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Obama cita o Brasil como exemplo de uso de biocombustível

Obama cita o Brasil como exemplo de uso de biocombustível

Folha

30/03/2011 - 16h20
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, citou o Brasil como um exemplo do uso de biocombustíveis. O presidente americano fez um discurso nesta quarta-feira no qual estabeleceu a meta de cortar em um terço a importação de petróleo nos próximos 10 anos.

"Se alguém duvida do potencial desse combustível, veja o Brasil. Mais da metade, a metade, dos veículos no Brasil rodam com biocombustíveis", mencionou Obama ao falar se segurança energética nos Estados Unidos.

O presidente americano citava os biocombustíveis como uma das alternativas ao consumo do petróleo. Ele disse que biocombustível não é só etanol, mas também aqueles feitos de biomassa e bagaço.

Em outro momento do discurso, Obama indicou que não vai reduzir as importações de petróleo do Brasil. Em sua visita ao país há dez dias, Obama prometeu que os EUA seriam um cliente da produção de petróleo retirado do pré-sal. Ele acrescenta que os Estados Unidos vão compartilhar seu conhecimento e tecnologia com o Brasil para exploração dessas reservas.

PRODUÇÃO PRÓPRIA

Obama iniciou o discurso citando o impacto do aumento dos combustíveis na vida dos americanos, que são obrigados a pagar preços elevados da gasolina na bomba.

Em seguida, afirmou que vai incentivar o aumento da produção nacional de petróleo, gás natural e biocombustível.

No discurso em que apontou grande preocupação com os preços dos combustíveis, Obama disse que o país tem que frear a dependência americana de petróleo importado. Cerca de metade do consumo de combustível nos EUA é de óleo importado.

'Não existem correções rápidas (...). E nós vamos continuar sendo vítimas de mudanças no mercado de petróleo até que sejamos sérios sobre o políticas de longo prazo para uma energia segura, acessível', disse Obama.

As propostas do presidente dos EUA para aumentar a segurança energética do país foram divulgadas em um momento de alta dos preços do petróleo, que ultrapassou US$ 115, devido a onda de revoltas no Oriente Médio e agravadas pela incursão dos aliados na Líbia.

Em um discurso feito em janeiro, Obama declarou que queria que 80% da eletricidade do país viesse de fontes limpas de energia, inclusive a nuclear, em um prazo de 25 anos.

Na visita do presidente americano pela América Latina, Obama dedicou parte das conversas com as autoridades do Brasil, Chile e El Salvador aos assuntos energéticos, como a geração de energia limpa. De concreto, discutiu no Brasil a possibilidade de o país passar a ser um exportador líquido de petróleo com a exploração de óleo nas reservas do pré-sal. Obama assegurou ao governo brasileiro que os Estados Unidos serão seu melhor cliente.

Ex-presidentes dos EUA já fizeram promessas semelhantes sobre a importação de energia e falharam. E qualquer nova iniciativa de política energética deve contar com dura oposição do partido Republicano, que controla o equivalente à Câmara dos Deputados no Congresso.

Republicanos fizeram piada sobre a proposta de Obama de reduzir a importação de petróleo depois da visita do presidente americano ao Brasil, onde ele disse que os Estados Unidos queriam ser clientes do petróleo produzido a partir das reservas do pré-sal.

EMPREENDIMENTO

Refresco do Chaves: jovens investiram no Carnaval para financiar viagens às praias

No terceiro ano de vendas, o grupo de amigos vestidos de Chaves se planeja para fazer um mochilão para o Chile com o lucro que arrecadarem nas festividades

16/02/2026 17h45

Refresco do Chaves é sucesso no Carnaval de Campo Grande

Refresco do Chaves é sucesso no Carnaval de Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Quem passa pela Esplanada Ferroviária durante este Carnaval, certamente se depara com a barraca onde vários Chaves estão servindo caipirinhas e divertindo o público. A jornada empreendedora de um grupo de amigos que criou a barraca "Refresco do Chaves" no Carnaval de Campo Grande surge com uma história desde o 3° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Fausta Garcia Bueno.

Com a ajuda de um professor, os "Chavinhos" tiveram a ideia de vender bebidas para financiar uma parte da viagem à praia que pretendiam fazer para São Paulo.

A ideia surgiu em 2023 entre os amigos da escola, mas foi só a partir de 2024 que começaram a vender bebidas no Carnaval de Campo Grande. Os "Chavinhos" Samuel França, estudante de Direito e que trabalha em um escritório de advocacia, e João Henrique, microempreeendedor individual (MEI) na área de estética automotiva, contaram à reportagem do Correio do Estado como surgiu o "Refresco do Chaves", uma das ideias mais originais entre os vendedores do Carnaval da Capital.

Os jovens contam que o objetivo inicial era arrecadar dinheiro para viajarem às praias do litoral paulista, pois estavam sem recursos. Então, João foi quem deu a ideia de todos se vestirem de Chaves para vender no Carnaval.

