Homem confessou ter chegado bêbado em casa e que desferiu chutes no rosto e costelas da criança, enquanto a mulher seria a responsável pelas marcas de mordida no corpo do filho
No interior do Mato Grosso do Sul, distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital, em Dourados, um casal foi preso no início desta semana após serem constatadas ontem (16), e ambos confirmarem, uma série de agressões contra um bebê de apenas um ano e oito meses.
Em nota, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS) esclareceu que a vítima deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município nesta segunda-feira (16), podendo ser constatadas as seguintes lesões:
- Marca de mordida na parte superior das costas;
- Hematoma na região ocular;
- Lesão na testa;
- Dor intensa no membro inferior esquerdo e
- Fratura no fêmur esquerdo.
Ainda segundo a PCMS, a fratura do fêmur pôde ser confirmada através de um exame de imagem, por meio da imobilização do membro.
Entenda
Tratando-se da própria mãe e do padrasto, ambos com 19 anos, ainda enquanto a criança era atendida, os profissionais já suspeitavam que essa série de lesões apontadas não batiam com a versão que esses responsáveis apresentaram em um primeiro momento.
A Guarda Municipal foi acionada inicialmente e a Polícia Civil assumiu, em seguida, a condução tanto da ocorrência como da investigação em si, com o intuito de elucidar essa situação.
Pelo registro em boletim de ocorrência, como bem apurado pelos portais locais Dourados News e Ligado na Notícia, o casal alegou primeiramente aos agentes que o bebê teria caído da cama por volta de 04h, o que segundo eles fez com que a vítima batesse o rosto em um bebê conforto no chão, o que teria causado o hematoma.
Já a lesão na perna esquerda, conforme relatado pelo casal num primeiro momento, teria acontecido após o menino escorregar durante um banho no tanque.
Porém, colhidas as evidências, o homem foi formalmente interrogado e acabou confessando as agressões, afirmando que parte das lesões do bebê de um ano e oito meses foram causadas pelos chutes que ele teria dado na cara da criança, além de arremessá-la contra a cama.
Conforme descrito nos autos com base na confissão do padrasto, o acusado pelas agressões teria chegado bêbado em casa e encontrado o menino chorando na cama, desferindo um chute no rosto do bebê que o projetou ao chão.
Além disso, ao tentar subir novamente, o bebê recebeu um outro chute, que atingiu a região das costelas. Em confissão, o padrasto afirma que pegou a vítima pela perna e a lançou na cama.
Além disso, a mãe da criança também teria participação direta nas agressões ao bebê, confessando aos agentes que as mordidas na região das costas seriam de sua autoria. Ambos disseram que as violências aconteciam "porque a criança não parava de chorar", segundo a PCMS em nota.
Investigações apontaram que essas agressões aconteciam na residência do casal, onde foi feita diligência policial, pela qual foi possível individualizar as condutas de cada um dos acusados.
Essa mulher foi presa ainda na UPA em Dourados, enquanto acompanhava a internação do seu bebê de um ano. Assim como ela, o padrasto também foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos, se do fato resultar lesão corporal de natureza grave.
Como bem frisa a PCMS em nota, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva desse casal, devido justamente à gravidade concreta das agressões, bem como à idade da vítima e de sua extrema vulnerabilidade, sendo que o bebê segue sob cuidados médicos e acompanhado agora por rede de proteção.
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