Sexta, 17 de Novembro de 2017

Obama faz visita surpresa a soldados feridos na guerra do Iraque

30 AGO 2010Por 23h:45
     

        Um dia antes de fazer um discurso que marcará o fim da missão de combate dos Estados Unidos no Iraque, o presidente Barack Obama visitou nesta segunda-feira, 30, soldados feridos na guerra, de acordo com a Casa Branca.

        Obama fez uma visita surpresa nesta tarde ao hospital militar Walter-Reed, no norte de Washington, fechada a jornalistas. A Casa Branca também não divulgou as declarações do presidente no local.

        Amanhã, Obama viajará a Fort Bliss, no Texas, para agradecer os soldados por seu serviço no Iraque.

        Mais tarde, o governante fará um discurso à nação do Salão Oval, em horário de máxima audiência, para informar sua visão sobre o futuro do Iraque, agora que os pouco menos de 50 mil soldados ainda no país irão iniciar a operação "Novo Amanhecer".

        Em sua nova função, os militares americanos desempenharão tarefas de capacitação das forças de segurança iraquianas para lutar contra o terrorismo e proteger os civis.

        Eles ficam até dezembro de 2011, quando os EUA se comprometeram a retirar totalmente sua presença militar no país árabe.

        Biden

        Hoje, o vice-presidente americano, JoeBiden, chegou ao Iraque para se reunir com autoridades iraquianas e comparecer à cerimônia da retirada das tropas de combate americanas.

        Biden se reunirá amanhã, data oficial do fim das operações de combate, com os responsáveis iraquianos para reiterar o compromisso a longo prazo dos EUA com o Iraque, segundo a Casa Branca e o jornal estatal iraquiano al-Sabah.

        Em suas reuniões com os dirigentes dos diferentes blocos políticos iraquianos, entre eles o primeiro-ministro interino, Nouri al-Maliki, Biden buscará impulsionar o estagnado processo de formação de um novo governo no país.

        Além disso, Biden participará em 1º de setembro da cerimônia na qual o Exército americano passará o comando militar do país às forças iraquianas.

        Violência

        A retirada americana é acompanhada com interesse pelo povo iraquiano, que teme um aumento da violência devido à falta de preparo do Exército, algo que foi reconhecido no último dia 11 pelo chefe do Estado-Maior iraquiano, general Babakar Zebari.

        Além disso, al-Maliki advertiu há dois dias que a rede terrorista Al-Qaeda e os seguidores do ex-partido governante Baath, do falecido ditador Saddam Hussein, têm planos de lançar novos ataques.

        Amanhã, os EUA encerrarão oficialmente as missões de combate no Iraque, embora o último batalhão bélico já tenha saído do país no último dia 19.

         

        (Informações do Estadão)

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