Domingo, 19 de Novembro de 2017

Oposição vai à Justiça contra fala de Lula na TV

1 MAI 2010Por 05h:36
BRASÍLIA

A oposição promete ingressar com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por propaganda eleitoral antecipada por considerar que o petista usou o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, na noite de anteontem, para defender a candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto. Para a oposição, a frase de Lula de que o seu mandato está chegando ao fim, mas que “este modelo de governo está apenas começando” mostra que Lula fez campanha.
“O que fez o presidente ontem foi se utilizar da máquina pública para fazer o proselitismo eleitoral”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). A ideia é apresentar uma representação conjunta, assinada por PSDB, DEM e PPS, contra o programa de Lula no rádio e na TV.
Sem citar as eleições ou a sua candidata à sucessão, o presidente declarou que o povo é “maduro” e “sabe escolher”, por isso vai continuar a conduzir o Brasil “no rumo certo”. “Algo me diz que este modelo de governo está apenas começando. Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar”, disse Lula.

Outra ação
Enquanto isso, o PT vai encaminhar representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para apurar a conduta do PSDB e de seu tesoureiro e coordenador da pré-campanha de José Serra à Presidência da República, Eduardo Graeff, por conta do conteúdo do site “Gente que Mente”, cujo domínio é do PSDB. Na avaliação do secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, também coordenador da pré-campanha de Dilma à Presidência da República, o conteúdo do canal representa um ataque à honra de Dilma.
“O site acusa Dilma de mentirosa e foi criado por dirigentes do PSDB. Isso foge do parâmetro do debate político”, disse Cardozo.  “O conteúdo do site é absolutamente desrespeitoso. Encaminhamos a representação para apurar a prática de crime eleitoral”, completou.
De acordo com o vice-presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), o objetivo da iniciativa não é tirar o site do ar, mas o conteúdo considerado ofensivo.

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