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OMS: doenças crônicas não transmissíveis são a maior causa de morte em todo o mundo

OMS: doenças crônicas não transmissíveis são a maior causa de morte em todo o mundo

AGÊNCIA BRASIL

14/09/2011 - 12h03
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As doenças crônicas não transmissíveis são a maior causa de morte em todo o mundo. Em 2008, elas foram responsáveis por 36 milhões de óbitos. Os dados fazem parte de um balanço divulgado hoje (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que inclui informações de 193 países.

De acordo com o estudo, as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 48% das mortes no grupo, seguidas pelo câncer (21%), pelas doenças respiratórias crônicas (12%) e pelo diabetes (3%).

Mais de 9 milhões do total de óbitos registrados em 2008 foram de pessoas com menos de 60 anos, sendo que 90% dessas mortes – consideradas prematuras – foram registradas em países de baixa e média rendas.

Segundo a OMS, homens e mulheres que vivem em países pobres têm cerca de três vezes mais risco de morrer antes dos 60 anos em razão de uma doença crônica não transmissível do que pessoas que vivem em países de alta renda.

De acordo com o estudo, os altos níveis de pressão arterial, de colesterol, de massa corporal e de açúcar no sangue são os fatores que aumentam a possibilidade de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis.

Apenas nos Estados Unidos, 87% das mortes são provocadas por doenças crônicas não transmissíveis. No país, 16% da população fumam e 43% não praticam nenhum tipo de atividade física.

A OMS destacou que políticas para reduzir as taxas de pressão arterial e de colesterol têm mostrado resultados positivos em muitos países, mas cobrou ações mais eficazes no combate à obesidade e ao diabetes.

Nos próximos dias 19 e 20, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza, em Nova York, uma reunião com líderes mundiais para tratar das doenças crônicas não transmissíveis. Esta será a segunda vez na história em que o órgão discutirá um tema relacionado à saúde. Anteriormente, a aids também foi abordada.

Em maio deste ano, em reunião realizada durante a 64ª Assembleia Mundial da Saúde, ministros da Saúde do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) defenderam que o combate às doenças crônicas seja feito em conjunto com o enfrentamento das desigualdades sociais.

SHOW INTERNACIONAL

Com 232 queixas, Procon começa conciliações com organização de show do Guns'N Roses

Órgão já realizou 14 audiências nesta terça-feira e contabiliza reclamações de consumidores que enfrentaram congestionamentos e perderam a apresentação da banda em abril

13/05/2026 12h15

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show Foto: Reprodução / Instagram Por cima de CG

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O Procon de Mato Grosso do Sul começou nesta terça-feira (13) as audiências de conciliação entre consumidores e a empresa responsável pelo show da banda Guns'N Roses, realizado no dia 10 de abril, em Campo Grande. Até o momento, o órgão contabiliza 232 reclamações relacionadas ao evento, marcado por congestionamentos, atrasos e milhares de fãs que não conseguiram chegar ao Autódromo Internacional Orlando Moura a tempo da apresentação.

Segundo o Procon-MS, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), foram reservadas pautas específicas para atender exclusivamente os consumidores afetados pelo evento. Somente nesta terça-feira, 14 audiências foram realizadas ao longo do dia e outras 19 estavam previstas até o fim do expediente.

Os consumidores já intimados receberam data e horário para comparecimento às audiências, onde a possibilidade de acordo depende da manifestação da empresa promotora do show. Quando não há conciliação, o consumidor recebe a defesa apresentada para que possa buscar outras medidas e exercer seus direitos.

De acordo com o órgão, após o Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) instaurado a partir das reclamações, a empresa aderiu à Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, mecanismo que permitirá que futuras reclamações sejam encaminhadas diretamente por e-mail à organizadora, que terá prazo de até 10 dias para responder os consumidores. 

"O número de audiências está sujeito ao comparecimento das partes no dia e hora previamente agendados", informou o Procon em nota.

