Sábado, 18 de Novembro de 2017

No primeiro dia de funcionamento, passageiros sofrem com desinformação

2 FEV 2010Por KARINE CORTEZ23h:32
Dúvidas e fa lta de informação aos passageiros marcaram o primeiro dia de funcionamento do Terminal Rodoviário Senador Antônio Mendes Canale, em Campo Grande, inaugurado na madrugada de ontem. No local há um posto de informações turísticas que já está funcionando, mas quem precisa embarcar e ainda não conhece o sistema da rodoviária não tem a quem recorrer. As sobrinhas da aposentada Josefa Castro, 61 anos, por exemplo, perderam o ônibus da Viação Ouro e Prata que as levaria para a cidade de Novo Progresso (PA). “Nós estávamos controlando o horário do ônibus pelo painel e quando elas foram passar para a plataforma de embarque viram o ônibus saindo. Fomos até o guichê e o atendente disse para elas pegarem um táxi e irem atrás do ônibus. Vê se pode? Essa é a ajuda que eles dão?”, questionou Josefa. Após orientar as jovens, uma de 13 anos e outra de 20 anos, para correrem ao encontro do ônibus, o atendente disse que o painel estava com informações erradas. A dona de casa, Celma Otávio Freire, esteve ontem na rodoviária para levar a sobrinha que passava férias e seguiria para a cidade de Água Boa (MT). Ela elogiou a infra-estrutura do local, mas criticou o fato de os parentes não terem acesso ao embarque. “Isso é muito ruim, porque queremos ficar até os últimos minutos nos despedindo dos parentes”, lamentou. O saguão e as plataformas de embarque são separados por vidro. O engenheiro agrônomo, Sérgio Marques, morador da cidade de Rondonópolis (MT), considerou monopólio o fato de apenas duas lanchonetes funcionarem no terminal e também criticou o fato de os passageiros terem que esperar em pé o momento do embarque próximo à plataforma. “Antes de passar a catraca para o embarque ninguém avisa se o ônibus já está vindo ou não. Depois que passou não tem volta e se o ônibus demorar para encostar a solução é esperar em pé. Diante disso, como fazem as mães com crianças de colo e os idosos? Eles têm que orientar as pessoas pelo menos no começo, até que todos se acostumem com o sistema”, enfatizou Sérgio. Na madrugada de ontem, durante a inauguração do terminal, Norberta Barros, que seguiria à 1h para Coronel Sapucaia, estava apreensiva quanto ao uso do tíquete de embarque. “Lidar com este papel ficou difícil, porque numa distração a gente pode perder e não conseguir embarcar”, disse. Estrutura O novo terminal rodoviário está situado na Avenida Gury Marques, saída para São Paulo e foi construído numa área de 6,5 mil metros quadrados. A estrutura tem 25 plataformas de embarque e desembarque, 38 guichês para venda de passagens, 12 salas comerciais, guarda-volumes, estacionamento privativo para 300 veículos ao custo de R$ 2 e banheiros modernos que possibilitam ao passageiro tomar banho ao preço de R$ 6, por dez minutos. Também existe no local o serviço de táxi e mototáxi.

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