Desde 2024, a barraca do Chaves vende caipirinhas e outras bebidas no local. Com o dinheiro arrecadado, cerca de R$ 600 por dia para cada integrante, duas viagens foram realizadas para praias em São Paulo, uma em Ubatuba, cidade localizada no litoral norte do estado, e outra para o Guarujá, região metropolitana da Baixada Paulista, além de uma terceira viagem para o Rio de Janeiro. A meta para este ano é arrecadar fundos para uma viagem de mochilão ao Chile.

Modelo de negócio e investimento

Segundo Samuel França, a lucratividade da barraca é estimada em aproximadamente R$ 600 por dia para cada integrante da equipe, composta por seis pessoas.
 
Ele conta que no primeiro ano de vendas, Utilizaram uma barraca básica. Já no Carnval seguinte, investiram em materiais, uniformes e coqueteleiras. Em 2026, decidiram ir além e colocaram dinheiro para aprimorara a infraestrutura, com uma barraca sob medida, caixas de som, freezer e mesas novas.

"Cada ano a gente se reinventa, pega o lucro inicial e a gente consegue gastar mais do nosso dinheiro e consegue lucrar pelo menos 30 vezes. Essa barraca a gente pediu pra fazer para usar aqui no Carnaval, porque a gente tava cansado de usar aquela de montar", disse Samuel França. 

Com a barraca própria, os rapazes planejam alugá-la para outros eventos, em torno de R$ 400 a diária. De acordo com Samuel, "ela vai se pagar em pouco tempo, aproximadamente seis meses". O jovem empreendedor afirma que a estrutura tem uma vida útil estimada de 5 anos. Questionado se a estrutura aguenta a chuva de Campo Grande, ele responde que "aguenta até dilúvio".

Produto principal e fidelização

O carro-chefe da barraca Refresco do Chaves é a caipirinha, respondendo por 70% das vendas. Os empreendedores disseram que investem em cerca de 300kg de limão para o período e mesmo assim não dura todos os dias.

Estas bebidas são preparadas na hora, com limão fresco amassado na frente do cliente, destacando-se de concorrentes que usam sucos prontos.
   
Para fidelizar o cliente, a estratégia dos Chaves é oferecer brindes, como tequila grátis para quem tira foto, além de interagirem com o público com muito carisma, para criar um ambiente divertido. Eles dizem que que não dependem do negócio no Carnaval para sobreviver, então por isso aproveitam também para se divertir durante os dias de festas na Esplanada Ferroviária. 

Desafios enfrentados

A concorrência com os vendedores que estão do lado de fora da área isolada para o Carnaval segue sendo um desafio para os ambulantes licenciados, pois o preço baixo atrai clientes que priorizam o menor custo.

"A gente não pode (deixar o preço muito baixo), a gente tem nosso grupo, Quando entramos aqui, tentamos dar aquela tabelada, mas muita gente foge disso e acaba ferindo nós aqui embaixo", disse João Henrique.

Para se destacar, os dois falam que o modo de fazer a caipirinha e a transparência com o público, já que todo processo é feito na frente dos clientes, são os dois grandes diferenciais deles.

"Como é que a gente se destaca? Porque, por exemplo, a gente tava vendendo a R$ 15 ano passado, tinha gente lá em cima vendendo a 5. O pessoal descia e falava, "ó, não tem como comprar lá, vou comprar com vocês", porque a gente corta o limão, amassa na hora, não é com suco de saquinho, na frente da pessoa, com açúcar, chacoalha. Isso que é o diferencial da nossa caipirinha. O modo de fazer e o gosto".

Além disso, outro ponto levantado entre os integrantes da barraca do Chaves foi a falta de apoio e organização, com alguns descumprimentos de acordos por parte dos órgãos responsáveis, como a ausência de energia elétrica no horário prometido e a circulação de veículos em ruas que deveriam estar fechadas desde meio-dia.

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Violência Doméstica

Mulher com sequelas de AVC é resgatada de cárcere privado em Campo Grande

A vítima relatou, ao ser resgatada, que a presença da polícia era uma resposta divina às orações e confirmou episódios de agressão e ameaça de morte

16/02/2026 17h30

Imagem Divulgação

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Uma mulher com limitações de locomoção e de fala foi resgatada nesta segunda-feira (16), por ser mantida em cárcere privado pelo marido, no bairro Jardim Monumento, em Campo Grande.

A situação veio à tona após um parente da mulher, que teve a idade preservada, relatar que o autor, identificado como A.S.S., foi denunciado por vizinhos, que informaram que ela era impedida de deixar a residência.

A Polícia Civil e a equipe plantonista da 1ª DEAM foram até o imóvel e localizaram o casal. Durante a apuração, perceberam que a vítima possui limitações físicas e de fala, decorrentes de um AVC.

Em conversa reservada com a polícia, ela mencionou que o socorro veio como resposta de Deus às suas orações, já que o portão da casa era trancado, o que a impedia de sair para registrar um boletim de ocorrência.

A mulher contou que era agredida constantemente e recebia ameaças de morte. Ela deixou claro que queria fugir ou buscar ajuda, mas não conseguia devido ao isolamento a que o marido a submetia.

Além disso, a equipe relatou que ela demonstrou alívio com a presença das autoridades.

Com a confirmação do crime, o homem recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi conduzido à unidade policial e responderá pelos crimes de cárcere privado, ameaça e lesão corporal no âmbito da violência doméstica, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

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