Economia

4ª VEZ

Novo ponto eletrônico é adiado

Novo ponto eletrônico é adiado

G1

03/10/2011 - 07h08
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A adoção do ponto eletrônico foi adiada pela quarta vez e passa a ser obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo portaria do Ministério do Trabalho publicada nesta segunda-feira (3) no "Diário Oficial da União". O sistema deve ser instalado em todas as empresas com mais de 10 empregados que já usam equipamento eletrônico para o registro da jornada de trabalho. A expectativa é que a medida fosse regulamentada e passasse a ser obrigatória nesta semana.

Na portaria n° 1979, publicada nesta segunda, o ministro Carlos Lupi afirma que, "considerando que foi concluído o diálogo social tripartite e após avaliação das manifestações encaminhadas ao Governo Federal", decide alterar a data para início da utilização obrigatória do Registrador Eletrônico de Ponto (REP), "de modo improrrogável", para o dia 1º de janeiro de 2012.

A obrigatoriedade de ação do sistema havia sido adiada outras três vezes. Primeiro, era prevista para setembro do ano passado. Depois, para março e então setembro deste ano. Entidades como a Força Sindical, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), haviam pedido ao governo mudanças nas novas regras.

Na última semana de agosto, foi realizada a última reunião do grupo de trabalho criado para discutir o novo ponto eletrônico. Empresários apresentaram alternativas ao REP, mas elas não foram aceitas por representantes do Ministério do Trabalho. Os empresários haviam sugerido que as empresas tivessem a opção de registrar os horários de entrada e saída dos empregados por meio de sistemas eletrônicos, com certificação digital, e tirava a necessidade da concordância do trabalhador com o sistema alternativo ao novo ponto eletrônico, já que dispensava o acordo coletivo para utilizá-lo.

Pesquisa

Três universidades de MS aparecem entre as mais empreendedoras do Brasil

A UFMS ficou em 11º lugar no ranking nacional e em 2º lugar no recorte por região. UFGD e a UEMS também apareceram na lista

16/03/2026 14h01

UFMS ficou em 2º lugar na região Centro-Oeste

UFMS ficou em 2º lugar na região Centro-Oeste Divulgação

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Três universidades públicas de Mato Grosso do Sul aparecem em destaque no Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE) 2025, estudo da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior) sobre as instituições de ensino superior mais empreendedoras do país.

Foram pesquisadas 92 universidades e ouvidos 34 mil estudantes de todas as regiões do Brasil.

O estudo reúne pesquisas de percepção discente e recortes por dimensão, como cultura empreendedora, inovação, extensão, internacionalização, infraestrutura e capital financeiro, mostrando como universidades e institutos federais de todo o Brasil se estruturam para estimular o empreendedorismo, inovação, extensão e protagonismo estudantil.

No ranking nacional, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) aparece em 11º lugar no ranking. O Estado também tem a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em 35º, e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em 44º.

Já no recorte regional, a UFMS aparece em 2º lugar entre as mais bem avaliadas da região Centro-Oeste, a UFGD em 4º e a UEMS em 6º. 

UFMS ficou em 2º lugar na região Centro-OesteRanking regional / Fonte: IESE

Entre as informações coletadas para a elaboração dos rankings, estão avaliações dos estudantes sobre a infraestrutura da universidade, empreendedorismo, a postura empreendedora discente e docente, matriz curricular e a adesão e permanência de alunos na universidade. 

Para a reitora da UFMS, Camila Ítavo, a colocação da universidade reforça a importância de fortalecer a cultura empreendedora dentro da UFMS. 

“Na UFMS, o empreendedorismo é entendido como parte da formação acadêmica, estimulando a inovação, o pensamento crítico e o protagonismo dos estudantes. Parabenizo especialmente as equipes envolvidas, as empresas juniores e todos os estudantes, docentes e técnicos que constroem diariamente este ecossistema, transformando conhecimento em soluções com impacto para a sociedade”, destacou. 

A UFMS possui o programa UFMS Júnior, para fortalecer o empreendedorismo entre os estudantes da Universidade, que podem adquirir experiências no mercado de trabalho. 

Atualmente, o programa é composto por 20 empresas juniores reconhecidas de diversos cursos de graduação vinculados à UFMS de Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Três Lagoas e do Pantanal. 

“Mesmo um servidor público, quando tem a cultura empreendedora incorporada, consegue desempenhar suas funções de uma maneira muito mais benéfica. O mesmo acontece com quem atua como contratado ou CLT em uma empresa privada. Desenvolver essa competência contribui diretamente para o crescimento da sociedade”, afirmou o diretor da Agência de Inovação da UFMS, Saulo Moreira. 

Hoje, o programa Brasil Júnior possui mais de 28 mil jovens empreendedores de 1,6 mil empresas juniores distribuídas em todo o País.

