Terça, 21 de Novembro de 2017

Novos tempos, novo mundo

19 JUL 2010Por 19h:57
Só não se dá conta quem não quer. Vivemos tempos de mudanças. Em todos os sentidos. Mudanças de comportamento, de expectativas, de espiritualidade, de vida profissional, tudo enfim. E todas muito importantes.  As teorias espíritas e afins, falam nas mudanças que já estão sendo feitas. Essas teorias são de conhecimento de poucos. Mas impressionam os que delas tomam conhecimento. De uma coisa temos certeza: Do jeito que está não dá para ficar. Algo deve acontecer para se estabelecer a ética, o respeito, diminuir essa criminalidade, enfrentar as drogas que dizimam nossos jovens, mudar o rumo da humanidade. As grandes catástrofes anunciadas, deixam os que disso se interessam em “aviso”. No nosso dia a dia, os não interessados em se modificar ficarão para trás. Tanto espiritual, como profissionalmente.

Vamos nos lembrar da história da águia, a ave de maior longevidade, que chega a viver 70 anos. A águia quando chega aos 40 anos tem que tomar uma decisão difícil. Nessa idade ela está com unhas compridas e flexíveis e já não consegue agarrar suas presas. Seu bico se curva, e as asas envelhecidas e pesadas, mal conseguem levantar voo. E ela é obrigada a tomar uma decisão: Morrer, ou passar por um processo de transformação que vai durar 150 dias e será muito doloroso. Ela então, como uma guerreira vai partir para essa renovação. Voa para o alto de uma montanha e se recolhe em um ninho próximo a um paredão, onde não necessite  voar. Nesse mesmo paredão a águia começa a bater o bico até arrancá-lo. Após arrancá-lo espera nascer um novo bico, com o qual começa a arrancar suas velhas unhas. Assim que as novas unhas começam a nascer, ela começa a arrancar as próprias penas. Nesse processo que costuma durar cinco meses, dá para sentir todo o sofrimento que a águia deve passar. Mas, no final ela levanta voo, para mais trinta anos de vida plena.

Conosco não é diferente. Felizes os que se dão conta, que se normalmente precisamos não ter medo de encarar mudanças, nos dias atuais essa atitude se faz muito mais necessária. Como aquele medroso que sofre com a dor de dente, e não vai ao dentista. Mais cedo ou mais tarde ele irá e terá sofrido dobrado. Às vezes uma doença que ninguém deseja, é a senha para mudar para melhor uma vida. Quantos ao passar por perto da morte, saem como a águia, renovados, e conseguem efetuar mudanças que normalmente não teriam feito. Em vez de chorarem pela doença, têm a capacidade de perceber que ela pode ser um instrumento de mudanças.

Na vida profissional as coisas não são diferentes. Vivemos a revolução da informação. Quem não se informa, não se modifica, não se recicla,acaba ficando para trás. Claro que isso não pode ser uma obsessão. Ter coragem para virar o rumo do”barco” e enfrentar coisas novas, é algo a ser feito pelos que não se acham os donos da verdade, e que não têm medo de ousar. Mas, sei que isso é uma escolha dos que, como a águia, desejam continuar fazendo parte do mundo produtivo, e tendo  a satisfação de enfrentar novos desafios. Mudando sempre para melhor, e procurando com as forças de suas garras, ajudar, ser feliz, e alçar sempre voos mais leves, longe dos ranços, dos preconceitos, das mágoas, e das tristezas, que já fizeram parte de nossas vidas.

 Marisa Mujica, empresária

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