Sábado, 18 de Novembro de 2017

ONU não chega a consenso sobre sanções contra a Coréia

5 ABR 2009Por 19h:50
     

        Da redação

         A reunião do Conselho de Segurança da ONU terminou neste domingo sem decidir sobre qual  resposta dar à Coreia do Norte pela crise criada com o lançamento de um foguete norte-coreano de longo alcance nesta madrugada. Os países membros do conselho decidiram continuar as discussões sobre qual sanção aplicar ao país. "Os membros do Conselho de Segurança concordaram em continuar a discutir sobre a reação apropriada a ser tomada de acordo com as responsabilidades do órgão e diante da urgência da questão", afirmou o embaixador do México na ONU, Claude Heller.

        

A China defende uma reação "cuidadosa" e "proporcional" à Coreia do Norte, segundo o embaixador do país na ONU, Zhang Yesui. Os países ocidentais desconfiam que o lançamento seja um disfarce para testar mísseis balísticos intercontinentais. Mais próximos de Pyongyang do que dos EUA, Japão e Coreia do Sul, Pequim e Moscou pediram calma após o lançamento do foguete.

        

        Após o lançamento do foguete, a ONU decidiu convocar uma reunião de emergência neste domingo a pedido do Japão. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, tentou construi um consenso internacional para condenar o lançamento do foguete e falou antes do encontro por telefone com chanceleres da Rússia, China e do Japão.

        "A Coreia do Norte quebrou as regras novamente. Esta violação deve ser punida e receber uma resposta enérgica da comunidade internacional", disse o presidente americano. Obama ainda acusou Pyongyang de ignorar suas obrigações internacionais. " O país deu as costas aos pedidos de moderação e se isolou ainda mais", disse Hillary.

        A Coreia do Sul qualificou o lançamento do foguete como um ato imprudente. Para o Japão, a atitude norte-coreana foi extremamente lamentável. A União Europeia condenou com firmeza o teste.
        O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que é sul-coreano, disse que o lançamento não era propício para a estabilidade mundial e pediu que Pyongyang retome a negociação das seis partes, que envolve Japão, China, Rússia, EUA e Coreia do Sul.

        O foguete foi lançado de uma base no nordeste da Coreia do Norte nesta madrugada. O governo local sustenta que o dispositivo carregava um satélite de comunicações, que teria sido colocado em órbita com sucesso. Fontes militares dos EUA e da Coreia do Sul, no entanto, não identificaram nenhum novo satélite orbitando a Terra. (informações do Estadão)

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