Sábado, 18 de Novembro de 2017

Nova Mirage 150 se destaca na multidão

26 MAR 2010Por 05h:42
A Mirage 150 foi lançada pela Kasinski no último Salão Duas Rodas, realizado em outubro do ano passado, no Anhembi (SP). A custom de baixa cilindrada é um dos primeiros produtos da marca com tecnologia da chinesa Zongshen. Completo, o modelo conta com partida elétrica, freio a disco na dianteira, rodas de liga leve e motor carburado de 149,4 cm³ de capacidade cúbica. A moto oferece bom nível de acabamento e preço bastante competitivo, R$ 5.390. Para analisarmos um novo produto, temos que levarmos em consideração vários aspectos: proposta, custo/benefício, estilo, motorização, ciclística e conforto. Como é uma custom de baixa cilindrada fica clara sua proposta urbana, ou seja, se transformar em um veículo de transporte. Pode servir de companheira para levar o motociclista ao trabalho, faculdade, clube ou até para dar um “rolé” de final de semana. O que deve ficar evidente é que a Mirage 150 não foi fabricada para ser uma motocicleta utilitária. O modelo tem preço sugerido mais alto do que suas principais concorrentes, mas leva vantagem em termos de qualidade e itens oferecidos. Só para comparar, a Dafra Kansas 150 custa R$ 4.990 e a Suzuki Intruder 125 tem preço promocional de R$ 5.375, só que fabricada em 2008, modelo 2009. Uma particularidade, todas essas custom pequenas utilizam tecnologia chinesa. Conforto e desenho A máxima “ame ou odeie” é inerente a qualquer moto custom. A pequenina da Kasinski não foge à regra, já que muitos motociclistas não se sentem atraídos por seu estilo. Preferem uma legítima street ou uma trail. Por outro lado, a Mirage 150 é um modelo que se destaca na multidão largamente dominada pelas Honda CG Titan. Ao subir na moto, gratas surpresas no que diz respeito à ergonomia e ao conforto. A posição de pilotagem é agradável em função do desenho do guidão e também do posicionamento das pedaleiras, mais a frente. O banco em dois níveis, decorado com rebites e aliado ao encosto para a garupa (sissy-bar) aumentam o nível de conforto do novo modelo da Kasinski. Outro diferencial é que a Mirage 150 já traz de série um suporte para a instalação de um baú. Para maior comodidade, a moto conta com descanso lateral e cavalete central. No conjunto, além das rodas de liga leve e peças cromadas, o que chama a atenção é o tanque de gasolina, com capacidade para 13 litros, o maior entre a concorrência. Uma boa marca para uma custom urbana. Integrado ao tanque há o mostrador de combustível. Pena que rodando na chuva, entrou água no local e o mostrador embaçou. Outro detalhe que desagradou foi o posicionamento do miolo da ignição, que fica sob a mesa e junto à coluna de direção (ao lado da buzina). A moto conta ainda com escape com ponteira em alumínio e lampejador de farol alto. Já os piscas são muito “modernosos” para uma custom e destoam do conjunto. Motor e ciclística Simples, o motor carburado da Kasinski Mirage 150 é um monocilíndrico de 149,4 cm³ de capacidade cúbica e com comando simples no cabeçote. Trabalhando “redondo” e de forma linear, o motor da minicustom gera 13,4 cv a 8.000 rpm de potência máxima e 1,38 kgf.m a 6.000 rpm de torque máximo. O propulsor tem um balanceiro para reduzir a vibração. A Mirage não é um exemplo de desempenho, mas em função de sua proposta dá perfeitamente conta do recado. Porém não podemos julgar sua durabilidade e resistência, já que este é um teste de curta duração. Na parte ciclística, receitas tradicionais, porém eficientes. Na dianteira, disco simples de 240 mm de diâmetro e garfo telescópico da marca Showa, com 135 mm de curso. Já na traseira, freio a tambor de 135 mm de diâmetro e suspensão bichoque, com 55 mm de curso e cinco posições de ajuste. Com esta configuração até que a Mirage 150 se saiu bem enfrentando a buraqueira das ruas de São Paulo, onde foi avaliada. Com piso seco, a moto é fácil de pilotar e oferece mudanças de direção precisas. Agora, com pista molhada a atenção deve ser redobrada. A unidade testada estava calçada com pneus ch i neses fabricados pela Cheng Chin que comprometeram a dirigibilidade. Em uma freada mais brusca sob chuva, a dianteira chegou a escorregar. O pneu dianteiro é muito parecido com o ut i l izado nas CGs 125 da década de 70, com um desenho da banda de rodagem bastante ultrapassado. Fica aqui uma sugestão para a Kasinski: troque imediatamente os pneus da Mirage 150 por modelos produzidos no Brasil ou com desenhos mais modernos. Com certeza novos pneus oferecerão melhor aderência, além de ajudarem na absorção dos impactos. Resumindo: investir na segurança do consumidor nunca é de mais.

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