Domingo, 19 de Novembro de 2017

Nova frente fria traz ânimo aos produtores do sul do Estado

4 MAI 2010Por 07h:41
Cícero Faria, Dourados

A entrada de nova frente fria voltou a causar pancadas de chuva ontem na região de Dourados trazendo, de novo, a expectativa dos agricultores de que as perdas não se ampliarão na safrinha de milho. O levantamento mais recente indica quebra de 30% na produtividade na maioria das lavouras, depois de quase um mês sem chover.

Na semana passada ocorreram chuvas fracas em toda a Grande Dourados, com índices variando de 5 a 10 milímetros. Em algumas áreas isoladas as precipitações foram bem mais fortes, atingindo até 30 mm, mas foram casos excepcionais, segundo a assistência técnica. Mas o acumulado de abril em Dourados foi de apenas 25 mm, de acordo com a Embrapa Agropecuária Oeste, repetindo a seca do mesmo mês em 2009. A média histórica de abril fica em torno de 100 milímetros.

Ontem choveu forte na área de Ponta Porã com a chegada da frente fria que, a medida que avançou pelo centro do Estado, foi provocando chuvas fracas nos municípios produtores de milho e outras culturas de inverno.

“O produtor de milho ainda continua com a mesma apreensão de antes, devido a falta de chuvas”, resumiu ontem o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aeagran), Bruno Andrade Tomasini. Até as 15h, a mudança do tempo havia provocado somente pancadas fracas na região, mas como o céu ficou nublado e com muitas trovoadas, havia indícios de que poderia chover mais forte no restante da segunda-feira.
Além do milho, Tomasini lembrou que as lavouras de trigo e de aveia também estão sofrendo com o estresse hídrico. A germinação está  sendo comprometida pela estiagem o que poderá resultar em mais prejuízos aos produtores.

O que tem deixado os agricultores mais otimistas é que as previsões meteorológicas indicam tempo instável no sul do Estado essa semana. Na quinta-feira deverão ocorrer novas pancadas e a sexta-feira será chuvosa na região de Dourados, com acumulado superior a 20 milímetros.
A safrinha de milho esse ano vem enfrentando problemas desde o início,  com a seca na época do plantio; apenas parte das lavouras semeadas mais cedo recebeu boas chuvas. A área cultivada caiu bastante na região – entre 30% e 40% dependendo do município, devido aos custos altos para implantar as lavouras e os preços baixos no mercado.

As plantas mais antigas não se desenvolveram dentro da normalidade e estão na floração, ‘embonecando’ e formando as espigas com  tamanho bem abaixo do normal, resultado da falta de umidade em períodos em que mais precisava de chuva.
“Outro problema que começa a ser levantado pelos produtores de milho é com relação à soja, já que grande parte da última safra continua guardada. Eles esperam um preço melhor para vender. Com isso, quando o milho começar a ser colhido, a soja vai estar ocupando o espaço”, destacou o presidente da Aeagran.

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