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OAB-PE denuncia estudante do RS por racismo a nordestinos

OAB-PE denuncia estudante do RS por racismo a nordestinos

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15/12/2011 - 03h33
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A Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) pediu ao Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS), na última segunda (12), que a estudante Sophia Fernandes responda pelo crime de racismo devido a mensagens preconceituosas contra nordestinos publicadas em seu perfil no Twitter.

Segundo a denúncia da OAB, entre as mensagens postadas por Sophia no microblog no último dia 9 de dezembro estão “O Twitter ta virando vaso sanitário... muita merda twittando. (Oimacacos) nordestinos-piauienses-cearenses.."; “Sai do Twitter e vai cortar tua cana pra comprar teu arroz NORDESTINO”; “Tem que usar câmara de gás pra matar teu povo” e “O Nordestino é a própria sujeira”.

Atualmente as mensagens foram apagadas e aparentemente o perfil de Sophia foi invadido pelos grupos hackers iPiratesGroup,  AntiSecBrTeam e GrayHatBRGroup, que postaram: "Somos contra qualquer tipo de preconceito".

Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, além da notícia-crime contra Sophia Fernandes encaminhada à OAB-RS, a Polícia Federal do Rio Grande do Sul também foi acionada para dar início a uma investigação que incluiria a quebra de sigilo cibernético da estudante para apurar se as mensagens são de sua autoria.

9º do ano

DEAM confirma que morte de subtenente foi feminicídio

O caso está sendo investigado pela 1ª DEAM; amigos lamentaram a morte da vítima nas redes sociais

07/04/2026 16h00

Marlene é a 9ª vítima de feminicídio em MS no ano de 2026

Marlene é a 9ª vítima de feminicídio em MS no ano de 2026 Reprodução Redes Sociais

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A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) confirmou que a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues foi crime de feminicídio. 

Em entrevista coletiva, a delegada responsável, Analu Lacerda Ferraz, afirmou que a primeira versão contada pelo namorado da vítima, Gilberto Jarson, que a mulher teria cometido suicídio, foi descartada rapidamente. 

“O crime não vai ser registrado como suicídio, a perícia no local sanou algumas dúvidas nossa junto com o pessoal que chegou na casa no momento da abordagem. Ele foi preso, encaminhado à DEAM em flagrante como feminicídio”. 

Marlene tinha 59 anos e foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu a cena. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. Gilberto foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela 1ª DEAM e maiores informações serão divulgadas quando o inquérito policial for concluído.

Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado. 

Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Marlene, ressaltando a alegria da mulher e “o jeito sub Marlene de ser”. 

“Todos a respeitavam e admiravam, não havia um inimigo contra ela, somente o crime, ah sim ela odiava o crime mas não o criminoso, de tão grande coração foi vítima dele .
Eu fui amada por ela e amei também.”

Em outra postagem, uma amiga de Marlene afirmou que a subtenente sofria de depressão e por isso não conseguia enxergar o perigo que morava com ela. 

“Ela dedicou sua vida à luta por pessoas que sofriam do mesmo mal que ela ,sempre conseguiu esconder por trás de um sorriso...a depressão. Essa maldita doença,fez com que ela ficasse tão vulnerável que não conseguiu ver o perigo que vivia ao seu lado”. 

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedade à família. Leia abaixo na íntegra:

Com profundo pesar, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamenta o falecimento da Subtenente PM Marlene de Brito Rodrigues.
Pioneira como policial feminina na então Polícia Florestal, hoje Polícia Militar Ambiental, Subtenente Marlene construiu uma trajetória marcada pela dedicação, coragem e amor à missão. Entre seus pares, será sempre lembrada como uma pessoa amável, respeitada e querida.
Sua memória será preservada não apenas pela profissional que foi, mas, sobretudo, pelo ser humano extraordinário, deixando valores e afeto que permanecerão vivos entre todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos, rogando a Deus que conforte seus corações.

O velório de Marlene está marcado para esta terça-feira (7), às 17h30, no Cemitério Memorial Park, no bairro Universitário.

Com a confirmação, a subtenente se torna a 9ª vítima de crime contra a mulher em Mato Grosso do Sul em 2026 e o 1ª caso em Campo Grande no ano. 

Feminicídios em 2026

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

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Violência contra Mulher

Feminicidas tentaram enganar polícia sobre morte de companheiras

O caso da jovem de 25 anos, que passou mal na casa do namorado, segue sendo investigado

07/04/2026 15h33

Reprodução Redes Sociais

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Depressão, mistura de água com cocaína e suposto suicídio:  mulheres foram mortas por companheiros e familiares, que inicialmente tentaram ludibriar a polícia quanto à causa da morte em Mato Grosso do Sul.

Em duas situações, as mulheres só não tiveram suas vozes silenciadas devido à perícia, que trouxe à luz a causa real das mortes em que fatalmente terminaram sendo vítimas de feminicídio.

O caso mais recente é o da subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene de Brito Rodrigues, de 39 anos, encontrada em casa, fardada, com um tiro na cabeça.

A versão apresentada pelo namorado, Gilberto Jarson, de 50 anos, foi a de que ela sofria de depressão. Após investigação, ele acabou preso nesta terça-feira (7), em Campo Grande.

Investigação

Cerca de trinta dias antes, como acompanhou o Correio do Estado, a jovem Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, convulsionou na casa do namorado. Ela chegou a ser encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu e morreu.

O namorado alegou que ela teria misturado cocaína com água e, por isso, passado mal. A família contestou a versão apresentada, e o caso segue sendo investigado para apurar se se trata de feminicídio.

Interior

Em Anastácio, município localizado a 358 quilômetros de Campo Grande, Edson Campos Delgado, de 43 anos, matou Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, por asfixia e alegou que ela havia passado mal.

Leise foi morta na véspera do Dia Internacional da Mulher, em 7 de março. Por meio das redes sociais, a filha dela lamentou o ocorrido, destacando: “uma data que deveria celebrar a vida, a força e a luta das mulheres”.

Com a esposa morta por estrangulamento, o feminicida Edson Campos Delgado, 43, usou o celular da vítima para enviar mensagens à filha, utilizando a mesma linguagem que mãe e filha costumavam usar entre si.

A jovem descreveu a mãe como uma pessoa alegre, cheia de vida e luz. No entanto, ao começar a se relacionar com Edson, afirma que essa luz foi se apagando aos poucos, em meio a um relacionamento abusivo.

Escalada de feminicídios

Com a morte de Marlene de Brito Rodrigues, Mato Grosso do Sul passa a registrar oito feminicídios em menos de 3 meses completos de 2026.

Levantamento recente aponta que, entre janeiro e o início de março, o estado já havia contabilizado seis casos em diferentes municípios, muitos deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

A morte mais recente antes deste caso ocorreu no início da manhã de sábado (7), em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Agora, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, é o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime.

 

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