O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia, nesta terça-feira, medidas para a formação e qualificação de médicos e outros profissionais de saúde.
As ações abrangem expansão de vagas de residência e do número de bolsas para estudantes de graduação interessados em participar de projetos da rede pública.
Será apresentada ainda a primeira avaliação deste ano do Provab (Programa de Valorização da Atenção Básica), que contrata médicos para atuarem nas regiões onde há carência de profissionais.
Reflexo de pronunciamento
Na tarde de segunda, a presidente Dilma Rousseff afirmou que deseja construir cinco pactos para que as reivindicações reveladas nas últimas manifestações que tomaram o país sejam atendidas. Um deles é sobre a saúde, pedindo a aceleração dos investimentos já contratados e incentivando a ida de médicos às regiões que mais precisam.
"Contrataremos profissionais estrangeiros para trabalhar no SUS (Sistema Único de Saúde). Trata-se de uma medida emergencial, tendo em vista a dificuldade para arrumar médicos em número suficiente para trabalhar em zonas remotas", disse.
"Sempre ofereceremos, primeiro, as vagas aos médicos brasileiros e, depois, aos estrangeiros. O Brasil é o pais do mundo que menos emprega estrangeiros", reafirmou
Antes, Dilma havia defendido um plebiscito para o início de uma Reforma Política.
"Queremos a ampliação da participação popular e dos horizontes da cidadania. É necessário que tenhamos iniciativa para romper o impasse que coloca e tira o tema da Reforma Política de pauta e propor um plebiscito que autorize o início de um processo constituinte para colocar a questão em prática", afirmou Dilma.
Segundo a presidente, o governo quer dar "prioridade ao combate da corrupção, com uma legislação que classifique o crime como hediondo, com penas mais severas".

