Domingo, 19 de Novembro de 2017

O Facebook vai dominar a internet

28 JUL 2010Por 05h:59
Poucas pessoas estão acompanhando de perto a transformação que está por acontecer na internet e nas redes sociais. Prova disso foi um evento que aconteceu recentemente em Palo Alto, na Califórnia. Batizado como F8, foi destinado a desenvolvedores e parceiros do Facebook. Para os privilegiados que puderam estar lá, o CEO do Facebook Mark Zuckenberg, apresentou mais uma e, talvez, a grande novidade de sua empresa para os próximos anos: uma série de ferramentas que ajudarão o Facebook a dominar a internet nos próximos anos. A mensagem do evento foi simples: “queremos tornar o Facebook sinônimo da Web”. Sem dúvida, internautas do mundo inteiro serão impactados pelos resultados desta reunião.
Não é novidade para ninguém o poder excepcional que essa rede social exerce em quase todos os países nos quais está presente. No Brasil, ele ainda está longe do líder Orkut, mas cresce a passos largos. Com quase 500 milhões de usuários cadastrados e um número ainda maior de usuários únicos a cada mês, a liderança do Facebook entre as redes sociais é inquestionável e, recentemente, o site tornou-se o principal destino na Web nos Estados Unidos, superando o todo- poderoso Google. Ainda mais imponente é a rapidez com que o Facebook está se espalhando nos celulares. Enquanto a rede social levou cinco anos para atingir 100 milhões de usuários na internet, levou apenas três anos para atingir o mesmo número nos celulares.
Apesar dos números incríveis, o Facebook poderia ser mais um caso de site que obtém sucesso rápido para pouco depois cair no esquecimento. A internet está cheia de casos como esses - Altavista, Lycos, Geocities são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos de empresas que estiveram na liderança por algum tempo, mas não conseguiram se manter nesta posição. Com a concorrência feroz, mesmo os líderes invejáveis, como a Microsoft, não conseguiram grande sucesso e, Yahoo e AOL, que realmente lideraram por longos períodos, estão claramente num caminho declinante.
O que torna o Facebook diferente da grande maioria das empresas é sua capacidade de enxergar à frente dos outros, definir a estratégia de forma brilhante e executar ainda mais efetivamente. Em outras palavras, o crescimento e a busca por patamares cada vez mais altos são resultado de uma visão estratégica fantástica e de execução à altura. Com exceção do Google, é difícil citar outra empresa que tenha acertado tantas vezes na definição de prioridades e tenha implementado essas prioridades de forma tão impecável.
Mark Zuckenberg, apesar de várias críticas que pesam sobre si, sempre teve uma visão extremamente clara do seu objetivo: conectar pessoas da forma mais eficiente possível por meio  da internet. Nada pode detê-lo - nem seus concorrentes, nem seus sócios (desde a fundação várias brigas e mudanças na sociedade ocorreram), nem os costumes e normas vigentes (desde sua primeira "violação" de normas em Harvard, antes do lançamento do site, até seu descaso com as normas atuais de privacidade).
O lançamento ocorrido em maio pode parecer um detalhe bastante simples para um usuário comum. Sua aplicação mais imediata, que já pode ser vista em sites como Yelp, IMDb ou CNN (inclusive no Terra, no Brasil) é uma caixa no canto da página que diz quais dos seus amigos gostaram daquela página ou notícia. Isso é feito por meio de um botão "Like" incluído nesses lugares. A atividade registrada com os cliques nesses botões será tratada como "feeds" no seu perfil e de seus amigos no Facebook. Além disso, você poderá receber sugestões baseadas no que seus amigos estão fazendo pela Web.
Em outras palavras, a partir de agora, todo conteúdo na Web pode e será social. Qualquer página com um simples texto torna-se automaticamente social e personalizada.
Em pouco tempo, teremos uma nova transformação tão representativa que irá transformar a forma como nos relacionamos com os amigos, compramos produtos e trocamos conhecimento. O Facebook estará, com certeza, à frente desta revolução.  A internet tem um novo líder.

Roberto Grosman , pUBLICITÁRIO SÓCIO DA F.BIZ

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