Quinta, 23 de Novembro de 2017

ONU pede mais helicópteros para chegar aos ilhados no Paquistão

22 AGO 2010Por 18h:45
     

                A Organização das Nações Unidas (ONU) e as autoridades paquistanesas fizeram um apelo à comunidade internacional neste domingo, 22, para que forneça mais helicópteros que possam chegar às centenas de milhares de atingidos pelas inundações, que estão ilhados em áreas pouco acessíveis por terra.

                "Precisamos de mais capacidade aérea. Pediu-se ajuda, agora ela está sendo discutida" com os países doadores, explicou à Agência Efe um porta-voz do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários no Paquistão, Maurizio Giuliano.

                Ele ressaltou que é "a única maneira" de conseguir levar assistência urgente a grande parte dos desabrigados em regiões setentrionais do país, como o vale de Swat e a região de Gilgit-Baltistan, onde diversas pontes, estradas e outras estruturas ficaram gravemente danificadas.

                Um porta-voz do Exército paquistanês assinou este pedido de auxílio. "Há várias áreas às quais só podemos chegar de helicóptero. Sem dúvida necessitamos mais", disse Giuliano.

                O comando está usando atualmente 60 helicópteros próprios nos trabalhos de resgate e assistência, enquanto outros países também doaram algumas unidades, como EUA (19), Afeganistão (4) e Emirados Árabes Unidos (4).

                Enquanto isso, no sul do Paquistão permanece o alerta máximo, pois há um enorme caudal de água na represa de Kotri, a última grande proteção no rio Indo antes de chegar a seu delta e desembocar no mar Arábico.

                "É provável que nas próximas horas algumas áreas situadas a pouca altura nos bancos do rio continuem inundando no sul do Paquistão. No resto do país, a água está caindo muito", explicou à Efe um porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, Ahmad Kamal.

                As piores inundações dos últimos 80 anos no território causaram desde fins de julho a morte de pelo menos 1.539 pessoas e afetou entre 15,4 milhões e 20 milhões.

                
 

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