Na invasão do Paraguai, em seis de abril daquele ano, a coluna tinha um efetivo de 1680 soldados. A 11 de junho reduzira‑se a 700 combatentes; 908 haviam sido atacados por cólera e fogo. Também morreram índios, mulheres, negociantes e outros acompanhantes da marcha.
Cambarecê conserva um tronco de braúna, cuja descoberta fora ordenada em março de 1926 pelo general Malan D’Angrone. A Retirada durou 35 dias, lembrou o comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Combate, coronel José Henrique dos Santos. “Os paraguaios perseguiram nossos soldados até o Rio Taquarussu”, disse ele.
Mantido pelo batalhão com sede em Aquidauana, Porto Canuto é fruto do ideal do coronel Valdemar Raul Kimel Filho. Poderá um dia transformar-se em museu, caso os proprietários da área concordem em ceder uma parte ao Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. “Nossa luta para comprá-la tem dez anos, mas ainda não tivemos êxito”, comentou o presidente da entidade, Hildebrando Campestrini.
“O Exército necessita preparar os locais sagrados para visitação”, propõe o diretor de Patrimônio Histórico e Cultural, general de divisão Eduardo Barbosa. Em Porto Canuto, o Exército entregou lembranças ao prefeito de Aquidauana, Fauzi Mohamad, e ao presidente da Câmara de Anastácio, Laércio Valério.
Um monumento no quartel do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Bela Vista, homenageia o coronel Pedro José Rufino, emblemático oficial que combateu nos rios Desbarrancado e Feio, quase sem recursos bélicos e humanos.
Com os remanescentes da tropa, foi para Cuiabá, passando por Camapuã e pela Estrada do Piquiri. De lá voltou para Miranda, com o 1º Corpo de Caçadores a Cavalo, que organizara. Agregou-se às fileiras da Força Expedicionária e partiu para a Invernada de Laguna, onde comandou o ataque às trincheiras paraguaias.

