Operários intoxicados terão sequelas para o resto da vida
| Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado |
| No velório ontem de dois dos quatro operários, a dor de familiares e amigos |
Os 26 funcionários, intoxicados às 10h de terça-feira (31) no curtume do grupo Marfrig, em Bataguassu, vão ter sequelas pelo resto da vida. Segundo o secretário municipal de Saúde e diretor da Santa Casa de Bataguassu, o médico José Sebastião Andrade Júnior, todas as vítimas, independente do grau da contaminação do ácido, da mais leve a mais grave, vão ter problemas. Ele contou que os funcionários intoxicados tiveram as vias aéreas queimadas e apresentarão problemas como asma, bronquite e pneumonite (inflamação do pulmão).
Dos quatro mortos no incidente, dois foram sepultados, ontem, no município, outro em Lins (SP) e o quarto em Estância Velha (RS). Em protesto contra a falta de materiais de proteção, como máscaras, e cursos de orientação de como agir em acidentes, os funcionários da unidade prometem paralisar as atividades hoje.
Dos 26 intoxicados pelo ácido, dois - Vinícius Alcântara Gartiner, 24 anos, e Sidney da Silva Vitorio, 39, seguem internados na Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO) da Santa Casa de Presidente Prudente (SP). Eles também estão com pneumonite. O terceiro, Leonardo Oliveira Silva, 36, teve alta da unidade de tratamento intensivo nesta quarta-feira. "Os três pacientes tiveram evolução clínica satisfatória", afirmou o cardiologista responsável pela UCO, Carlos Eduardo Costa Nunes Bosso. Os outros dois seguem na unidade por tempo indeterminado.
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