Sexta, 24 de Novembro de 2017

Orcírio prefere ver Dilma longe de Mato Grosso do Sul

18 FEV 2010Por 06h:40
Apesar de sair em defesa de dois palanques para o PT em Mato Grosso do Sul na disputa presidencial, o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) prefere ver a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, longe do Estado para não ser instigada a envolver-se na disputa pelo governo estadual. Ele considera constrangedor para ministra subir no palanque do governador André Puccinelli (PMDB) e depois no seu para pedir votos. “Se ela (Dilma) tiver dois palanques aqui, então, é melhor ela (a ministra) não subir em nenhum”, opinou. Por outro lado, ele não enxerga problemas em ver PT e PMDB pedindo votos a favor da ministra na batalha pela sucessão presidencial. Na avaliação de José Orcírio, não dá para Dilma discursar em dois palanques com propostas opostas. Pela lógica partidária, a ministra, por ser petista, deveria fazer campanha em prol da candidatura de José Orcírio. Mas pode passar pelo constrangimento de ter de pedir votos também para André Puccinelli, que sempre combateu os petistas sul-mato-grossenses. Isto, no caso de ter dois palanques em Mato Grosso do Sul. Diante da saia justa, José Orcírio considera coerente a ministra “não subir no palanque de ninguém” no Estado. E, apesar da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tende a reforçar o palanque de Dilma por conta de sua alta popularidade, o ex-governador acredita que a ausência da candidata presidenciável do PT em Mato Grosso do Sul não vai mudar o resultado da eleição. “Vou tocando a minha campanha do jeito que dá. Em 1998, (quando venceu a disputa pela sucessão estadual) não precisei da Dilma e do Lula para vencer”, destacou. “E isso não é petulância, nem soberba”, completou. Por outro lado, o petista considera determinante o debate entre os candidatos. “Quero desmascarar o petulante e hipócrita do André”, declarou. Para ele, o PMDB vai perder espaço na eleição a partir do momento em que ele e o governador ficarem frente a frente nos debates políticos. Já o deputado estadual Paulo Duarte (PT) reconhece a importância da presença de Dilma e de Lula no palanque do PT no Estado. Para ele, “o mais decente, honesto e sincero seria o governador dar palanque para os tucanos”. “Ao longo de sua história, o André sempre agrediu o PT e, agora, por conveniência, já que tem medo de se colocar contra o Lula, cogita apoiar a Dilma”, comentou. Juntos a favor de Dilma Apesar de considerar constrangedor assistir a Dilma subir em seu palanque e no de Puccinelli, José Orcírio não enxerga problemas em ver tanto ele quanto o peemedebista pedirem votos a favor da petista. Para ele, isso seria natural, levando em conta os investimentos que o governo federal repassou para Mato Grosso do Sul. Contudo, Puccinelli já deixou clara a sua determinação de excluir Dilma de seu palanque, se José Orcírio concorrer ao governo do Estado. Então, não há clima, no momento, para André ajudar a alavancar a candidatura da ministra no Estado. O governador só vai definir o seu futuro político no dia 31 de março. Até lá, ele estará conversando com importantes lideranças da cúpula nacional do PMDB e com o Planalto. Inclusive, amanhã, não está afastada por André a hipótese de discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff, se estiver presente no evento em Três Lagoas, os conflitos do PMDB com o PT no Estado.

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