Quarta, 22 de Novembro de 2017

Os clubes são organizados

11 MAR 2010Por 07h:55
Em Mato Grosso do Sul existe a Federação de Clubes de Laço. Ela é responsável por organizar festas federadas, ou seja, aquelas festas oficiais que reúnem os clubes e selecionam laçadores e montadores para participar da Copa do Laço, realizada anualmente no Estado. Isso é uma prova de como o laço é um esporte popular nessa região. Segundo a laçadora Ana Paula Solaliendres, de 26 anos, as festas realizadas pela federação diferem das chamadas festas “carapés”, nas quais os prêmios são dados em dinheiro e os montadores e laçadores precisam pagar taxas de inscrição. “A federação promove festas mensais com o intuito de classificar grupos para a Copa do Laço, que acontece anualmente. Nela, os clubes se reúnem para jogar e acumular pontos. Não tem premiação em dinheiro”, explica. Nas provas da federação, as regras também são mais rígidas. “Tudo é observado. Temos que usar camiseta do clube e ela tem que estar dentro da calça, senão perde-se pontos. Se o chapéu cair durante a prova também”, detalha. Ana monta desde criança. Sua família sempre foi ligada a atividades rurais e praticamente pais e todos os tios são donos de fazendas próximas à cidade de Caracol. Ela sempre manteve contato com animais e, logo, aprendeu a manipular o laço. “Comecei criança e continuei laçando até os 15 anos. Parei, mas decidi retornar há três anos”, conta. Atualmente, Ana laça pelo clube “Porteira de Campo Grande”. Na Capital também existe a Associação Campograndense dos Criadores de Quarto de Milha (ACQM), outro clube de laço comprido. De acordo com a laçadora, cada cidade tem seu clube, que costuma participar das festas federadas. “Quando tem festa, a gente vai com todo o clube. Quando a federação não faz nada, a gente fica só nos carapés, para não perder o costume e arriscar ganhar um trocado”, brinca. Para ela, o laço comprido é um forte representante da cultura sul-mato-grossense. “Depois das provas, sempre acontece um baile para todo mundo dançar e aproveitar a noite. Música sertaneja e tereré não podem faltar em festas de laço”, finaliza. (TA)

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