O setor teve alta de 50% na receita e 60,7% no volume exportado na comparação aos cinco primeiros meses de 2025
A suínocultura, ou seja, produção de suínos, em Mato Grosso do Sul demonstrou crescimento nos primeiros cinco meses de 2026 em comparação ao mesmo período no ano passado.
De acordo com o Boletim Econômico do Sistema Famasul, de janeiro a maio, foram 1,64 milhão de porcos destinados ao abate no Estado, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Cresceu também a receita vinda da exportação de carne suína in natura, que somouUS$ 22,5 milhões neste ano, alta de 57,6% e 60,7% no volume embarcado se comparado ao ano passado.
O principal destino da carna suína sul-mato-grossense é as Filipinas, responsável por 27,41% da receita total e 2,4 mil toneladas exportadas ao país asiático.
Em seguida, aparece a Argentina, com crescimento expressivo nas compras, avançando mais de 300% no comparativo anual, de 1,5 mil toneladas exportados, 16,58% da receita total.
Hong Kong ficou em terceiro lugar, com 11,1% da receita e 941,1 toneladas.
O MS respondeu por 1,6% (US$ 22,5 milhões) da receita brasileira (US$ 1,42 bilhão) com exportações de carne suína e ocupou o sexto lugar no ranking nacional.
A suinocultura de Mato Grosso do Sul registrou crescimento de quase 50% nos últimos três anos, destaque como uma das principais frentes do agronegócio estadual.
Segundo dados apresentados no 4º Encontro de Lideranças da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, o Estado conta atualmente com mais de 300 granjas em operação, cerca de 121 mil matrizes e uma produção anual de aproximadamente 3,6 milhões de suínos abatidos. A cadeia produtiva gera cerca de 32 mil empregos diretos e movimenta diversos setores, como produção de grãos, genética animal e serviços.
“Esse período de inverno é favorável para o consumo da carne suína. Portanto, a combinação entre a demanda externa aquecida e a expectativa de fortalecimento do consumo doméstico cria um ambiente mais favorável para reverter esse movimento de queda nos preços ao produtor”, analisou a técnica da Famasul, Eliamar Oliveira.
Balança comercial
Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio de Mato Grosso do Sul exportou US$ 4,49 bilhões. Esse resultado foi 10,3% maior ao valor no mesmo período de 2025, quando a receita havia sido de US$ 4,07 bilhões.
O agronegócio representou 96% de tudo o que foi exportado pelo Estado. A soja respondeu por 41,7% (US$ 1,87 bilhões) das esportações do Agro. As carnes representaram 25,3% (US$ 1,13 bilhões), uma alta de 37,6% de 2025 para 2026.
Em comparação no período, a exportação de milho foi 159,5% maior , correspondendo a 1,7%, ou seja, US$ 75,8 milhões.
Nos cinco meses de 2026, o principal destino dos produtos do agronegócio de MS, a China, respondeu por 51,1% do faturamento com as exportações, o equivalente a US$ 2,29 bilhões, houve avanço de 16% em relação aos US$ 1,98 bilhão comprados nos cinco primeiros meses de 2025. O Bloco Europeu foi o responsável por 11,4% do faturamento, com o valor de US$ 510,8 milhões.
Os Estados Unidos compraram o equivalente a US$ 250,4 milhões do agronegócio sul-matogrossense e representou 5,6% da receita (Gráfico 08). O Vietna com participação de 2,2% no faturamento total foi responsável por US$ 98,5 milhões com avanço de 184,6% em relação ao mesmo período de 2025.