Sábado, 18 de Novembro de 2017

Nova ferramenta de avaliação do risco de dengue vai ampliar ações focadas na prevenção

8 SET 2010Por 13h:00
     

O Ministério da Saúde tem uma nova ferramenta para avaliar o risco de epidemias de dengue em todo o País e para gerenciar esta nova ferramenta em Mato Grosso do Sul, três técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) participaram em Brasília, nos dois primeiros dias de setembro, de um treinamento que segue as recomendações do Comitê Técnico Assessor Nacional do Programa Nacional de Controle da Dengue e da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Segundo a técnica em Vigilância Epidemiológica e Doenças Endêmicas da SES, Ester Bauer de Borba dos Santos, que participou do treinamento, o principal objetivo da ferramenta que determina as áreas de maior vulnerabilidade de ocorrência de dengue é determinar os pontos onde ações de combate devem ser intensificadas para o próximo ano. "Sabendo quais as áreas de maior vulnerabilidade é possível intensificar ações de combate mais específicas", explica a técnica estadual.

A representante do Estado no treinamento nacional explica que a recomendação do Ministério da Saúde é organizar o novo método da ferramenta primeiramente nas capitais. "As capitais são o principal foco neste momento, por isso iremos organizar reuniões com a Vigilância Epidemiológica de Campo Grande para que esta análise utilizando a nova ferramenta seja aplicada primeiramente aqui". Para que esta primeira ação seja colocada em prática o Ministério da Saúde estipulou um prazo de 30 dias.

Conforme o órgão federal, a ferramenta batizada de "Risco Dengue" utiliza cinco critérios básicos para a verificação do risco de epidemias. Três critérios estabelecidos do setor Saúde: incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação. Outro fator é o ambiental: cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo. O último critério é o demográfico, indicando densidade populacional.

Baseado nestes critérios o Ministério da Saúde apontou Mato Grosso do Sul como uma área de risco moderado para incidência de epidemias de dengue. No mesmo patamar estão os estados de Roraima, Acre, Rondônia, Goiás e o Distrito Federal. Os outros estados se enquadram em risco alto ou risco muito alto, exceto Santa Catarina e Rio Grande do Sul que são considerados locais com baixa probabilidade de epidemias.

        

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