Política

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Pagot diz que quer falar à CPMI do Cachoeira

Pagot diz que quer falar à CPMI do Cachoeira

AGÊNCIA BRASIL

08/06/2012 - 16h30
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O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot disse hoje (8) que “está à disposição” da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira para prestar depoimento. Existem pelo menos nove requerimentos para a sua convocação que ainda não foram apreciados pelo plenário da CPMI. Alguns deputados e senadores querem que esses requerimentos sejam pautados na próxima reunião administrativa da comissão, marcada para quinta-feira (14).

“Estou no interior, mas ao inteiro dispor da CPMI para prestar depoimento”, disse Pagot, em entrevista, por telefone, à Agência Brasil. Ele evitou falar sobre quem tem interesse em impedir seu depoimento. “Não quero falar sobre isso. Só quero mesmo dizer que estou inteiramente à disposição da CPMI para prestar esclarecimentos.”

Na opinião do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Pagot tem muito a contribuir com a comissão. “Ele teria que falar de imediato, pode dar detalhes sobre as relações que existem nos bastidores entre as empreiteiras e os governos estaduais”, destacou o senador. “Estamos perdendo tanto tempo com quem não quer falar. Por que não ouvir quem quer?”, questionou.

Veto a Messias

Lula acelerou emendas, mas do Estado só Soraya recebeu

O senador Nelsinho Trad teve apenas valores empenhados, enquanto Tereza Cristina não registrou empenho e pagamento no período de 10 a 29 de abril

04/05/2026 08h00

A senadora Soraya Thronicke (PSB), durante pronunciamento no plenário do Senado

A senadora Soraya Thronicke (PSB), durante pronunciamento no plenário do Senado Carlos Moura/Agência Senado

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Mesmo após intensificar a liberação de emendas parlamentares no período que antecedeu a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias, no Senado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não conseguiu reverter o placar na Casa e acabou derrotado. 

Dados levantados pelo Correio do Estado no portal da Transparência do período de 10 a 29 de abril mostram que, embora tenha havido empenho de quase R$ 49 milhões para os três senadores de Mato Grosso do Sul, o movimento não se traduziu em apoio unânime na votação.

Levantamento com base nos registros oficiais indica que o senador Nelsinho Trad (PSD) teve R$ 23,6 milhões empenhados no período, enquanto a senadora Soraya Thronicke (PSB) concentrou R$ 25,2 milhões e a senadora Tereza Cristina (PP) não registrou nenhum valor empenhado ou pago no intervalo analisado.

Apesar da ofensiva do governo, o comportamento dos parlamentares sul-mato-grossenses foi dividido. Tereza Cristina, que não recebeu recursos no recorte, votou contra o governo, enquanto Nelsinho Trad, mesmo com volume expressivo de emendas empenhadas, também se posicionou contra. 

Já Soraya Thronicke, que além de empenhos foi a única a registrar pagamentos ainda que modestos, de cerca de R$ 263 mil , votou a favor do Planalto.

Os números reforçam a avaliação de que a estratégia de aceleração de emendas, tradicionalmente utilizada como instrumento de articulação política no Congresso, teve efeito limitado neste episódio. 

Do total de R$ 48,8 milhões empenhados para os três senadores, apenas 0,54% havia sido efetivamente pago até o fim do período, indicando que a maior parte dos recursos ainda estava na fase inicial de execução. A distribuição dos recursos também evidencia padrões distintos de atuação entre os parlamentares. 

Entre os 10 municípios que mais receberam emendas no período, há uma divisão praticamente equilibrada entre os dois senadores beneficiados, com leve predominância de Soraya Thronicke.

A senadora destinou valores mais robustos para centros estratégicos, como Campo Grande, que lidera o ranking com R$ 6,8 milhões, além de cidades como Chapadão do Sul, Costa Rica e Anastácio. 

Já Nelsinho Trad concentrou repasses relevantes em polos regionais, como Dourados, Coxim e Iguatemi, além de municípios menores, como Alcinópolis e Cassilândia. 

O recorte territorial indica uma estratégia combinada de alcance político entre a Capital e as cidades do interior , mas, ao mesmo tempo, reforça que nem mesmo a capilaridade na distribuição dos recursos foi suficiente para garantir alinhamento político na votação, evidenciando o limite das emendas como instrumento de fidelização no Senado.

* Saiba

A distribuição das emendas ficou assim: Nelsinho Trad teve empenhados R$ 23.617.358,00 e nada pago, sendo R$ 8,4 milhões no dia 15 de abril, R$ 9,1 milhões no dia 22 de abril e R$ 6,1 milhões no dia 25 de abril.

Já Soraya Thronicke teve empenhados R$ 25.262.655,00 e pagos R$ 263.214,79, sendo R$ 7,8 milhões no dia 12 de abril, R$ 10,2 milhões no dia 18 de abril e R$ 7,2 milhões no dia 24 de abril, enquanto os pagamentos ocorreram entre os dias 20 e 28 de abril.

ELEIÇÕES 2026

Zema diz que se eleito à presidência do Brasil, vai "privatizar tudo"

O pré-candidato a presidente da República afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais

03/05/2026 19h00

Zema é pré candidato para Presidente da República

Zema é pré candidato para Presidente da República Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O pré-candidato a presidente da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que, se eleito, irá privatizar todas as empresas estatais que ainda estão sob o controle da União. Segundo ele, a medida irá ajudar a reduzir a taxa de juro no Brasil "de maneira mais rápida".

"Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.

Hoje, a União ainda mantém o controle de estatais em áreas como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços, entre elas Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como a ENBPar e a Eletronuclear. Zema não detalhou a quais delas se refere.

No argumento de Zema, as privatizações podem contribuir para a queda dos juros porque melhorariam a percepção de risco fiscal. O efeito, porém, não é automático nem necessariamente rápido: desestatizações costumam levar tempo por dependerem de modelagem e, muitas vezes, de aprovação do Congresso e de disputas judiciais.

Zema afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais, mas também não detalhou quais regras seriam alteradas, quais carreiras seriam atingidas, nem quais programas ou despesas entrariam na revisão.

Reforma previdenciária

Na entrevista Romeu Zema (Novo) afirmou que, se eleito irá trabalhar por uma reforma da previdência no Brasil de modo que o tempo de contribuição dos cidadãos aumente ao mesmo tempo que não sejam feitos reajustes reais nos salários do beneficiários.

Para o ex-governador de Minas Gerais, o formato atual do sistema ainda é "insustentável".

"Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta", afirmou.

O aumento do tempo de contribuição é defendido por Zema como forma de reduzir a pressão sobre as contas públicas, já que faz com que os trabalhadores permaneçam mais tempo na ativa antes de se aposentar. Na prática, isso reduz o período em que o beneficiário recebe aposentadoria e amplia o tempo de arrecadação previdenciária, ajudando no equilíbrio financeiro do sistema.

Já a crítica aos reajustes reais (aumentos acima da inflação) está relacionada ao impacto permanente sobre os gastos públicos. Como aposentadorias e benefícios previdenciários representam uma das maiores despesas da União, qualquer ganho real incorporado aos pagamentos eleva as despesas obrigatórias de maneira contínua, pressionando o orçamento federal e dificultando o cumprimento das metas fiscais.

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