O Top 10 nacional foi composto pelas seguintes universidades: 

  1. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  2. Universidade de São Paulo (USP)
  3. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  4. Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
  5. Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  6. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  7. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  8. Universidade Federal de Lavras (UFLA)
  9. Universidade do Vale do Taquari (Univates)
  10. Universidade de Brasília (UnB)

“Mais do que mostrar posições, o IESE ajuda a tornar mais visível o impacto que a educação empreendedora pode gerar dentro e fora das instituições. Quando a gente olha para esses resultados, o que aparece não é só desempenho, mas a capacidade de formar jovens com repertório para transformar realidades, propor soluções e contribuir de forma concreta com o desenvolvimento do país”, disse Vithória Rodrigues, presidente executiva da Brasil Júnior.


 

Comércio exterior

Equipamentos para megafábrica levam Finlândia a liderar importações de MS

Compra de caldeiras pela Arauco para unidade em Inocência fez país nórdico superar a Bolívia nas importações de fevereiro

16/03/2026 05h00

Perspectiva dos equipamentos da Valmet para a Megafábrica da Arauco

Perspectiva dos equipamentos da Valmet para a Megafábrica da Arauco Reprodução

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Pela primeira vez em mais de duas décadas, a Bolívia deixou de ser o país do qual Mato Grosso do Sul mais importa produtos. Pelo menos em fevereiro, um improvável parceiro comercial nórdico ultrapassou os vizinhos sul-americanos no ranking de importações de MS, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A Finlândia foi o maior parceiro comercial de Mato Grosso do Sul para importações em fevereiro. Ao todo, foram comprados US$ 126,1 milhões do país europeu no mês passado, ultrapassando a Bolívia, de onde foram comprados US$ 68,3 milhões em produtos.

Os compradores desses produtos são um só e são grandes players em suas áreas de atuação. O importador dos bens produzidos na Finlândia foi a Arauco, multinacional chilena que está levantando, em Inocência, a sua primeira megafábrica de celulose do Brasil e que, quando pronta, será a maior planta processadora de celulose em linha única do planeta.

Os US$ 126 milhões em equipamentos no mês passado referem-se a caldeiras para a planta processadora de celulose de fibra curta, que deve ficar pronta no fim de 2027. Ao todo, a Arauco planeja investir US$ 4,6 bilhões no Projeto Sucuriú, nome que leva a fábrica.

Os valores importados superaram as compras de outra gigante: a Petrobras. Desde que o gasoduto Bolívia-Brasil entrou em operação, no início dos anos 2000, a Petrobras tornou-se a maior importadora de Mato Grosso do Sul.

Nesta década, contudo, importa cada vez menos gás natural, visto que suas outras jazidas, sobretudo no pré-sal, têm dado conta da demanda interna e que – por falta de investimento – as jazidas bolivianas têm produzido cada vez menos.

Perspectiva dos equipamentos da Valmet para a Megafábrica da AraucoCaldeira da Arauco a caminho de Inocência/Divulgação

Em fevereiro, as importações da Arauco representaram uma fatia de 35,3% das compras do Estado, enquanto as compras de gás boliviano pela Petrobras representaram 18,8% das importações locais.

A expectativa é de que, no neste mês, o gás volte a liderar, uma vez que as caldeiras usadas na megafábrica da Arauco foram compradas em fevereiro. 

Elas são produzidas pela finlandesa Valmet, que fará todos os equipamentos da unidade.

Exportações

Na outra ponta da balança comercial, a celulose – justamente o produto que sairá da unidade da Arauco – continua liderando as vendas locais para outros países. Em fevereiro, as vendas de celulose representaram 31,5% do total de exportações, um total de US$ 251 milhões.

A carne bovina, por sua vez, mostra que tem se consolidado na vice-liderança de exportações neste início de ano. As vendas desse tipo de proteína animal representaram 21,8% das exportações locais: foram US$ 173,2 milhões.

A soja, que por um longo período no início desta década e na década passada foi o principal produto exportado pelo Estado, fica agora na terceira posição na balança comercial. Em fevereiro, teve participação de 15,2%  (US$ 121 milhões).

Quando se trata de destino das exportações, a China se mantém na liderança: 43,2% das exportações de fevereiro (US$ 343,8 milhões) têm o gigante asiático como destino. Os Estados Unidos aparecem em segundo, destino de 11,4% das exportações (US$ 90,9 milhões).

Os Países Baixos (Holanda) e a Itália, terceiro e quarto colocados, são as maiores portas europeias de entrada de produtos sul-mato-grossenses, e a maioria das compras é de celulose e de proteína animal. Os Países Baixos compraram US$ 33,2 milhões (4,2%) e a Itália, US$ 21,5 milhões (2,7%).

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