Sexta, 24 de Novembro de 2017

Oferta de emprego deve crescer 29% em MS neste ano

11 MAR 2010Por 08h:22
Mais de 16,7 mil vagas podem ser criadas no mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul em 2010, a maioria (7,5 mil) no setor de comércio de reparação, seguido de indústrias, com 3,9 mil vagas, e alojamento e alimentação (2,5 mil). Se confirmada, a estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) representará crescimento de 29% na geração de empregos no Estado. No ano passado, 12,9 mil postos de trabalho foram abertos em MS, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As informações constam no levantamento “Emprego e oferta qualificada de mão de obra no Brasil: impactos do crescimento econômico pós-crise”, divulgado ontem pelo instituto. A pesquisa mostra que mesmo tendo se recuperado rápido da crise, o Brasil “segue ainda detentor de elevado excedente de força de trabalho”, ou seja, a expectativa de criação de quase 2 milhões de vagas em todo o País, o dobro do ano passado, será insuficiente para garantir colocação para todos. Em MS, a quantidade de trabalhadores disponíveis (302 mil) é maior do que o número de vagas que podem ser abertas no ano (273 mil, se incluídas oportunidades criadas por demissão). O resultado da conta que incomoda o trabalhador: 29 mil deverão ficar fora do mercado, mesmo com o possível acréscimo na geração de empregos. Os principais setores da economia terão excesso de oferta de mão de obra no Estado, diz o estudo. Apenas o segmento “alojamento e alimentação” – bares e restaurantes, por exemplo – terá mais vagas disponíveis do que trabalhadores. No ano, estima-se que 436 postos de trabalho nesses estabelecimentos não serão ocupados por falta de pessoas qualificadas. Na administração pública, segundo fonte de oferta de trabalho em MS, as vagas estarão menos fartas: 245 postos podem ser extintos durante o ano. Baixa qualificação No estudo, o Ipea lamenta que ”a totalidade dos trabalhadores disponíveis não possui as mesmas condições de competir no mercado de trabalho escasso em ocupações para todos”. A instituição recomenda aos governos que desenvolvam políticas públicas para suprir as necessidades de qualificação da mão de obra nacional, pois nem o crescimento econômico é capaz de zerar o estoque de trabalhadores desempregados. Os baixos salários, queixa da maioria dos funcionários, têm como um dos motivos a qualificação insuficiente. O instituto acredita que “cabe ao Estado elaborar e executar uma estratégia de inserção desses trabalhadores, em curto, médio e longo prazos, vinculada a políticas educacionais de formação técnica”. Para os pesquisadores, os números mostram que o impulso recente que a criação de escolas técnicas tomou é insatisfatório. O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), os dois últimos do Min istério do Trabalho e Emprego.

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