Política

GOVERNO

Oposição reage a pedido de Lula de que não seja 'raivosa' com governo Dilma

Oposição reage a pedido de Lula de que não seja 'raivosa' com governo Dilma

FOLHA ONLINE

03/11/2010 - 21h47
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A oposição reagiu nesta quarta-feira à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que DEM e PSDB foram "raivosos" durante os seus oito anos de governo e fizeram a "política do estômago" para prejudicá-lo na Presidência da República.

Com a promessa de manter as críticas ao futuro governo de Dilma Rousseff (PT), mas sem ataques imediatos, líderes oposicionistas afirmaram que Lula enfrentou uma oposição "tranquila" no Congresso mesmo em momentos de crise --por isso teve uma reação infundada.

"O presidente está novamente usando da ironia de baixo calão que lhe é peculiar. Precisa aprender que a democracia pressupõe convivência, inclusive de opostos. A futura presidente merecerá da oposição o mesmo tratamento respeitoso, atencioso, dentro dos princípios que permitam que termine o seu mandato", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR) afirmou que Lula teve a "oposição que pediu a Deus", sem motivos para reclamar. "A oposição foi excessivamente generosa, responsável, construtiva. O que incomoda o presidente até hoje foi a única derrota que ele teve no Congresso, a derrubada da CPMF."

Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Lula teve uma oposição "compreensiva" no seu mandato, mas insistiu em ataques durante a campanha eleitoral. "Ninguém teve mais tempo, uma oposição mais compreensiva do que o Lula, até quando ele viveu uma crise de governabilidade."

Sobre o governo Dilma, senadores da oposição afirmam que a presidente eleita vai receber ataques somente se cometer falhas em seu governo. "Estamos diante de um governo legitimamente eleito. A oposição não pode atacar por atacar", disse Heráclito.

CRÍTICAS

Durante entrevista nesta quarta-feira ao lado de Dilma, Lula pediu que a oposição não fique "raivosa" a partir de 1º de janeiro --quando a petista assume a Presidência da República.

"Queria pedir a compreensão que, dentro do Congresso Nacional, a nossa oposição não faça contra Dilma a política que fez comigo, a política do estômago, a política da vingança, do trabalhar para não dar certo."

As críticas à oposição se intensificaram durante a campanha eleitoral. Em discurso em Santa Catarina, Lula sugeriu que o DEM fosse "extirpado" da política nacional.

Depois, no Piauí, disse que Deus fez "vingança" com senadores que votaram contra o governo e não foram eleitos --como Heráclito e Mão Santa (PSC-PI).

Em Goiás, o presidente também fez ataques ao senador Marconi Perillo (PSDB), a quem acusou de "mentir" de usar de "mau caratismo" ao reivindicar a paternidade de obras como a Ferrovia Norte-Sul.

Postura

Trump diz que está perto de concluir objetivo dos EUA no Irã e que Ormuz terá que ser policiado

Presidente ainda se comprometeu a proteger, no mais alto nível, os aliados no Oriente Médio

20/03/2026 21h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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O presidente americano, Donald Trump, afirmou há pouco que os EUA estão "muito próximos" de atingir seus objetivos enquanto consideram encerrar os esforços militares no Oriente Médio em relação ao Irã, acrescentando que o Estreito de Ormuz terá que ser defendido.

"O Estreito de Ormuz terá que ser guardado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam - os Estados Unidos não! Se solicitado, ajudaremos esses países em seus esforços no Ormuz, mas não deveria ser necessário uma vez que a ameaça do Irã seja erradicada", escreveu Trump na Truth Social.

Segundo o republicano, os EUA estão concluindo seus objetivos, como acabar completamente com a capacidade de mísseis iranianos, destruir a base industrial de defesa do Irã, eliminar a marinha e força aérea do país persa e nunca permitir que o Irã chegue perto de ter capacidade nuclear.

Trump ainda se comprometeu a proteger, no mais alto nível, os aliados no Oriente Médio, incluindo Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e outros.

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Declaração

Buscava ideia de desenvolver plano de desenvolvimento para o País, mas vim para SP, diz Haddad

Disse ser aficionado por projetos e que pretende desenvolver um plano de desenvolvimento para o Estado

20/03/2026 19h00

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O pré-candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo e, agora, ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, voltou a afirmar que estava com a ideia de desenvolver na esfera federal um plano de desenvolvimento para o País, mas que veio parar em São Paulo.

Ele disse ser aficionado por projetos e que pretende desenvolver um plano de desenvolvimento para o Estado de São Paulo. Haddad tem falado sobre esse se desejo já há algum tempo. Para ele é de suma importância um País construir projetos de desenvolvimento de longo prazo.

"Estava com ideia de desenvolver um plano de desenvolvimento para o País, mas vim parar em São Paulo", disse o ex-ministro.

Haddad disse ainda que vai procurar quem esteve com ele em 2022 e quem está desgostoso com o momento atual do Estado de São Paulo. Em outro momento da conversa, o ex-ministro insistiu que não falaria sobre vice para sua chapa. "Não vou antecipar vice porque não iniciei conversas", disse.

O ex-ministro concede entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 20, em São Paulo, onde conversa com jornalistas para afirmar sua pré-candidatura e fazer um balanço de sua gestão frente ao ministério da Fazenda.

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