Quarta, 22 de Novembro de 2017

Orcírio diz que não é moeda de troca

16 ABR 2010Por 20h:59

Rose Rodrigues, Três Lagoas

Maria Matheus, Redação

 

O ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT) demonstrou irritação com os prazos impostos pelo governador André Puccinelli (PMDB) para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resolva a divergência entre PT e PMDB em Mato Grosso do Sul. "Pode estipular o prazo que quiser. Não sou moeda de troca e continuo candidato", afirmou.

Segundo Orcírio, Puccinelli tenta intimidá-lo "fixando prazos que nem ele mesmo cumpre". O petista lembrou a afirmação do próprio governador de que esperaria por Dilma até o dia 15 de abril e, caso não fechasse acordo com o PT até essa data, negociaria aliança com o PSDB. "Esse negócio de prazo não existe. Não sou mercadoria. Ele fica tentando me intimidar, mas minha campanha esta na rua, quer ele queira ou não", afirmou.

O ex-governador enfatizou que sua candidatura é irreversível e que não há mais nenhuma chance de conciliação do PT com o PMDB em Mato Grosso do Sul, para que André Puccinelli apoie Dilma Rousseff. "Vivemos na democracia e não posso aceitar uma única candidatura. Isso é contra tudo que lutamos. Não posso me omitir. Por isso, sou candidato", frisou.

Ainda conforme José Orcírio, o governador diz que a candidatura do PT não existe e que Orcírio só está tentando negociar cargos. "Não estou à venda e nem me intimido com ameaças. Essas afirmações de que estou negociando minha candidatura é típico de desespero do adversário. Todo mundo sabe da minha história", disse.

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