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SEM VIOLÊNCIA

Nova campanha de desarmamento será lançada hoje

Nova campanha de desarmamento será lançada hoje

da redação

06/05/2011 - 00h03
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Por iniciativa do Ministério da Justiça, será lançada hoje a nova campanha nacional de desarmamento. O objetivo do Ministério e das instituições e organizações da sociedade civil que vão atuar em conjunto é recolher o maior número de armas em todo o Brasil. Para tanto, a campanha traz novidades em relação às realizadas anteriormente, como a inutilização da arma já no ato da entrega e a ampliação dos postos de recolhimento.

O Ministério da Justiça vai credenciar uma rede de postos para o recolhimento de armas em todo o território nacional. Quem entregar as armas não precisará fornecer dados pessoais e receberá, na hora, um protocolo para sacar a indenização em uma agência do Banco do Brasil. Os valores da indenização podem variar de R$ 100 a R$ 300, de acordo com o tipo da arma. Outra novidade é a garantia do anonimato a quem se dispuser a entregar sua arma de fogo, já que não são exigidos dados pessoais nem para a indenização.

Além da indenização rápida, as armas serão inutilizadas no momento da entrega para impedir que voltem a ser utilizadas. Posteriormente, elas serão encaminhadas à Polícia Federal para o descarte total, que poderá ser feito por meio da queima em fornos industriais de alta temperatura.

A nova campanha estava prevista para iniciar em junho, pois o estudo do Mapa da Violência, divulgado no final de fevereiro, e outras pesquisas mostram que a realização de campanhas anteriores foi decisiva para a redução da violência e de homicídios no país. Diante da tragédia ocorrida no dia 7 de abril na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, onde 12 alunos foram mortos e 14 ficaram feridos, o governo federal decidiu antecipar para maio a nova campanha nacional do desarmamento.

O Ministério da Justiça investirá R$ 10 milhões em ações para o recolhimento das armas e pagamento de indenizações. Também será lançada um campanha nacional de mídia para sensibilizar a sociedade e informar como entregar as armas de fogo. Nas duas campanhas anteriores, foram recolhidas cerca de 550 mil armas, número que o Ministério e as instituições parceiras esperam superar neste ano.

“Menos armas significam menos mortes”, afirma o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Independentemente da campanha, o desarmamento é uma política constante do governo federal e faz parte de um processo que engloba o combate ao crime organizado e crimes transnacionais. O ministro informou que o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que articula o trabalho das polícias Federal e Rodoviária Federal e polícias civil e militar dos estados será instalado, em breve, em Foz do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, para coibir a entrada ilegal de armas e de mercadorias no país.

Mais postos de recolhimento

Serão cadastrados como postos de recolhimento de armas as delegacias de Polícia Civil, os quartéis de Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, organizações não-governamentais (ONGs) e igrejas, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas.

ONGs, igrejas e outros locais que funcionarem como postos de coleta vão ter que seguir algumas regras para dar segurança ao processo. Os locais cadastrados deverão contar sempre com a presença de um agente público em seu endereço (policial federal, civil ou militar, por exemplo), condições de gerar o protocolo de pagamento e local adequado para recolher as armas.

Além do próprio Ministério da Justiça, participam do Conselho da Campanha do Desarmamento as seguintes instituições: Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Ministério da Defesa, conselhos estaduais de segurança, conselho das guardas municipais, conselhos municipais dos secretários de segurança, Conselho Nacional de Segurança Pública, Conselho dos Chefes de Polícia Civil, Conselho Nacional dos Comandantes de Polícia Militar, Banco do Brasil, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional da Defensoria Pública, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional das Igrejas do Brasil, a Associação Maçônica do Brasil e a rede Desarma Brasil, que reúne ONGs como o instituto Sou da Paz e Viva Rio.

A primeira reunião do Conselho, realizada no dia 18 de abril, contou com a participação de cerca de 40 representantes de órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Um grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, foi formado para estudar alterações na legislação federal, como o aperfeiçoar o monitoramento de armas e munições.

Armas e crimes

De acordo com levantamento a partir de dados oficiais, 80% dos crimes ocorridos no Brasil são com armas adquiridas legalmente. A arma de fogo mais utilizada é o revólver calibre 38.

A realização de campanhas de desarmamento anteriores contribuíram para a redução da taxa de homicídios no país, segundo o estudo Mapa da Violência, divulgado em fevereiro deste ano. Na esteira das duas mobilizações anteriores, detectou-se diminuição de até 50% no índice de mortes em algumas regiões do país.

