Cidades

PEDIDO

ONU apela para que Brasil
garanta manifestos pacíficos

ONU apela para que Brasil
garanta manifestos pacíficos

AGÊNCIA BRASIL

18/06/2013 - 09h36
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A Organização das Nações Unidas (ONU), por intermédio do escritório de direitos humanos da entidade, defendeu que o governo do Brasil adote as medidas necessárias para garantir a liberdade às manifestações no país. Em comunicado, o escritório recomendou a busca pelo diálogo, o fim da violência na repressão aos protestos e investigações sobre os casos de arbitrariedade.

O porta-voz do escritório de direitos humanos das Nações Unidas, Rupert Colville, elogiou a presidenta Dilma Rousseff por demonstrar compreender os anseios da sociedade. “Parabenizamos a declaração da presidenta Dilma Rousseff ao afirmar que as manifestações pacíficas são legítimas, bem como o acordo na segunda-feira [17] para que a polícia de São Paulo não use balas de borracha”, disse ele.

Porém, Colville disse estar preocupado com os relatos enviados ao escritório das Nações Unidas. Segundo ele, há relatos sobre danos, ferimentos, prisões e detenções e arbitrariedades. “Algumas organizações da sociedade civil têm também denunciado a arbitrariedade de algumas dessas detenções”, ressaltou ele, em entrevista coletiva, concedida em Genebra, na Suíça.

“Instamos todas as partes envolvidas para que se envolvam [na busca por] um diálogo aberto para encontrar soluções para o conflito e as alternativas para lidar com as demandas sociais legítimas, em como para evitar mais violência”, disse Colville.

No comunicado, a ONU diz que os protestos foram motivados pelo aumento dos preços das passagens dos transportes públicos, pelos gastos com a Copa Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016. “Com mais protestos planejados, estamos, contudo, preocupados com o uso excessivo da força policial relatada nos últimos dias, [que] não deve ser repetida”, diz o texto.

Em seguida, Colville acrescentou que: “Apelamos ao governo do Brasil a tomar todas as medidas necessárias para garantir o direito de reunião pacífica e evitar o uso desproporcional da força durante os protestos. Também solicitamos às autoridades que realizem investigações imediatas, completas, independentes e imparciais sobre o alegado uso excessivo da força”.

POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

Pesquisa

MS atinge menor taxa de desmatamento nos últimos sete anos

Em 2026 o Estado registrou foram desmatadas apenas 2.218 hectares de área não permitida

09/06/2026 11h00

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos Arquivo

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De acordo com dados revelados pelo Relatório Anual de Desmatamento do MapBiombas 2026, Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento de áreas sem licença ambiental nos últimos sete anos. 

A pesquisa é feita por uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais, que juntos formam o MapBiomas. 

Durante os anos de 2019 à 2025, foi desmatado um total de 368.931 hectares de vegetação nativa, porém mais de 90 mil hectares foram desmatados de forma irregular. 

Em contrapartida, 277.357 hectares estavam legalmente aptos e autorizados para serem desmatados e conforme dados cruzados com as licenças do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, essa área representa 75,2% do total desmatado, maior percentual do país. 

Para manter o controle da situação, o Estado tem ficado atento nos últimos anos e combatido o desmate ilegal durante os anos. De acordo com o Mapbiomas, em 2019 apenas 31,6% das áreas desmatadas tinham autorização ambiental, os outros 78,4% foram suprimidos de forma ilegal. 

Em comparativo, no ano de 2025 o percentual que representa o desmatamento de áreas autorizadas, saltou para 94,3%, fazendo com o Mato Grosso do Sul obtivesse o maior percentual do País. 

Em relação ao Bioma do Pantanal, que possui mais de 84% de sua área de vegetação nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento dentre todos os biomas brasileiros, registrando no ano passado 163 focos. 

Apresentando um desmate de apenas 12.260 hectares, sendo que desse total 10.042 tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a criação da Lei do Pantanal, colaborou para que diminuísse os indices de desmatamento sem autorização legal, de acordo com ele, “a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas”.

Com a criação da Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024, as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável sofreram alterações significativas. 

Inovou ao definir áreas de proteção permanente (APP), expandindo a proteção para lugares como landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados, além de locais como capões e cordilheiras também receberam proteção. 

A lei ainda tornou proíbido o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio. 
 

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