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FRONTEIRA

Operação Cadeado monitora fronteira de Corumbá com a Bolívia

Operação Cadeado monitora fronteira de Corumbá com a Bolívia

DIÁRIO ONLINE

10/11/2010 - 10h49
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A Operação Cadeado, coordenada pelo Comando Militar do Oeste (CMO), conta com 514 militares do Exército na vigilância das fronteiras do Brasil com a Bolívia e com o Paraguai. A 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira desenvolve a ação em Corumbá; Forte Coimbra e Porto Murtinho. O CMO emprega 2 mil militares, 135 viaturas, oito embarcações e dois helicópteros na operação.

Em Corumbá, a ação teve início no último sábado, 06 de novembro, e mobiliza 10 viaturas e duas aeronaves. As equipes dispõem ainda de três cães farejadores (um pastor alemão e dois da raça labrador). Dois animais são da Força Nacional e o outro pertence à 18ª Brigada. O principal objetivo é a prevenção e a repressão aos delitos transfronteiriços e ambientais.

O exercício militar abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que fazem fronteira com Paraguai e Bolívia.

No município, os militares que participam da Operação Cadeado montaram postos de bloqueio terrestre e fluvial, além de promoverem intenso patrulhamento pelas estradas e rios do Pantanal de Corumbá. “Na área delimitada para a atuação da Operação Cadeado na região de Corumbá, há oito postos de bloqueio, sendo que os principais postos de atuação são o Posto Esdras, na fronteira Brasil-Bolívia; na BR 262, no Lampião Aceso e na Estrada Parque. Esses postos possuem efetivos em atuação de 24 horas. Os demais têm tempo determinado de atividade, porém estão sempre de sobreaviso”, explicou o major Marcelo Rojo ao Diário.

Os 350 homens trabalham em atividade de combate, preparados para qualquer acontecimento. Nas barreiras os veículos são vistoriados, entre eles carros, motocicletas, ônibus e caminhões. A reportagem deste Diário esteve em três postos da Operação Cadeado: na fronteira Brasil- Bolívia; na estrada que dá ac esso à Agesa e no posto de combate montado no Lampião Aceso.

Apreensões na região

Até esta terça-feira, 09 de novembro, a Operação Cadeado apreendeu três quilos de cocaína; 16 papelotes de pasta base; 254 DVDs e CDs e uma arma de fogo. A cocaína foi apreendida em um ônibus que fazia o itinerário Corumbá-Campo Grande, no sábado, 06 de novembro, na rodovia BR-262, durante vistoria no posto fiscal do Lampião Aceso. Com a ajuda de um cão farejador, pertencente à Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), a droga foi encontrada. O entorpecente estava escondido na bagagem de um passageiro que não foi identificado.

Os 254 DVDs e CDs foram apreendidos em Corumbá no domingo, dia 07, num ponto de venda na rua Dom Aquino, no Centro da cidade. Foram apreendidos DVDs e CDs de filmes, músicas e jogos diversos, além de capacete, boné e roupas. A mercadoria foi recolhida pela Polícia Militar e entregue na Delegacia de Polícia Civil.

A arma foi apreendida também no domingo, mas no posto de bloqueio da estrada de acesso à Agesa. O revólver foi encontrado com um caminhoneiro que não possuía o registro de porte de arma.

Os 16 papelotes de pasta base foram apreendidos na segunda-feira, dia 08, pelo Exército Brasileiro. Um motociclista, de 32 anos, foi flagrado numa barreira montada pelo militares na avenida General Rondon. Ao ser abordado, o motociclista não reagiu e entregou o entorpecente, alegando ser usuário de drogas e que o produto seria para uso pessoal. A Polícia Militar foi acionada e além do entorpecente, os policiais apreenderam um celular, uma quantia em dinheiro não mencionada no boletim de ocorrências e uma motocicleta.

Parcerias

A Operação conta com a parceria das Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, com a Receita Federal, Ibama, Corpo de Bombeiros e Departamento de Operações na Fronteira. As ações são executadas por tropas, veículos, embarcações e aeronaves da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, localizada em Dourados/MS, da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Cuiabá/MT e da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, de Corumbá/MS.

Gás estireno

Vazamento de gás tóxico em Manaus leva 512 pessoas a hospitais; uma está internada

Gás estireno, utilizado na fabricação de plásticos e poliestireno, vazou por meio de fissura em tanque

21/07/2026 21h00

Gás estireno vazou de tanque de empresano Polo Industrial de Manaus

Gás estireno vazou de tanque de empresano Polo Industrial de Manaus Foto: Reprodução

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Por três dias, os bombeiros do Amazonas combateram o vazamento de gás estireno em uma empresa no Polo Industrial de Manaus, que teve início na última quarta-feira, 16, informou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Ao todo, 512 pessoas foram atendidas com a suspeita de exposição ao gás, enquanto uma segue internada.

Em nota, a Videolar-Innova, empresa responsável pelos tanques, manifestou o seu profundo agradecimento à ação decisiva das autoridades componentes do Comitê de Emergência e à mobilização das autoridades municipais envolvidas. Também expressou suas desculpas à população de Manaus e assumiu publicamente o compromisso de investigar a fundo as causas e aplicar as soluções cabíveis para que eventos como esse não voltem a ocorrer.