Estatuto do Desarmamento

O Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) entrou em vigor em 2003 e regulamenta o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e munição no Brasil. Com o Estatuto, o país passou a ter critérios mais rigorosas para o controle das armas. O registro é o primeiro passo para ter uma arma em casa ou portá-la na rua. O certificado de registro é o documento que atesta que a arma é de origem legal e permite que ela seja mantida sob guarda, ou seja, autoriza a posse da arma. Assim, o cidadão pode mantê-la em casa ou no local de trabalho, desde que seja o responsável legal pelo estabelecimento.

A posse não permite que o indivíduo ande nas ruas com a arma. Para isso, é preciso a autorização para o porte de arma de fogo. O porte é concedido previamente pela Polícia Federal.

A lei proíbe que civis tenham o porte de arma. A exceção é para os casos em que o individuo comprovadamente tiver a vida ameaçada. O porte de armas é permitido aos agentes de segurança pública, integrantes das Forças Armadas, policiais, agentes de inteligência e agentes de segurança privada.

A qualquer momento a autorização de porte pode ser cassada. É o que acontece se o portador andar armado em estado de embriaguez, sob efeito de drogas ou remédios que afetem a capacidade intelectual ou motora.

O Estatuto do Desarmamento tornou mais difícil o cidadão ter acesso ao porte de arma e estimulou a população a se desarmar. Foi o estatuto que instituiu a realização das campanhas de desarmamento, prevendo o pagamento de indenização para quem entregasse espontaneamente suas armas, a qualquer momento, à Polícia Federal.

O Estatuto também aperfeiçoou a legislação para punir mais efetivamente o comércio ilegal e o tráfico internacional de armas de fogo. Tais crimes, antes enquadrados como contrabando e descaminho, passaram a ser expressamente previstos em lei especifica. A pena prevista para essas condutas é de quatro a oito anos de prisão e multa.

Justiça

Investigações contra Flávio continuam no STF mesmo após fuga

Senador é alvo de duas investigações criminais que tramitam na Corte

27/10/2026 21h00

Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no segundo turno para o presidente Lula

Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no segundo turno para o presidente Lula Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai continuar respondendo a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) mesmo após deixar o Brasil e fugir para os Estados Unidos.

Por ter foro privilegiado na Corte, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, é alvo de duas investigações criminais que tramitam no STF.

O parlamentar é alvo do processo que investiga o advogado Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

De acordo com as investigações, o nome do senador foi citado por uma secretária de Willer, que teria informado ao advogado sobre o cancelamento de uma conta ligada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e investigada pela Polícia Federal (PF).

Na semana passada, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz.

As medidas foram tomadas após a PF descobrir que o advogado viajou para Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais em aposentadorias.

Dark Horse

O senador também é alvo de um inquérito que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.

Foro privilegiado

Apesar de não ter sido eleito para o cargo de presidente da República, Flávio manterá mandato de senador até o dia 1° de fevereiro.

A tendência é que as duas investigações continuem em tramitação no Supremo após o fim do mandato.

De acordo com a atual jurisprudência da Corte, a competência do STF para julgar ex-parlamentares continua após o encerramento do mandato nos casos em que os crimes estiverem ligados à função pública.

Fuga

Nesta terça-feira (27), o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos, em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.

Ontem (26), um dia após a derrota na disputa presidencial, o senador foi proibido de deixar o Brasil e intimado pela PF a entregar todos seus passaportes em 24 horas. O prazo terminou na manhã de hoje, e os documentos não foram entregues, por isso foram cancelados.

Repercussão

Ex-deputada de MS diz que demitiu 1 e promete mais 8 em post sobre Lula

Bela Barros (PDT) anunciou novas demissões "em nome de Jesus" ao comentar vídeo sobre empresários que estariam dispensando funcionários por terem votado em Lula.

27/10/2026 19h01

legenda pra foto de cpa? Ex-deputada estadual e ex-vereadora de Dourados, Bela Barros (PDT), afirmou ter demitido um funcionário e prometeu outras oito dispensas em publicação nas redes sociais.

legenda pra foto de cpa? Ex-deputada estadual e ex-vereadora de Dourados, Bela Barros (PDT), afirmou ter demitido um funcionário e prometeu outras oito dispensas em publicação nas redes sociais. Foto: Reprodução Instagram.

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A ex-deputada estadual e ex-vereadora de Dourados, Bela Barros (PDT), afirmou nas redes sociais que já demitiu um funcionário e pretende dispensar outros oito ao comentar um vídeo sobre empresários que estariam demitindo trabalhadores por terem votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi feita após o segundo turno das eleições presidenciais e incluiu a expressão "em nome de Jesus".

O comentário foi publicado no Instagram, em uma postagem do pastor Leandro Reis, da Igreja Deus Tem Mais, localizada no Rio de Janeiro (RJ). Na publicação, o religioso abordava supostas demissões de trabalhadores que votaram no presidente Lula após o resultado das eleições.

