa orientação não terá impacto imediato no Brasil, afirma Barbosa. O secretário vai discutir o tema na próxima semana, em Genebra, durante evento que vai reunir ministros da saúde e secretários na OMS.
"Vamos pedir as evidências em que eles se basearam, porque a gente vem acompanhando e não estamos ainda com a segurança de tomar a resolução de tirar a segunda dose", explicou.
Racionamento de doses
Um fator que pode diferenciar o Brasil de outros países é a quantidade de vacina disponível.
"Ao mesmo tempo que dizem que têm evidência para a orientação, a gente sabe que existe a dificuldade de se conseguir a vacina no mundo. São apenas dois laboratórios fabricantes, um deles é público brasileiro", diz o secretário.
"Em saúde pública, às vezes é melhor ter cem pessoas com uma dose do que ter 50 com duas (...) Para a gente, isso não é um problema. Mas, se puder livrar [a pessoa da segunda dose], ótimo."
A febre amarela deve ser alvo de campanha para informar turistas que vierem ao país para os eventos esportivos. Cartazes e panfletos deverão ser distribuídos em aeroportos e hotéis com o objetivo de esclarecer a necessidade da vacina para a ida a determinadas regiões do país.
Este ano, até o momento, há apenas um caso confirmado de febre amarela no Brasil, além de um segundo caso em investigação.

CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

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