A empresa citou a fala do Diretor-Presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, informando que não foram constatadas fissuras no tanque Junto à fala do secretário de Saúde do Estado do Amazonas, Luís Alberto Saraiva, que afirmou que as medidas de segurança e monitoramento demonstraram ser eficientes em eliminar o risco para a saúde pública.

O estireno é usado na fabricação de plásticos e poliestireno. O comandante-geral do corpo de bombeiros, coronel Orleilso Muniz, reforçou na segunda-feira, 20, que o vazamento do gás foi contido e detalhou como se dará a continuidade dos trabalhos a partir de agora.

"Nesse momento, não encontramos qualquer resíduo do gás estireno tanto no entorno, como dentro da área que foi isolada. Estamos com emissão zero a partir do tanque que foi sinistrado", disse Muniz. "O Corpo de Bombeiros continuará dentro da empresa, mantendo o resfriamento (do tanque afetado). Esse é um trabalho que poderá durar meses para desinstalação, retirada de todo material com segurança e, a partir daí, ser dada a destinação adequada para o produto daquele tanque", explicou.

Um dia após o início do vazamento, na sexta-feira, 17, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autuou a Innova em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).

A penalidade foi aplicada com fundamento na Lei Federal nº 9 605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que estabelece sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais; e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina os procedimentos de fiscalização e a aplicação de penalidades ambientais no Estado do Amazonas.

Mesmo após o vazamento, o Ipaam deve monitorar os trabalhos realizados na fábrica onde ocorreu o acidente, disse a SSP.

Entre as ações previstas pela pasta, estão o acompanhamento da qualidade do ar, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM); a análise dos efluentes gerados; a fiscalização da destinação ambientalmente adequada dos resíduos remanescentes do tanque; e a verificação do cumprimento das condicionantes da Licença de Operação (LO) da empresa, vigente até outubro de 2026.

Além disso, a SSP esclareceu que o Ipaam poderá adotar novas medidas administrativas previstas na legislação ambiental, caso outras irregularidades sejam constatadas.

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) iniciou as investigações sobre o vazamento do gás estireno na segunda-feira Por enquanto, os peritos realizam uma avaliação preliminar para levantar informações sobre o ocorrido e fazer um registro da área com drones.

O DPTC afirmou que o laudo não tem prazo para conclusão em razão do volume de informações, que ainda serão levantadas e analisadas em conjunto com os vestígios encontrados no local.

Em reunião no último domingo, 19, o comitê composto por órgãos estaduais da Segurança Pública, Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente e Educação, além da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), decidiu liberar, a partir da segunda-feira, as atividades das empresas do Polo Industrial, unidades de ensino da rede estadual e serviços públicos, que haviam sido suspensas desde o dia do acidente, informou a SSP.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também investiga o acidente, por meio de um Inquérito Policial (IP) instaurado, a ser conduzido pelo 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para apurar todas as circunstâncias relacionadas ao fato.

Meio Ambiente

MPMS investiga degradação ambiental em fazenda de Santa Rita do Pardo

Fiscalização da Polícia Militar Ambiental identificou processos erosivos, aplicou auto de infração e motivou a abertura de inquérito civil para apurar os danos ambientais

21/07/2026 20h00

Degradação ambiental será investigada pelo MPMS

Degradação ambiental será investigada pelo MPMS Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para acompanhar um caso de degradação ambiental em uma propriedade rural de Santa Rita do Pardo.

A investigação teve origem em uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental (PMA), que constatou processos erosivos na área, lavrou auto de infração ambiental e encaminhou o caso para análise dos órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção do meio ambiente.

De acordo com os documentos do procedimento, a vistoria realizada pela PMA identificou áreas com degradação do solo provocada por processos erosivos. Diante da constatação, foi lavrado auto de infração ambiental e adotadas as medidas administrativas previstas na legislação.

Após a autuação, o responsável pela propriedade apresentou defesa administrativa, contestando aspectos técnicos e jurídicos relacionados ao enquadramento da infração e à responsabilização pelos danos ambientais apontados durante a fiscalização.

No decorrer do processo, também foi protocolado um Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad). O plano prevê ações para conter os processos erosivos, recuperar o solo, realizar o monitoramento ambiental e restaurar as áreas afetadas.

Paralelamente ao procedimento administrativo, o caso passou a ser acompanhado pelo MPMS. A documentação foi encaminhada ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente (Caoma), que solicitou o georreferenciamento da área ao Núcleo de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (Nugeo) e determinou o encaminhamento dos autos para instauração de inquérito civil.

A atuação do Ministério Público busca reunir elementos técnicos e jurídicos que permitam avaliar a extensão dos danos ambientais, verificar a eficácia das medidas de recuperação propostas e identificar a necessidade de novas providências para assegurar a reparação dos impactos e a proteção do patrimônio ambiental.

O procedimento segue em tramitação nas esferas administrativa e ministerial. O MPMS acompanhará o andamento das investigações e a execução das medidas de recuperação ambiental, com o objetivo de garantir a recomposição da área degradada e o cumprimento da legislação ambiental.

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