Terça, 21 de Novembro de 2017

“O elo perdido” é fiasco na carreira de Will Ferrel

6 MAR 2010Por 03h:40
Uma das mais toscas séries de TV de todos os tempos ganhou um filme para cinema. Contudo, diferentemente do que aconteceu na telinha (duas temporadas), fracassou no telão. Se, visto pelo ângulo trash, “Land of the lost” (1974), a série, com o tempo virou cult, dificilmente o mesmo acontecerá com o filme homônimo estrelado por Will Ferrel. Chamado aqui de “O elo perdido”, a série mostrava uma famí lia (pai viúvo e dois filhos) que, após entrar num redemoinho no meio de uma corredeira, acaba indo parar numa época pré-histórica, repleta de dinossauros e perigos. Felizmente, eles encontram uma família de homens das cavernas com quem passam a conviver. Entre eles, está o garoto peludo Cha-ka, que vira o melhor amigo dos manos Will e Holly (que, no filme, viraram dois assistentes de um explorador). Já a produção da série parecia com a da mexicana “Chaves”: toda rodada em VT e com péssimos cenários e efeitos. Mas, é justo daí que vinha o seu charme, coisa que, parece, o filme (que custou US$ 100 milhões!) não tem. O filme é sem graça, sem um roteiro que o sustente, apela para a escatologia e Will Ferrell está irritante. Se ele ou o diretor não encontram o tom certo, como encontraram em “O elfo”, por exemplo, tudo vai por água a baixo. Daí a sua pouca popularidade por aqui, com filmes que geralmente não fazem sucesso, apesar de alguns, como “O âncora” (que vai ter uma continuação), serem muito divertidos. No fim das contas, quem sai chamuscado dessa empreitada é Ferrell, que, assim, acumula mais um fracasso em sua lista de filmes recentes, embora tenha se saído bem no drama “Mais estranho que a ficção”, e usado bem a sua cara de pau e senso de ridículo (lapidados no humorístico “Saturday night live”) em “Escorregando para a glória”. O seu próximo filme se chama “The goods”, sobre um vendedor de uma falida firma de carros usados. Como o tema é atual lá nos EUA, quem sabe ele emplaca esse novo projeto.

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