Quinta, 23 de Novembro de 2017

Orquídeas: belas e encantadoras

29 JUL 2010Por 23h:35
CRISTINA MEDEIROS

É inegável o encanto proporcionado por uma orquídea. Difícil encontrar alguém que não se sinta atraído pela beleza e o perfume desta planta. De formas, cores e tipos variados, ela é tema de estudo e de inúmeras coleções – no Brasil e no exterior –, tendo em nosso País associações constituídas de colecionadores. E dezenas deles estarão presentes com seus exemplares no município de Sidrolândia, que de 30 de julho a 1 de agosto promoverá a 8ª Exposição Nacional de Orquídeas, a 8ª Exposição Nacional de Cattleya nobilior (considerada a maior do mundo) e a 9ª Exposição Estadual de Orquídeas.
O evento acontecerá no Centro de Tradições Gaúchas local (há placas de sinalização), com entrada franca, onde o público poderá não só conhecer as coleções como adquirir exemplares e participar de palestra gratuita, no sábado, às 15h, para aprender como cultivar a orquídea.
Uma das novidades nesta edição é a criação da Associação Nacional dos Cultivadores da Cattleya nobilior, orquídea do cerrado – muito encontrada na Serra de Maracaju em direção ao Pantanal – e que merece uma exposição à parte. “Anunciaremos a fundação desta associação, que funcionará em Sidrolândia e contará com a participação de colecionadores de todo o Brasil. O objetivo é divulgar e estudar a Cattleya nobilior, que é específica do cerrado. Temos que discutir muito sobre cores e formas, há muito o que se descobrir ainda sobre ela”, explica Marcos Zorzeto, colecionador há doze anos e há nove presidente da Asoa (Associação Sidrolandense de Orquidofilia e Ambientalismo), que hoje conta com 200 associados.
“Temos uma quantidade muito grande de colecionadores aqui na cidade em relação ao número de habitantes”. No último dia 7 de julho, a lei municipal 1484/10 oficializou a Cattleya nobilior como flor-símbolo de Sidrolândia.
No evento, o público poderá apreciar coleções dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “É cada vez maior o interesse das pessoas pelo cultivo de orquídeas. Geralmente, alguém recebe de presente ou adquire um exemplar, e o encanto é tão grande, que passa a se interessar pelo cultivo”, diz Zorzeto.
Quando ele iniciou a coleção desta espécie, existiam apenas duas variedades, a cerúlea (azul) e a alba (branca). “Hoje temos raridades como a semialba e a vinicolor (cor de vinho), descoberta há dois anos, muito rara. Nestas exposições de colecionadores o que se vê são orquídeas que não se vendem em floricultura. Na verdade, o que vale mesmo para um colecionador é justamente a raridade, é isso que desperta nele a vontade de colecionar”.

Coleção
Há quatro anos, a empresária Juvelina Pires Hildebrand, dona de um hotel em Sidrolândia, ganhou duas orquídeas de presente e encantou-se pela beleza da planta. “Gostei porque, além de lindas e cheirosas, eram fáceis de cuidar. Assim, fui adquirindo mais exemplares e hoje mantenho um orquidário num espaço aqui do hotel, com 80 plantas”.
A colecionadora levará alguns exemplares para a exposição e diz que cuidar de suas orquídeas tornou-se, além de um hobby, uma terapia. “Eu converso com minhas orquídeas quando vou regá-las; se estou com problemas, bastam alguns minutos naquele orquidário para tudo se normalizar”.

Outras exposições
Em Campo Grande, de 13 a 15 de agosto, a Associação Campo-Grandense de Orquidofilia e Ambientalismo (Acoa) promoverá a 5ª Exposição Nacional de Orquídeas de Campo Grande, a 2ª Exposição Nacional de Cattleya Nobilior e a 2ª Exposição Estadual de Orquídeas, no Armazém Cultural, com expositores de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju, Rondonópolis, Londrina, São Paulo e Goiás.
“Além das exposições, promoveremos palestras (“A evolução da Cattleya nobilior através do cruzamento” e “Propagação caseira”) e curso de cultivo”, explica Wenceslau Oliveira, presidente da Acoa. Ele explica que, a exemplo de Sidrolândia, um projeto também será apresentado à Câmara Municipal de Campo Grande para tornar a Cattleya nobilior tipo Campo Grande a flor-símbolo da Capital.  

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