Domingo, 19 de Novembro de 2017

No RS, PT não consegue repetir apoio nacional

7 MAR 2010Por 09h:30
     

        Da redação

         Ao contrário da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que tende a disputar a Presidência em aliança com diversos partidos, o ex-ministro Tarso Genro vai concorrer ao governo do Rio Grande do Sul contando apenas com a mobilização do PT e eventualmente de alguma pequena sigla que consiga atrair.
        Tentando reproduzir no Estado a política de alianças do presidente Lula, o PT tentou namorar o PDT e o PTB, mas os partidos optaram por outros caminhos. O PDT vai formalizar apoio ao prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Em troca, os pedetistas assumirão o comando da capital, com José Fortunati. O PTB decidiu lançar candidatura própria, do deputado estadual Luís Augusto Lara.
        Nem aliados históricos como o PSB e o PC do B estarão com Tarso. Ambos trabalham pela construção de uma via alternativa, para a qual tentam atrair o PTB de Lara e também o PP.
        Já o PSDB conquistou o apoio do PPS para a campanha à reeleição da governadora Yeda Crusius e espera atrair o PP, um dos principais aliados na Assembleia. O PP é um dos partidos mais poderosos do Rio Grande do Sul, com 159 das 496 prefeituras Seu apoio é cobiçado pelo PSDB, PMDB e pela via alternativa do PSB, PTB e PC do B.
        O DEM gaúcho tem como projeto preferencial trabalhar pela eleição de José Serra (PSDB) à Presidência. Para apoiar os tucanos, porém, a condição é que a candidatura no Estado não seja de Yeda. Caso não feche alianças, o partido vai para a disputa com o ex-prefeito de Lagoa Vermelha Moacir Volpato.  (DO Estadão)

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