'Operação Cadeado' termina hoje na fronteira entre MS com o Paraguai

EDILSON JOSé ALVES 14/11/2010 00h01

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Foto: Edilson José Alves
Soldados do Exército fazem fiscalização na fronteira entre Brasil e Paraguai

O Exército Brasileiro deverá encerrar neste domingo os trabalhos da “Operação Cadeado”, que reúne mais de dois mil homens, 135 viaturas, 8 embarcações e dois helicópteros. Os militares fecham as vias de acesso ao Paraguai, combatendo mais firmemente o tráfico de drogas e de armas, contrabando, descaminho de mercadorias e crimes ambientais. A apreensão mais significativa de drogas ocorreu na região de Amambaí, onde os militares localizaram quase uma tonelada de maconha em um veículo de Minas Gerais.
De acordo com as informações repassadas ao Correio do Estado pelo tenente-coronel Pedro Paulo Perez Pimenta, oficial de comunicação social da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, responsável pela coordenação dos trabalhos, dão conta de que além da apreensão de 977 kg de maconha, o Exército interceptou nos últimos dias nas rodovias de acesso a Pedro Juan Caballero, no Paraguai, 645 litros de combustíveis; 3 equipamentos de rádio; 30 fardos com material natalino, eletroeletrônico e medicinal, além da apreensão de 3 animais silvestres. Até à tarde de sexta-feira, 11.363 veículos tinham sido vistoriados.
Os mais de 2 mil homens que estão sendo empregados na operação são militares da 4ª Brigada de Dourados, da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Cuiabá-MT e da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, de Corumbá. Mas os trabalhos de fiscalização contam com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, IBAMA e Receita Federal.
Um dos entrevistados pela reportagem, major Alexandre Ferrorez, que na sexta-feira passada estava no comando dos trabalhos na barreira montada no Posto Pacuri, situado na BR-463, a cerca de 22 quilômetros da divisa de Ponta Porã com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, disse que a movimentação dos militares na região de fronteira é um fato inibidor ao crime e conta com apoio da população.
Ferrorez destaca que a BR-463 é a rodovia de maior movimento e que serve de acesso ao Paraguai na região sul de Mato Grosso do Sul. Conforme a estimativa feita pelo Exército, por essa via passam diariamente mais de 3 mil veículos. Na barreira do Posto Pacuri os militares vistoriam de forma minuciosa uma média de 400 carros por dia.
Além do forte armamento empregado e de homens preparados para trabalhar na repressão ao crime, o major explica que cães treinados estão sendo utilizados para auxiliar nos trabalhos. São cães labradores e pastores belgas. Os labradores atuam como farejadores e já colaboraram na apreensão de entorpecentes enquanto os belgas são usados como cães de segurança.
O controle se dá principalmente nas rodovias BR-463, entre Ponta Porã e Dourados; nas rodovias estaduais MS-386, que dá acesso a Amambaí; MS-164 que demanda para o Assentamento Itamarati e distrito de Itahum, em Dourados; além da MS-384 que interliga a fronteira a Antônio João e a região sudoeste do Estado.
 


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