Cidades

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No Cambarecê, lembrança do massacre de coléricos

No Cambarecê, lembrança do massacre de coléricos

MONTEZUMA CRUZ, DE CAMBARECÊ E PORTO CANUTO

24/10/2012 - 18h45
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Na invasão do Paraguai, em seis de abril daquele ano, a coluna tinha um efetivo de 1680 soldados. A 11 de junho reduzira‑se a 700 comba­tentes; 908 haviam sido atacados por cólera e fogo. Também morreram índios, mulheres, negociantes e outros acompanhantes da marcha.

Cambarecê conserva um tronco de braúna, cuja descoberta fora ordenada em março de 1926 pelo general Malan D’Angrone. A Retirada durou 35 dias, lembrou o comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Combate, coronel José Henrique dos Santos. “Os paraguaios perseguiram nossos soldados até o Rio Taquarussu”, disse ele.

Mantido pelo batalhão com sede em Aquidauana, Porto Canuto é fruto do ideal do coronel Valdemar Raul Kimel Filho. Poderá um dia transformar-se em museu, caso os proprietários da área concordem em ceder uma parte ao Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. “Nossa luta para comprá-la tem dez anos, mas ainda não tivemos êxito”, comentou o presidente da entidade, Hildebrando Campestrini.

“O Exército necessita preparar os locais sagrados para visitação”, propõe o diretor de Patrimônio Histórico e Cultural, general de divisão Eduardo Barbosa. Em Porto Canuto, o Exército entregou lembranças ao prefeito de Aquidauana, Fauzi Mohamad, e ao presidente da Câmara de Anastácio, Laércio Valério.

Um monumento no quartel do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Bela Vista, homenageia o coronel Pedro José Rufino, emblemático oficial que combateu nos rios Desbarrancado e Feio, quase sem recursos bélicos e humanos.

Com os remanescentes da tropa, foi para Cuiabá, passando por Camapuã e pela Estrada do Piquiri. De lá voltou para Miranda, com o 1º Corpo de Caçadores a Cavalo, que organizara. Agregou-se às fileiras da Força Expedicionária e partiu para a Invernada de Laguna, onde comandou o ataque às trincheiras paraguaias.
 

Greve

Enfermagem da Santa Casa paralisa atividades por falta de pagamento

Categoria pede pelo repasse da complementação salarial referente ao mês de fevereiro e o pagamento do salário, cujo prazo para pagamento encerrou hoje (7)

07/04/2026 16h45

Paralisação já começou na manhã desta terça-feira (7)

Paralisação já começou na manhã desta terça-feira (7) Reprodução Redes Sociais

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Os trabalhadores da enfermagem da Santa Casa de Campo Grande voltaram a cruzar os braços por falta de pagamento nesta terça-feira (7). 

No período da manhã, a categoria realizou Assembleia com os profissionais, onde ficou definido que parte dos trabalhadores ficará de braços cruzados em frente ao hospital até o pagamento. 

A classe afirma que o pagamento da complementação salarial referente ao mês de fevereiro, e até mesmo o salário, ainda não havia sido pago. O prazo para o repasse era até o dia 05. Para o salário, o prazo para pagamento era até hoje. 

A paralisação será feita de forma revezada, para não impactar de forma direta os atendimentos no hospital. Cerca de 50% da categoria aderiu ao movimento. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), o repasse financeiro vem do Governo Federal sempre pontualmente, chega à Prefeitura Municipal onde é destinado ao setor financeiro do Hospital. 

No entanto, o setor de finanças da Santa Casa afirmou ainda não ter recebido o valor para o complemento do Piso Salarial dos trabalhadores. 

Nesta tarde, o presidente da Siems, Lázaro Santana, se dirigiu à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em busca de uma reunião para cobrar a liberação do recurso federal encaminhado ao município. O resultado do encontro ainda não teve atualizações. 

Atualmente, a Santa Casa conta com uma equipe de 1,4 mil enfermeiros. 

Em nota, a Sesau afirmou que o repasse deve ser feito aos funcionários ainda nesta terça-feira. 

"Conforme previsto na Portaria GM/MS nº 1.135, de 16 de agosto de 2023, o prazo para o repasse é de 30 (trinta dias) contados a partir do depósito. Contudo, devido ao feriado prolongado, não houve tempo hábil para finalizar os tramites legais para o repasse, o qual irá ocorrer ainda nesta terça-feira, quando o valor estará disponível aos profissionais", afirmou a nota.

 

*Matéria alterada às 17h52 para acréscimo do posicionamento da Prefeitura Municipal. 

Campo Grande

Câmara aprova projeto de lei que garante transmissão gratuita de jogos do Brasil na Copa do Mundo

Proposta cria o programa "Cidade da Copa", com eventos culturais e incentivo à economia local em espaços públicos

07/04/2026 16h15

Foto: Câmara Municipal de Campo Grande

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A Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que garante a transmissão gratuita dos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo em espaços públicos de Campo Grande.

A proposta cria o programa “Cidade da Copa”, que também prevê a realização de eventos culturais, artísticos e gastronômicos durante o período.

Pelo texto, os locais de exibição serão definidos pelo Poder Executivo, que também ficará responsável por coordenar e operacionalizar o programa por meio de órgãos da administração direta e indireta.

Além da transmissão dos jogos, o projeto estabelece diretrizes para a realização dos eventos. Entre elas, estão a garantia de igualdade de condições e transparência nos processos seletivos para participação, além da priorização de microempreendedores individuais, pequenos comerciantes, artesãos e produtores culturais locais. A proposta também incentiva práticas sustentáveis, com uso de materiais de baixo impacto ambiental.

A organização dos eventos deverá incluir ainda planejamento específico, como plano de gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana, além de estratégias de mobilidade e trânsito no entorno dos locais onde ocorrerão as atividades.

Autor do projeto, o vereador Beto Avelar (PP) defende que a iniciativa vai além do esporte. Segundo ele, o “Cidade da Copa” pretende criar ambientes públicos organizados, acessíveis e seguros, permitindo que a população acompanhe os jogos enquanto participa de atividades que valorizem a cultura local.

A proposta também aposta no impacto econômico positivo, com estímulo ao comércio, geração de emprego e renda, além de potencial fortalecimento do turismo na capital durante o período do mundial. Projeto agora segue para sanção do Executivo. 

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