O órgão também ressaltou que sua atuação ocorre na esfera administrativa e busca promover acordo entre consumidores e fornecedor. Caso não haja entendimento, poderá haver análise do mérito das reclamações e eventual aplicação de sanções.

Para registrar reclamação, o consumidor pode procurar o Procon presencialmente ou utilizar os canais digitais do órgão. É necessário apresentar documentos que comprovem a compra do ingresso, além de fotos, registros e outros elementos que demonstrem os transtornos enfrentados.

Caos no show

Apesar de histórico, sendo a primeira apresentação da banda em Mato Grosso do Sul, o show ficou marcado pelo caos no acesso ao autódromo, localizado às margens da BR-262.

Com público estimado em cerca de 40 mil pessoas, o evento provocou congestionamento de aproximadamente 13 quilômetros na Avenida João Arinos, principal via de acesso ao local. Muitos fãs relataram ter ficado presos no trânsito por mais de cinco horas.

Nas redes sociais, consumidores compartilharam vídeos e relatos mostrando pessoas abandonando veículos no meio do caminho para seguir a pé até o autódromo, enquanto outras recorreram a motociclistas por aplicativo para tentar chegar antes do início da apresentação. Ainda assim, milhares não conseguiram entrar a tempo e perderam o show.

A situação desencadeou uma troca de acusações entre a organização do evento e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PRF, problemas como atraso na abertura dos portões, ausência de sinalização adequada, utilização de controle de acesso por QR Code e mudanças no planejamento dos estacionamentos contribuíram para o congestionamento.

A corporação afirmou que havia previsão de múltiplos acessos simultâneos aos estacionamentos, mas que, na prática, os veículos entravam de forma individualizada, o que teria comprometido a fluidez do trânsito.

Já a organização do show alegou que a responsabilidade pela operação viária era dos órgãos públicos, sustentando que empresas privadas não possuem competência legal para intervenção em rodovias federais e no sistema viário urbano.

Em nota divulgada após o evento, a produção afirmou que todas as etapas sob sua responsabilidade seguiram o planejamento aprovado pelas autoridades competentes.

O episódio também reacendeu discussões sobre a capacidade de Campo Grande para receber eventos de grande porte.

Especialistas em urbanismo e mobilidade urbana ouvidos anteriormente pelo Correio do Estado apontaram falhas no planejamento logístico e defenderam estratégias alternativas para evitar concentração excessiva de veículos no acesso ao autódromo.

Entre as sugestões levantadas estavam a criação de bolsões de estacionamento em regiões afastadas, com transporte coletivo exclusivo até o local do evento, além da utilização de espaços com infraestrutura mais adequada para grandes públicos, como o Estádio Morenão, atualmente sem condições de receber shows devido às obras inacabadas.

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Mais Oportunidades

Governo de MS assina mais um contrato para cursos profissionalizantes

Com a nova parceria, o custo com os cursos ultrapassam os R$ 100 milhões

13/05/2026 12h10

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na manhã desta quarta-feira (13), foi publicado no Diário Oficial a confirmação da assinatura de mais um contrato para cursos profissionalizantes, para a Rede Estadual de Ensino. 

O novo contrato foi firmado com a empresa UNIGRAN EDUCACIONAL, num valor de R$ 15,3 milhões e somando aos outros três, o total investido é de cerca de R$ 103 milhões. 

O contrato segue os moldes dos já assinados anteriormente e de acordo com a assessoria da Secretaria Estadual de Educação (SED), ainda serão assinados mais quatro contratos, totalizando oito empresas, que serão responsáveis pelos cursos profissionalizantes. 

A duração inicial do contrato com a UNIGRAN EDUCACIONAL também é de 36 meses (3 anos) podendo ser prorrogado por mais 10 anos. 

As empresas contratadas fazem parte do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) e buscam abranger mais de 12 mil estudantes. 

RELEMBRE O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.
 

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