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No Japão, Sarkozy pede normas mais claras sobre energia nuclear

No Japão, Sarkozy pede normas mais claras sobre energia nuclear

g1

01/04/2011 - 06h20
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O presidente da França, Nicholas Sarkozy, pediu regras internacionais de segurança nuclear mais claras, diante da atual crise na usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão.

Em visita ao país, ele propôs que as autoridades em segurança nuclear dos países do G20 discutam o assunto em encontro em maio.

O nível de radiação detectado no mar perto da usina subiu abruptamente, e já estão mais de 4 mil vezes acima do limite estabelecido pelas autoridades japonesas.

Durante sua visita, o presidente francês disse que gostaria de ver normais internacionais de energia nuclear estabelecidas até o fim do ano, e que a França pediria aos delegados nucleares do G20 para preparar uma reunião especial da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) em junho.

Sarkozy - o primeiro líder estrangeiro a visitar o Japão desde o terremoto - disse que há urgência em estabelecer regras globais para o tema porque 'o mundo é uma aldeia e o que acontece no Japão pode ter consequência em outros lugares'.

A França tem o segundo maior número de usinas nucleares em funcionamento do mundo, que produzem 80% de sua eletricidade. O país prometeu oferecer sua tecnologia para ajudar o Japão no conserto da planta de Fukushima e no controle dos níveis de radiação.

Radiação
Segundo a agência Kyodo News, a Tokyo Electric Company (Tepco), que opera a usina Daiichi, os níveis de radiação na água encontrada no subsolo de um dos prédios do complexo estão 10 mil vezes maiores do que o recomendado pelas autoridades.

A empresa disse acreditar que o suprimento de água potável não sofreu contaminação.

O nível de radiação é bastante superior ao registrado na água do mar japonês, que atingiu esta quinta-feira o recorde de 4.385 vezes o limite legal.

A ONU recomendou ao Japão que considere a ideia de expandir para além de 20 km o perímetro de evacuação ao redor das usinas afetadas pelo terremoto seguido de tsunami no último dia 11.

O pedido ocorreu depois de a pequena cidade de Iitate, a 40 km da usina de Fukushima, ter apresentado altos índices de radiação, ainda que o governo diga que os níveis não apresentem perigo imediato para a saúde humana.

Mas a ampliação foi por enquanto rejeitada pelas autoridades japonesas, disse Yoshihiro Sugiyama, da agência nuclear do país. 'No momento, não achamos que seja necessário evacuar residentes (dessas áreas). Acreditamos que eles podem ficar calmos.'

Mortes
Até o momento, o número de mortos em consequência da tragédia no Japão chega a 11 mil. Cerca de 16 mil estão desaparecidos.

Também nesta quinta, a Kyodo informou que o medo da contaminação pela radiação impediu que as autoridades japonesas coletassem cerca de mil corpos de vítimas do terremoto e do tsunami em uma área dentro do perímetro de 20 km da usina de Fukushima.

Citando uma fonte policial, a agência disse que as autoridades estão estudando a melhor forma de resgatar e proteger os corpos, de forma a evitar que parentes se contaminem ao fazerem a identificação deles nos necrotérios.

Em investigação

Epicentro da doença em MS, Dourados investiga mais duas mortes por chikungunya

Os dois óbitos em investigação são de indígenas que morreram no dia 3 de abril

06/04/2026 17h30

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Dourados, município localizado a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, é considerado, atualmente, o epicentro de casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul.

Até o momento, foram registrados cinco óbitos pela doença e, nesta segunda-feira (6), outras duas mortes entraram para a lista de investigação. 

As vítimas são um adolescente de 12 anos e um indígena de 55 anos. Ambos morreram no dia 3 de abril e têm a doença como principal suspeita da causa. 

Em todo o Estado, são sete registros de óbitos confirmados pelo agravamento da chikungunya, sendo cinco em Dourados, um em Bonito e um em Jardim. 

Somente em Dourados, dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que a cidade já soma 2.733 casos prováveis da doença. 

Desses, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 seguem em investigação, o que totaliza 3.671 notificações.

A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 914 casos, o equivalente a 69,6% do total de confirmações no Estado. Todas as cinco mortes da cidade e as duas em investigação, são de indígenas.  

Apoio federal

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão em Dourados para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde vai, ainda, instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya. 

Já foram enviadas ao Estado 300 unidades e 160 foram instaladas em Dourados até agora. 

Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do estado. 

Estelionato

Corretor de MS que prometia retorno milagroso em falsos empreendimentos está na mira da polícia

Investigado por golpes com falsas SPEs, ele é suspeito de atrair principalmente médicos com promessas de lucros acima de 150% e acumula ao menos 11 vítimas

06/04/2026 17h26

Corretor que vendia falsos empreendimentos foi preso nesta segunda-feira em Maceió (AL)

Corretor que vendia falsos empreendimentos foi preso nesta segunda-feira em Maceió (AL) Divulgação

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O corretor de imóveis sul-mato-grossense Carlos Roberto Pereira Júnior, alvo de inquéritos e de reclamações de várias vítimas de golpes em investimentos falsos no mercado imobiliário, foi alvo de operação na manhã desta segunda-feira (6), em Maceió (AL).

Ele não foi encontrado pelos policiais civis, e está foragido.

O corretor, que tem inscrições no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Mato Grosso do Sul e de Alagoas, é alvo, além do inquérito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, de 14 investigações ético-profissionais no Creci.

Para além disso, ele é acusado de aplicar uma série de golpes em investidores de boa-fé, por meio de falsas sociedades de propósito específico (SPEs). A prisão, efetuada na manhã desta segunda-feira, foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas.

O Correio do Estado apurou que Carlos Roberto Pereira Júnior mudou-se para a capital alagoana no fim do ano passado. Lá, ele morava em um condomínio fechado e ostentava vida luxuosa, assim como fazia em Campo Grande.

Ele teria se mudado para Maceió no fim do ano passado, depois de seus golpes terem ficado “manjados” na praça, disse uma fonte ao Correio do Estado.

Carlos Roberto prometeria a suas vítimas, a maioria médicos, investimentos de alta rentabilidade e baixo risco.

O corretor de imóveis oferecia a suas vítimas cotas nas SPEs, com a promessa de lucros de mais de 150%. Os médicos eram as vítimas preferidas do corretor.

Após receber os valores, no entanto, os montantes não eram devolvidos, e os investidores passavam a receber apenas justificativas e novos prazos, sem qualquer cumprimento das promessas feitas.

As denúncias apontam para um padrão de atuação recorrente, com indícios de prática profissionalizada de fraude, incluindo também casos de apropriação indébita de valores que deveriam ser repassados a terceiros. Com prejuízos que já ultrapassam R$ 100 mil e ao menos 11 vítimas identificadas, o caso ganhou repercussão após divulgação na imprensa, incentivando novos relatos.

O corretor já possui histórico de condenação por estelionato e agora volta a responder por crimes como fraude financeira, estelionato — inclusive contra idoso — e retenção indevida de recursos.

Procurado pela reportagem, o advogado Lucas Brandolis, assistente de acusação que representa diversas vítimas ludibriadas pelo corretor de imóveis, esclarece que a operação policial noticiada nesta data "resulta de condenações criminais por estelionato já transitadas em julgado, portanto, irrecorríveis. Não obstante, prosseguem inúmeros processos e investigações a respeito de outros estelionatos e demais crimes graves, como fraudes em ativos financeiros, falsidade ideológica etc., com atuação estratégica para garantir a reparação integral dos prejuízos sofridos".

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