Quinta, 23 de Novembro de 2017

Pais de alunos se dizem assustados com o episódio de violência

23 MAR 2010Por 08h:45
Pais de alunos da Escola Municipal Plínio Barbosa Martins se dizem assustados com o crime ocorrido sábado, quando um estudante foi assassinado no local. Ontem, o colégio funcionou normalmente, mas os pais temem pela segurança dos filhos. Vânia Nolasco, 40 anos, é mãe de uma aluna do 3º ano da escola e diz ter ficado chocada ao ver notícia de que um aluno havia sido morto a tiros na quadra da escola. “Estou muito preocupada. No sábado que o garoto foi morto, trouxe minha filha para participar do teatro pela manhã. Acho que agora não vou mais deixar ela vir, porque se ninguém controla quem entrar e sai da escola, nossos filhos estão correndo muito risco”, disse. A aposentada Anita Rosa Lima, 63 anos, tem dois netos – de 4 e 8 anos – que estudam na Plínio Barbosa Martins e também se diz amedrontada. “Nem na quadra da escola e nem sala de aula nossas crianças têm segurança mais”. A avó acredita que a presença da polícia na escola inibiria casos de violência como o que ocorreu no fim de semana. Celeida Balbuena, 61, também avó de aluno foi, ontem, à escola municipal para tomar satisfações. “Acho que não tinha como eles impedirem o que aconteceu, mas vim saber se estava tudo bem”. Ela afirma que não vai mais deixar o neto ir embora sozinho para casa. “Meu neto tem 12 anos e sempre veio e foi embora sozinho da aula, mas a partir de hoje vou trazer e buscar todos os dias. Se não posso proteger enquanto estão estudando, no caminho para casa posso. Assim fico sabendo das companhias dele também”. Violência Moradores do Jard im Macaúbas afirmam que o bairro, antes tranquilo, está se tornando violento. “Tem muitas gangues aqui e também dos bairros em volta (Jardim Los Angeles e Jardim Bálsamo), que brigam entre si. Toda semana tem alguém assassinado, e agora que ficamos sabendo que até dentro da escola estão matando aluno, a gente fica mais preocupado”, afirma Maria das Dores França, 43, dona de uma lanchonete do bairro. Nailton foi morto com um tiro no peito quando jogava futebol com outros participantes do projeto “Escola Aberta, Escola Viva”, na quadra do colégio onde cursava o 7º ano do ensino fu ndamenta l. Con forme testemunhas, ele teria se desentendido com um outro adolescente que assistia à partida e, no momento da discussão, sacou um revólver e efetuou o disparo que matou o estudante. O Corpo de Bombeiros chegou a prestar socorro à vítima, mas Nailton não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do posto de saúde do Bairro Universitário. (AZ)

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