Durante o vídeo, o pastor também criticou a situação econômica do país e afirmou que apenas quem empreende conhece as dificuldades enfrentadas pelos empresários.

Ele ainda questionou o Bolsa Família, citando situações em que o marido trabalha enquanto a esposa recebe o benefício, o que, segundo ele, sobrecarrega injustamente o sistema.

Na gravação, uma mensagem em destaque afirma que "quase 150 pessoas foram demitidas hoje", embora não sejam apresentados documentos ou informações que comprovem o número mencionado.

Na seção de comentários, Bela Barros manifestou-se sobre o assunto e revelou que também havia realizado uma demissão, além de anunciar a intenção de promover novos desligamentos.

"Hoje nós tbem demitimos 1, mas vamos demitir uns oito em nome de Jesus", escreveu a ex-parlamentar.

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Ex-deputada Bela Barros afirma ter demitido um funcionário e anuncia outras oito dispensas em comentário publicado no Instagram do pastor Leandro Reis (Foto: Reprodução/Instagram).

 

A declaração foi feita em uma publicação que abordava a demissão de trabalhadores por terem votado no presidente Lula.

Ao participar da discussão, a ex-parlamentar afirmou já ter realizado um desligamento e anunciou a intenção de dispensar outros oito funcionários, em meio às manifestações de empresários contra eleitores do PT após as eleições presidenciais.

Em outros comentários na mesma postagem, a empresária afirmou possuir sete restaurantes e defendeu que consumidores priorizem estabelecimentos cujos proprietários não sejam ligados ao Partido dos Trabalhadores.

"Temos Sete restaurantes!", escreveu.

Na sequência, acrescentou:

"É só passamos a comprar de empresários que não são do PT".

As manifestações associam a discussão sobre demissões ao posicionamento político de trabalhadores e empresários, em meio à polarização que marcou a disputa presidencial de 2026.

Bela Barros tem uma longa trajetória na política de Mato Grosso do Sul. Foi vereadora de Dourados por quatro mandatos, exerceu o cargo de deputada estadual e disputou a Prefeitura do município em 2004 e 2024, sendo a última candidatura pelo PDT.

Listas de boicote a petistas circulam em Dourados

A manifestação da ex-deputada acontece em meio à circulação de listas com nomes de estabelecimentos comerciais supostamente ligados a eleitores de Lula e apoiadores do PT em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul.

Em Dourados, mensagens compartilhadas por aplicativos e redes sociais passaram a incentivar consumidores a deixar de frequentar empresas identificadas como petistas.

A situação levou comerciantes da cidade a divulgar esclarecimentos públicos após terem seus estabelecimentos incluídos nessas relações, conforme reportagens publicadas pela imprensa local.

Algumas listas são acompanhadas de orientações para que consumidores procurem empresas alinhadas às suas próprias preferências políticas.

O movimento também foi registrado em outras cidades do Estado, incluindo Jardim, onde comerciantes relataram a inclusão de seus negócios em listas de boicote, mesmo sem terem declarado apoio ao presidente.

A divulgação dessas relações gerou questionamentos sobre possíveis prejuízos econômicos e a exposição de empresários em razão de posicionamentos políticos atribuídos a eles.

Empresária diz querer ver eleitores de Lula passando fome

Outro episódio que ganhou repercussão nas redes sociais envolve a empresária Helenita Brum, integrante da diretoria executiva do Grupo Valebrum, responsável pela operação de franquias de O Boticário em Mato Grosso do Sul.

Em um vídeo que circula na rede social X (antigo Twitter), a empresária faz declarações contra eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirma que o país enfrenta uma disputa entre "o bem e o mal".

"O Brasil está sangrando, está vermelho", declara.

Em seguida, afirma que gostaria de ver um petista lhe pedir dinheiro ou emprego e dispara: "Quero que passe fome".

A gravação repercutiu em meio às manifestações de empresários contra apoiadores do PT após as eleições presidenciais. Não há, contudo, confirmação de demissões por motivação política nas empresas do grupo.


MS registra 35 denúncias de assédio eleitoral

Mato Grosso do Sul contabilizou 35 denúncias de assédio eleitoral em 2026, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) nesta segunda-feira (26). Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, eram 11 registros, o que representa um aumento de aproximadamente 218%. Em todo o país, foram contabilizadas 1.937 denúncias.

O MPT-MS alerta que ameaças de demissão, intimidações e represálias motivadas pela preferência política dos trabalhadores podem configurar assédio eleitoral, inclusive após as eleições.

A procuradora-chefe do órgão, Cândice Arosio, reforçou que as denúncias continuam sendo recebidas mesmo após o encerramento do processo eleitoral.

A legislação brasileira assegura a liberdade de convicção política, e demissões discriminatórias podem resultar em responsabilização trabalhista. 

 

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