Terça, 21 de Novembro de 2017

Novo tipo de etanol ainda é inviável em termos comerciais

30 MAI 2009Por 19h:30
     Da redação Quem considera o etanol produzido de fontes primárias (como cana-de-açúcar e milho) uma revolução da agroenergia nem imagina o que vem pela frente. Num futuro próximo, os biocombustíveis também poderão ser feitos a partir do bagaço da cana-de-açúcar, sabugo de milho, capim, casca de árvore, pneus e até lixo urbano, entre outras biomassas.
        Para isso, uma verdadeira engenharia biológica vem sendo desenvolvida pelos principais centros de inovação do mundo, financiados por governos e multinacionais, incluindo companhias petrolíferas, como BP e Shell. Os primeiros litros do biocombustível já foram produzidos em escala experimental. Falta, no entanto, encontrar a fórmula perfeita para a produção em larga escala com custos competitivos.
        No mercado, essa tecnologia tem sido chamada de segunda geração (o etanol feito de fontes primárias é de primeira geração) ou etanol de celulose. O processo consiste em usar enzimas, micro-organismos ou ácidos para separar os açúcares existentes na biomassa e a partir daí produzir o combustível. O potencial é elevado, mas ainda há dúvidas em relação ao tempo para transformar os testes em produção comercial.
        Nos Estados Unidos, as pesquisas começaram há algum tempo e foram reforçadas pela nova política energética que estabelece limite para o uso do etanol feito a partir do milho com tecnologia convencional. A produção, que hoje está em 40 bilhões de litros, poderá chegar a 57 bilhões. Para complementar a oferta, que atingiria 136 bilhões de litros em 2022, seria usado o etanol de segunda geração e outros biocombustíveis, afirma o presidente da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank.
        Embora o consumo de combustível do país tenha caído por causa da crise econômica, grandes empresas mantiveram suas pesquisas. Até porque a meta do governo americano é produzir no ano que vem cerca de 400 milhões de litros de combustíveis de segunda geração. Ásia e Europa também desenvolvem tecnologias, que estão sob segredo industrial. Além do discurso sobre o aquecimento global, o objetivo da busca por um novo biocombustível é diminuir a dependência do petróleo. (informações da Agência Estado)
        

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