No Lar Vovó Miloca, que atende 23 crianças, recurso foi usado para reforma da entidade

DANIELLA ARRUDA 27/12/2010 05h20

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Foto: VALDENIR REZENDE
Lar atende crianças com até 10 anos que foram abandonadas ou sofreram maus tratos. Elas ficam no loc

Criada há 24 anos, a Associação Centro de Apoio e Orientação à Criança - Lar Vovó Miloca atende atualmente 23 crianças na faixa etária de um ano e meio a 10 anos, que foram vítimas de maus tratos e abandono. Mais que proporcionar segurança para esses meninos e meninas, enquanto seu destino é decidido na Justiça, a entidade procura trazer paz e aconchego para os pequenos, que conheceram dor e sofrimento muito cedo. “A nossa prioridade é que elas se sintam protegidas e deixem o passado para trás, pelo menos enquanto estiverem aqui conosco”, conta a diretora da entidade, Josefa Rosa de Andrade Arruda.

À tarde, os maiorzinhos vão para a escola. O restante do tempo livre é preenchido por aulas de judô e natação, ministrados duas vezes por semana. Há também uma psicóloga prestando atendimento e um dentista voluntário cuida da saúde bucal dos pequenos. A entidade também dispõe de um veículo para transporte das crianças.

O tempo de permanência no local é variado. “À medida que os processos vão sendo resolvidos no juizado, ou as crianças vão para adoção ou são entregues para alguém da família. “Teve um menino que ficou com a gente por quase dois anos, até surgir oportunidade de adoação. Foi muito triste quando chegou a hora de ele partir. Ele dizia que o lar dele era aqui. Mas dois dias depois, os pais adotivos vieram aqui para pegar alguns documentos que faltavam e ele estava feliz, adaptado. Perguntei para ele se ainda queria voltar para cá e ele disse que não — ‘o meu lugar agora é junto da minha mãe e do meu pai’”, recorda.

Apoio
Desde 1992, quando a entidade passou a registrar o número de atendimentos, 388 crianças passaram pelo Lar Vovó Miloca. Hoje os gastos  com a estrutura de atendimento, contratação de pessoal e pagamento dos serviços de água, energia elétrica e telefonia, entre outros, giram em torno de R$ 8 mil. Para custeá-los, o Lar Vovó Miloca conta com repasses mensais do governo federal e da prefeitura e também angaria recursos com promoções (churrascos, feijoada) e feiras da pechincha. Já a contribuição do Clique Esperança chega uma vez por ano à entidade e ajudou a financiar a reforma do prédio, concluída em março deste ano, juntamente com o apoio de colaboradores da cidade.

“No primeiro ano em que começamos a receber recursos do Clique Esperança, compramos uma parte do material de construção; no segundo ano, deu para comprar o restante e começar a obra. Além disso, também conseguimos adquirir toalhas, lençóis, movéis e material de consumo. Toda vez que recebemos, empregamos bem”, contou. A obra também contou com ajuda de outros colaboradores.

Para a presidente do Lar Vovó Miloca, a ajuda proveniente do Projeto Clique Esperança é primordial para todas as entidades que atuam no trabalho de assistência a crianças e adolescentes. “É importante que as pessoas ajudem”, comentou. (DA)


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