Cidades

RECAPTURA

Onça que fugiu é recapturada no Centro de Reabilitação

Onça que fugiu é recapturada no Centro de Reabilitação

VIVIANNE NUNES E EVELIN ARAUJO

28/12/2010 - 09h49
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Há cerca de dois meses desaparecida de uma das jaulas do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em Campo Grande, a onça pintada foi recapturada nesta madrugada por policiais militares ambientais (PMA) dentro da reserva do Parque do Prosa. Ela foi recapturada por uma das quatro armadilhas colocadas na região onde ela foi avistada no dia 25. A informação é do coordenador do Cras, o biólogo Elson Borges. Segundo ele as buscas nunca pararam mas o contingente de procura foi menor para que ela não se sentisse acuada.

A onça foi avistada pela última vez durante a noite de Natal pela neta do tratador do animal, que mora na reserva. “Achamos o local que ela frequentava e colocamos as armadilhas. Ela está bem, gorda, cresceu um pouco, está em perfeito estado”, afirmou. Próximo ao local onde ela foi pega, foi encontrada a carcaça de um animal que ainda não teve a espécie identificada.

“Não sabemos dar informações sobre o que ela comeu nesse período mas o que encontramos perto dela aparentava ser um pernil que pode ter sido retirado de um tipo de cemitério que temos para os animais que morrem na reserva”, explicou. “Ela pode ter desenterrado um deles”, acredita o biólogo. O recinto que estava sendo construído para a onça já está pronto e o felino devidamente alojado. Ela ainda não passou por exames junto ao veterinário pois ainda está bem agitada. “Vamos fazer isso depois que a situação se acalmar um pouco”, afirmou. A onça, hoje com cerca de dez meses, estava no Cras desde filhote e fugiu por um buraco feito por uma anta na jaula.

Cinco zoológicos já têm interesse pela onça que fugiu do Cras

Antes de fugir do Cras, em Campo Grande, a onça seria levada a um zoológico em Foz do Iguaçu (PR). Agora, cinco outros zoológicos já demonstram interesse pelo animal. A informação foi repassada na reserva pelo coordenador do Centro. Segundo ele, os trâmites burocráticos para a transferência podem levar cerca de um mês para ficarem prontos.

Atualizada às 10h17min para acréscimo de informações

TEMPESTADE

Governo decreta situação de emergência em Ivinhema após chuva com granizo

Inmet registrou 98,6 milímetros de chuva, no dia 16 de maio. O decreto do governador tem um prazo de 180 dias

11/06/2026 09h00

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema Reprodução: redes sociais

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O governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu a “Situação de Emergência” em Ivinhema, após fortes chuvas com granizo atingirem o município. Em 19 de maio, o prefeito Juliano Ferro (PSDB) já havia decretado a medida, pois aas áreas urbana e rural foram afetadas pela tempestade. A publicação do Governo de Mato Grosso do Sul foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (11).

O decreto do governador Riedel tem um prazo de 180 dias. Com isso, os órgãos estaduais estão autorizadas para atuarem sob a coordenação da CEPDEC/MS, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

No dia 16 de maio, chuvas intensas acompanhadas de granizo atingiram o município de Ivinhema, causando danos e destruição nas áreas rural e urbana. Diversas famílias foram severamente atingidas, com danos expressivos em residências e com perdas materiais, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. 

De acordo com o levantamento feito pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nas últimas 24 horas daquele dia, o município registrou 98,6 milímetros de chuva. 

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil emitiu parecer técnico, no dia 3 de junho de 2026, manifestando-se favoravelmente ao reconhecimento da “Situação de Emergência” no município.

Em casos de emergência ou de calamidade pública, fica dispensado o processo de licitação para aquisição dos bens necessários ao atendimento da população, serviços e contratação de obras.

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Justiça condena homem que tentou matar a ex-mulher em posto de combustível

O homem manteve sua ex-mulher em cárcere antes de persegui-la e disparar várias vezes em um posto de Campo Grande.

11/06/2026 08h15

Marcos Antônio de Souza Vieira, condenado por tentar matar a ex-mulher em um posto de combustível, na Capital

Marcos Antônio de Souza Vieira, condenado por tentar matar a ex-mulher em um posto de combustível, na Capital Reprodução: redes sociais

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Em julgamento realizado nesta quarta-feira (10), o Tribunal do Júri de Campo Grande condenou Marcos Antônio Souza Viera a 22 anos, 10 meses e 10 dias de prisão por tentativa de feminicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa), sequestro e porte ilegal de arma de fogo.

A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Além da reclusão, o sentenciado foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil à vítima, como forma de indenização a título de dano moral.

O homem manteve sua ex-mulher em cárcere antes de persegui-la e disparar várias vezes em um posto de Campo Grande.

O crime ocorreu em 29 de maio de 2025, em Campo Grande. Armado com uma pistola, o acusado rendeu sua ex-companheira e a obrigou a entrar em seu veículo sob ameaça de morte. De acordo com a investigação, a vítima foi mantida em cárcere privado por cerca de uma hora, período em que o réu tomou seu celular e proferiu ameaças constantes enquanto circulavam pela cidade.

Em determinado momento, a mulher pediu para ir ao banheiro, momento em que ele parou o carro em um posto de gasolina na Rua da Divisão.

Aproveitando a parada, a vítima viu uma brecha e tentou fugir gritando por socorro, momento em que foi perseguida e alvejada por Marcos Antônio. Segundo a denúncia, os tiros foram desferidos pelas costas e enquanto a vítima já estava caída no chão. A mulher sobreviveu após receber atendimento médico na Santa Casa de Campo Grande.

O casal manteve relacionamento por aproximadamente três anos, mas estava separado na época dos fatos. O crime foi motivado por ciúmes e por um sentimento de posse que o réu nutria por sua ex-mulher. 

A vítima já havia procurado a Deam para denunciar Marcos por violência doméstica e solicitou medidas protetivas, que terminou sendo revogada em 2024. O casal chegou a reatar, mas ela deixou a casa e entrou com pedido de divórcio. 

Depoimentos de familiares revelaram o histórico de violência psicológica e comportamento controlador, com o réu tentando isolar a vítima de sua família.

No julgamento, a acusação foi sustentada pela Promotora de Justiça Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira, representando o Ministério Público.

 

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