Domingo, 19 de Novembro de 2017

NO ACRE - Médicos poderão ser retirados de 18 municípios do Estado

29 AGO 2010Por 08h:45
     

        As populações de 18 dos 22 municípios do Acre podem ficar sem assistência médica, caso não seja aberto o processo de revalidação dos diplomas dos médicos formados no exterior e que atuam de forma irregular nessas cidades. O alerta é do presidente da Associação Médica Nacional (AMN), Janilson Lopes Leite (foto).

        ?Hoje o Acre e um dos estados com menor número de médicos do Brasil e isso repercute diretamente na vida da população que precisa de atenção desses profissionais?, observa Janilson.

        Segundo ele, apesar da implantação do curso de Medicina pela Universidade Federal do Acre (Ufac), não houve um aumento desses profissionais no programa de saúde da Capital e no interior do Estado. ?Pelo contrário, houve uma diminuição até na Capital?, revela.

        De acordo com o presidente da AMN, é graças à ação dos médicos formados no exterior que a maioria dos municípios acreanos mantém atenção básica de saúde. Em virtude de decisão liminar em ação movida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), as prefeituras de Porto Acre, Acrelândia, Manoel Urbano e Feijó, tiveram que cancelar os contratos com esses profissionais.

        ?Nessas cidades o caos está instalado, e depois de julgado o mérito do processo, caso o juiz federal entender sua legitimidade, mais 14 municípios do Acre ficarão sem esses profissionais que ao todos somam 56?, declara Janilson.

        Para discutir essa e outras questões polêmicas acerca dos médicos formados no exterior, a Associação Medica Nacional está convocando médicos, autoridades competentes e a sociedade civil organizada, para um encontro no dia 6 de setembro, no auditório do Pinheiro Palace Hotel.

        ?A Ufac é peça chave nessa situação, pois é quem deveria está trabalhando no processo de revalidação de diplomas, mas até agora tem criado obstáculos. A AMN, apesar de ter buscado o construir um caminho legitimo e legal com a Ufac, tem encontrado muita resistência, fato que afeta diretamente quem está nas filas e doente precisando de uma consulta?, concluir Janilson.

         

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