Terça, 21 de Novembro de 2017

No Enem, 1ª escola estadual está atrás de 28 particulares

20 JUL 2010Por 08h:21
Silvia Tada

A escola estadual de Mato Grosso do Sul com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Escola Severino Ramos de Queiróz, de Campo Grande, aparece atrás de 28 escolas particulares e uma federal. Enquanto os alunos do colégio Alexander Fleming, o melhor do Estado e um dos cinco melhores do País, atingiram média de 737,40 pontos na prova aplicada em 2009, os estudantes do estabelecimento estadual ficaram com média 608,12.
Os dados por escola foram divulgados ontem, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação. É com a nota do Enem que os alunos podem concorrer, desde o ano passado, a vagas no sistema público de ensino superior e a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).
A segunda escola estadual com melhor desempenho no Enem está em 41º lugar. Trata-se da Escola Estadual Silvio Ferreira, de Coxim, com 597,03 pontos e com dez alunos avaliados. A diretora Maria Leuda Oliveira Ferreira ressalta o comprometimento da equipe, dos alunos e dos pais. “Dos 23 alunos, tivemos 16 aprovados em vestibulares.Nove conseguiram bolsa de 100% no ProUni ou estão em universidades públicas”, comemorou. No entanto, por determinação da Secretaria de Estado de Educação, o ensino médio deixou de ser oferecido neste ano na escola.
De Dourados, a tradicional Escola Estadual Presidente Vargas está em 46º lugar no ranking estadual, seguida pela EE General Malan, da Capital, na 52º colocação.

Notas baixas
No total, a lista do Inep traz 707 escolas sul-mato-grossenses. No entanto, apenas 485 aparecem com média final no Enem. Destas, a com pior desempenho é a EE Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Naviraí, com nota 375,58, quase a metade da nota obtida pelo melhor colégio do Estado. De Pedro Gomes, a EE Professora Cleuza Teodoro obteve 396,94 pontos e é a penúltima na lista. As duas oferecem a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A diretora da Escola Juscelino Kubitschek, Beatriz Nieres Santos, ressalta que todos os seus alunos são trabalhadores, que agora retomam os estudos e optaram pelo EJA. “São pessoas com muita vontade de estudar, mas com dificuldade, pois trabalham o dia todo em usinas, em frigoríficos. É uma realidade diferente de outras escolas”, ressaltou.
Já a EE Professor João Pereira Valim, de Inocência, com ensino médio regular, teve 32 alunos avaliados, que tiraram média 413,09 — a terceira pior média do Estado. A diretora adjunta Nelcides Muniza afirmou que a escola, a única estadual do município, recebe alunos da zona rural e urbana. Atualmente, são três salas do 3º ano. “Temos dificuldade com a rotatividade dos professores convocados, que acabam não dando continuidade aos trabalhos”.

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