Sábado, 18 de Novembro de 2017

Nova Lima e rodoviária registram alagamento

17 MAR 2010Por 07h:24
A chuva que atingiu Campo Grande na manhã de ontem alagou os guichês de venda de passagens do Terminal Rodoviário Antônio Mendes Canale, localizado na região da saída para São Paulo e inaugurado no dia 1º de fevereiro deste ano. Pelo menos 10 casas da Avenida Lino Villachá, no Bairro Nova Lima, na saída para Cuiabá, também ficaram alagadas. De acordo com o atendente da empresa de transporte Hélios, Paulo da Rosa Barros, a água que invadiu o guichê queimou dois computadores que estavam acomodados no chão. “A água ficou acima do rodapé, subiu uns 30 centímetros. Foi um susto porque ninguém esperava. Se continuar assim o dia que der uma chuva mais forte a gente não vai nem achar a rodoviária no lugar”, contou o trabalhador. Paulo explicou que após a chuva os funcionários dos guichês se uniram para retirar a água e limpar o local. Já os equipamentos foram entregues para a administração da rodoviária, que não deu garantia com relação ao conserto. Para o encarregado da agência Viação Mota, Abraão Silvestre, o encanamento do terminal não suportou o volume de água que vazou pelo tampão das bocas de lobos e invadiu os corredores e os guichês. Os pontos de venda de passagens das empresas Eucatur e Expresso Queiroz também foram alagados, conforme funcionários. Moradores O transtorno, segundo moradores do Bairro Nova Lima, é constante e causado pela falta de drenagem de águas pluviais. As casas alagadas ficam bem próximas do local onde foi aberta a cratera, no acesso ao Hospital São Julião, em 2008, que deixou a região isolada. “Todas as vezes que chove mais forte, nossas casas ficam inundadas. O prefeito Nelsinho Trad já veio aqui outras vezes, disse que iria arrumar, mas até agora nada. Estamos cansados”, afirmou a moradora Zilda de Fátima Neto, de 33 anos, que há 14 anos mora na avenida. Conforme explicou, a água que cai sobre a área mais alta do bairro escorre e para nas casas que estão em área de comodato. “Estraga móveis, entope as fossas, as bocas de lobo. Já não sabemos mais para quem pedir ajuda”. A vizinha Cleide Souza Alves, de 38 anos, conta que ontem foi a terceira vez que a enxurrada invadiu as casas. “Desse jeito, nós vamos nadar. Será que alguém vai ter que morrer para os administradores da cidade fazerem alguma coisa?”, questionou. De acordo com o responsável pela estação meteorológica Uniderp / Anhanguera, Natálio Abraão, a precipitação nesta terça-feira foi de 28,8 milímetros registrados das 9h25min às 12h35min. Desde 1º de março choveu em Campo Grande nos dias 3, 5, 15 e 16, sendo que o acumulado até o momento é de 85,6 milímetros.

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