Os organizadores do 'I Ato Público de Apoio ao Manifesto Nacional' programado para a quinta-feira (20), em Campo Grande, publicaram uma nota de esclarecimento na página do evento, no Facebook, informando que não apoiam a presença de políticos ou partidos no ato.
O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), chegou a declarar nesta manhã que iria participar do protesto, que além de apoiar os manifestos que vem ocorrendo desde a semana passada em várias capitais do país, também reivindicará temas regionais. “PEC 37, escândalo na saúde e principalmente do Hospital do Câncer, impunidade política, preço abusivo no passe de ônibus, descaso com a educação, saúde, segurança. Qualquer motivo que você tenha para lutar, e está disposto a ajudar, você é bem vindo!”, consta na descrição do evento.
O grupo se intitula pacífico e apartidário e, conforme a nota, é uma organização formada por cinco integrantes.
Até às 14h30min desta terça-feira (18), mais de 22,5 mil pessoas haviam confirmado presença pela internet, sendo ainda que 3,5 mil marcaram a opção talvez. Outras 219 mil ainda estavam com participação pendente, aguardando resposta. O número pode ser bem maior até o dia do evento.
A manifestação está marcada para às 17h de quinta, com concentração na Praça do Rádio, centro de Campo Grande. Em seguida, às 18h30min, o grupo segue em passeata em trajeto que ainda será definido no dia do protesto.
A Polícia Militar informou que a estratégia de policiamento para a manifestação será repassada à imprensa, amanhã (19), em entrevista coletiva marcada para às 10h.
Apoio
O governador André Puccinelli publicou uma nota defendendo a manifestação, desde que seja pacífica. Veja:
“As manifestações da juventude brasileira contra as tarifas abusivas e contra a corrupção são frutos legítimos da democracia que plantamos neste país. Precisamos compreender sempre a dimensão de todas as causas populares, mas é importante também condenarmos e evitarmos arruaças e badernas. Viva a democracia!”.
Imagens da ocupação no Congresso Nacional, durante protesto em Brasília na noite de ontem (17)

